Homem de 45 anos foi submetido à colonoscopia, com preparo ...

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Q4191263 Medicina
Homem de 45 anos foi submetido à colonoscopia, com preparo de cólon considerado adequado, e apresentou achado de lesão serrilhada séssil de 20 mm, com displasia de baixo grau, no cólon ascendente. A lesão foi removida em bloco e com margens livres e avaliáveis.
O intervalo de vigilância recomendado para esse paciente é de
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Lesão serrilhada séssil de 20 mm, com displasia de baixo grau, após ressecção completa em bloco com margens livres e avaliáveis, enquadra-se nas recomendações de vigilância em 3 anos da USMSTF 2020 e da ESGE 2020; o intervalo de 6 meses fica reservado para ressecção piecemeal ou dúvida de excisão completa.

Tema central: Vigilância pós-polipectomia
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Intervalo de 5 anos é incompatível com a estratificação de risco desta lesão. O critério decisivo é que lesão serrilhada séssil ≥10 mm e/ou com displasia deve ir para vigilância em 3 anos após remoção completa. Como o caso tem 20 mm e displasia, 5 anos subestima o risco.
B
Errada
Incorreta. Intervalo de 10 anos corresponde a cenário de rastreamento ou achado de muito baixo risco, o que não se aplica aqui. O tamanho de 20 mm e a displasia retiram o paciente do grupo de baixo risco, de modo que 10 anos contraria diretamente o critério das diretrizes usado na questão.
C
Errada
Incorreta. O retorno em 6 meses é reservado sobretudo para maior probabilidade de resíduo local, especialmente após ressecção piecemeal de lesão grande ou quando não há segurança de excisão completa. O enunciado faz o oposto: informa ressecção em bloco, margens livres e avaliáveis. Portanto, o fator técnico que justificaria 6 meses não está presente.
D
Errada
Incorreta. Intervalo de 1 ano não é a recomendação-padrão para uma lesão serrilhada única de 20 mm com displasia de baixo grau completamente removida. Pela base, a presença de critérios de alto risco nessa situação leva a 3 anos, não a seguimento anual. Escolher 1 ano aqui superestima o risco sem respaldo da diretriz aplicável ao caso.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a lesão entra no grupo de maior risco para neoplasia metacrônica por dois motivos independentes já suficientes para encurtar o seguimento: tamanho de 20 mm e presença de displasia. As diretrizes citadas na base convergem em recomendar nova colonoscopia em 3 anos após remoção completa de lesão serrilhada ≥10 mm ou com displasia. Como a ressecção foi em bloco, com margens livres e avaliáveis, há suporte para considerar excisão completa e aplicar o intervalo padrão de 3 anos, e não um retorno precoce por suspeita de resíduo local.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre lesão grande e necessidade de controle em 6 meses. O tamanho isoladamente não indica 6 meses quando houve ressecção em bloco com margens livres; esse intervalo precoce está ligado principalmente a ressecção piecemeal ou dúvida de excisão completa. Outra armadilha é achar que displasia de baixo grau permitiria prazo maior, quando a própria presença de displasia já mantém a vigilância em 3 anos.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesões serrilhadas, memorize o gatilho de alto risco: tamanho ≥10 mm ou presença de displasia já levam a vigilância em 3 anos se a ressecção foi completa.
  • Antes de escolher intervalo curto, confira a técnica de ressecção: 6 meses depende sobretudo de piecemeal ou incerteza de excisão completa, não apenas do tamanho.
  • Displasia de baixo grau em lesão serrilhada não rebaixa risco; ela já sustenta vigilância em 3 anos.
  • Qualidade da colonoscopia basal importa: preparo adequado e margens avaliáveis permitem aplicar o intervalo recomendado sem encurtamento por incerteza.

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