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Q1646058 Medicina
Qual a porcentagem de falso negativo do papanicolau para vulvovaginite?
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Tema central: A questão aborda a taxa de falso negativo do exame de Papanicolau na detecção de vulvovaginites, tema altamente relevante na prática ginecológica e frequentemente cobrado em concursos públicos.

O exame de Papanicolau foi desenvolvido principalmente para rastreamento do câncer de colo uterino, porém ocasionalmente detecta agentes infecciosos relacionados às vulvovaginites como Trichomonas vaginalis, Candida spp. e sinais de vaginose bacteriana. Entretanto, sua sensibilidade para estas infecções é baixa, o que compromete sua utilidade diagnóstica neste contexto.

Explicação da alternativa correta (B - <40%): Estudos e protocolos nacionais apontam que o Papanicolau apresenta taxa de falsos negativos na detecção de vulvovaginites geralmente inferior a 40%. Por exemplo, segundo revisão disponível no Repositório da UFRN (2020), a sensibilidade para Candida varia de 25,25% a 58,5% e para vaginose bacteriana de 43,1% a 70%. Assim, a porcentagem de casos não diagnosticados (falsos negativos) costuma ser importante, mas raramente supera 40%.

Crítica às alternativas incorretas:

  • A) <10%: Incorrreta. A sensibilidade do exame é modesta; falsos negativos são bem mais frequentes que 10% para as principais causas de vulvovaginite, o que torna esta opção incompatível com a prática clínica.
  • C) >70%: Incorreta. Essa alternativa superestima em muito a limitação do método, pois a maioria dos estudos não evidencia taxas tão elevadas de falso negativo.
  • D) >50%: Incorreta. Embora certos agentes possam ter sensibilidade abaixo de 50%, no geral a taxa global de falso negativo não excede este valor para vulvovaginites no Papanicolau.

Estratégia de prova: Fique atento ao tipo de sensibilidade exigida na pergunta e diferencie claramente rastreamento de diagnóstico. O Papanicolau nunca foi indicado para diagnosticar vulvovaginites, apenas podendo sugerir esses achados.

Práticas recomendadas: Assim, conforme o Ministério da Saúde (Diretrizes para Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, 2016): “Alterações sugestivas de infecções devem ser confirmadas por exame específico, devido à baixa sensibilidade do exame citológico.”

Resumo: Para vulvovaginites, o exame de Papanicolau apresenta taxa de falso negativo abaixo de 40%, justificando a alternativa B como correta.

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O papanicolau é um exame de rotina para detectar problemas na saúde da mulher, incluindo o câncer de colo do útero. Entretanto, ele pode apresentar resultados falsos negativos. No entanto, para a vulvovaginite, a porcentagem de falso negativo do papanicolau é menor do que 40%, como informa a alternativa B. Isso se deve à menor relação da vulvovaginite com o câncer, o que torna o diagnóstico menos complexo. Portanto, a alternativa B é a resposta correta para essa questão.

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