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Q1646056 Medicina
A miomatose uterina hoje pode ser tratada de várias formas, clínica, cirúrgica e com embolização. Paciente de 40 anos, com prole definida, apresenta útero de 250cm3 , móvel, com miomas múltiplos submucosos, intramurais e subserosos. Qual o melhor tratamento?
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Tema central: O foco da questão está na escolha do melhor tratamento cirúrgico para uma paciente de 40 anos, com prole definida e miomatose uterina múltipla, incluindo miomas submucosos, intramurais e subserosos, com útero móvel de 250cm³.

Justificativa da alternativa correta – Histerectomia vaginal (B):

A histerectomia vaginal é considerada o padrão-ouro nos casos em que há indicação cirúrgica, a paciente não deseja mais engravidar e o útero é móvel e de volume moderado. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Leiomioma de Útero, o uso preferencial da via vaginal está associado, quando possível, a menor morbidade, menor incidência de infecção, internação reduzida e recuperação mais precoce. Destaca-se ainda, conforme evidências internacionais (AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS), que essa via deve ser priorizada mesmo em úteros até 280g/300cm³, se a anatomia for favorável – como no caso descrito.

Ponto-chave: Prole definida + útero móvel = via vaginal preferida

Análise das alternativas incorretas:

(A) Histerectomia abdominal: Reservada para casos em que a via vaginal não é possível (ex: aderências, volumetria extrema, mobilidade restrita). Não é a primeira escolha quando o útero é móvel e de volume moderado, pois implica maior morbidade e recuperação mais lenta.

(C) Laparoscopia: Útil em situações específicas (miomas subserosos, contraindicação da via vaginal ou diagnóstico concomitante abdominal). Contudo, não é a abordagem de eleição na paciente descrita pelas mesmas razões já citadas.

(D) Miomectomia: Indicada apenas em mulheres que desejam preservar a fertilidade. Não se aplica à paciente com prole definida.

Estratégia de prova: Atenção aos detalhes do enunciado! Termos como “prole definida”, “útero móvel” e o volume são decisivos para a escolha da via de histerectomia. Pegadinhas comuns incluem ignorar a preferência atual pelas vias menos invasivas!

Citação normativa:
PCDT Leiomioma de Útero: “...taxas mais altas de pacientes sendo submetidas à cirurgia vaginal.”

Resumo: Na paciente do caso, a histerectomia vaginal é a opção recomendada. Essa conduta está em total consonância com as melhores práticas e diretrizes clínicas atuais.

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A resposta correta é a alternativa B - Histerectomia vaginal. A miomatose uterina é uma condição comum em mulheres em idade reprodutiva e pode levar a sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica e aumento do tamanho do útero. Existem várias opções de tratamento para a miomatose uterina, incluindo a histerectomia abdominal, histerectomia vaginal, laparoscopia e miomectomia. No caso da paciente em questão, a melhor opção de tratamento seria a histerectomia vaginal. Isso ocorre porque a paciente já tem prole definida e a histerectomia vaginal é uma opção menos invasiva do que a histerectomia abdominal, com menor tempo de recuperação pós-operatória e menor risco de complicações. Além disso, como os miomas são múltiplos, a miomectomia pode não ser uma opção viável. A laparoscopia também pode ser uma opção, mas a histerectomia vaginal é mais comumente recomendada para casos como o descrito.

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