Homem de 56 anos foi submetido a CPRE por quadro de colang...

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Q4191257 Medicina
 Homem de 56 anos foi submetido a CPRE por quadro de colangite aguda secundária à colecodolitiase primária. Durante o procedimento, foi identificada área de estenose do colédoco médio com cálculo biliar proximal e dilatação das vias biliares extra-hepáticas a montante. Apresenta histórico colecistectomia prévia há 13 anos, com necessidade de exploração das vias biliares. A cateterização não foi eficaz devido a importante angulação da região e falha de progressão do cateter.
Nesse contexto, qual é a melhor alternativa inicial para a drenagem biliar?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Após falha de canulação na CPRE, em obstrução biliar provavelmente benigna e com anatomia gastrointestinal preservada, as diretrizes ASGE/ESGE favorecem o rendez-vous guiado por ecoendoscopia como resgate inicial, por permitir manter a drenagem transpapilar; por isso, a alternativa E é a melhor.

Tema central: Resgate endoscópico da via biliar
Análise das alternativas
A
Errada
A hepaticogastrostomia é uma drenagem transmural e não é a primeira escolha inicial em obstrução benigna com papila potencialmente acessível. Nessa situação, o rendez-vous é preferido porque preserva a drenagem transpapilar.
B
Errada
A coledocoduodenostomia cirúrgica é mais invasiva e não é a melhor alternativa inicial quando ainda existe opção endoscópica de resgate por ecoendoscopia. Pela base, cirurgia fica como resgate quando a abordagem endoscópica não é factível ou falha.
C
Errada
A coledocoduodenostomia guiada por EUS também é uma técnica transmural. Em suspeita de doença benigna, ela não é a estratégia inicial preferida quando o rendez-vous é viável, porque a prioridade é manter a drenagem pela papila.
D
Errada
A drenagem transparieto-hepática é opção de resgate, mas as diretrizes citadas favorecem a drenagem guiada por EUS em vez da percutânea após falha de ERCP, e, em benignidade, a técnica EUS preferida é o rendez-vous.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso sugere obstrução biliar provavelmente benigna, com falha técnica de cateterização na CPRE e sem descrição de reconstrução gastrointestinal que impeça acesso à papila. Nessa situação, a base de decisão recomenda o procedimento de rendez-vous guiado por ecoendoscopia como estratégia inicial, pois ele permite completar a drenagem pela via transpapilar, que é preferível em doença benigna com acesso papilar potencialmente preservado.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir o erro de tratar falha de CPRE como indicação automática de drenagem transmural, percutânea ou cirúrgica. Em obstrução benigna com anatomia preservada, o primeiro resgate preferido é o rendez-vous ecoendoscópico.
Dica para questões semelhantes
  • Após falha de CPRE, primeiro diferencie obstrução benigna de maligna, porque isso muda a técnica de resgate.
  • Se houver chance de acesso papilar, prefira a estratégia que preserve a drenagem transpapilar.
  • Não confunda EUS-rendez-vous com EUS-CDS ou EUS-HGS: em benignidade, o rendez-vous tem preferência inicial.
  • Drenagem percutânea e cirurgia ficam para quando a abordagem endoscópica guiada por EUS não é factível, falha ou não está disponível.

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