Mulher de 63 anos, com história de colecistectomia prévia h...

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Q4195221 Medicina
Mulher de 63 anos, com história de colecistectomia prévia há 5 anos, apresenta, há uma semana, icterícia progressiva e prurido cutâneo. Após as medidas iniciais, é solicitada colangiorressonância que demonstra estenose da via biliar extra-hepática proximal com dilatação intra-hepática; não há história de trauma cirúrgico recente. Paciente sem contraindicações clínicas à cirurgia de grande porte. Considerando estenose benigna de via biliar proximal sintomática, qual a conduta cirúrgica definitiva mais adequada?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a combinação de estenose benigna proximal da via biliar extra-hepática, obstrução sintomática e paciente apta à cirurgia de grande porte; nesse cenário, a conduta definitiva indicada é reconstrução biliodigestiva alta.

Tema central: Estenose biliar proximal
Análise das alternativas
A
Certa
A hepatojejunostomia em Y de Roux é a melhor opção porque a estenose é proximal, benigna e sintomática, com dilatação intra-hepática em paciente operável. Nessa topografia, a anastomose término-terminal do colédoco é menos adequada por maior chance de tensão e pior aplicabilidade técnica, enquanto a derivação biliodigestiva alta oferece drenagem ampla e durável acima do segmento estenosado.
B
Errada
A ressecção segmentar com anastomose término-terminal do colédoco é inadequada para estenose proximal benigna porque esse cenário costuma ter fibrose, menor disponibilidade de tecido saudável e maior risco de anastomose sob tensão ou com vascularização desfavorável. Em lesões proximais, isso reduz a aplicabilidade e aumenta a chance de falha/reestenose quando comparado à derivação biliodigestiva alta.
C
Errada
Dilatação percutânea seriada com prótese interna temporária não corresponde à melhor conduta cirúrgica definitiva pedida na questão. Métodos percutâneos ou endoscópicos podem ter papel como ponte terapêutica, alternativa em não operáveis ou em contextos selecionados, mas a base afirma que não são a melhor solução definitiva para estenose proximal benigna em paciente apta a grande porte.
D
Errada
Colangiografia apenas e observação é tecnicamente inadequado porque há obstrução biliar clinicamente relevante: icterícia progressiva, prurido e dilatação intra-hepática. Esses achados caracterizam estenose sintomática significativa, que exige tratamento definitivo, não conduta expectante.
E
Errada
Hepatectomia parcial com reconstrução biliar imediata não é tratamento de rotina para estenose benigna proximal extra-hepática. Pela base, ressecção hepática só entraria em situações especiais, como doença hilar complexa específica, atrofia lobar, destruição parenquimatosa localizada ou suspeita oncológica, elementos que não aparecem no caso.
Pegadinha da questão
A banca mistura duas confusões reais: chamar atenção para o termo "proximal", que favorece derivação biliodigestiva alta em vez de anastomose término-terminal, e pedir "conduta cirúrgica definitiva", o que afasta observação e reduz o peso de dilatação/prótese temporária.
Dica para questões semelhantes
  • Em estenose biliar benigna proximal sintomática, pense primeiro no princípio reconstrutivo: drenagem ampla acima da estenose, com anastomose sem tensão e fora do segmento doente.
  • Se a questão disser que a paciente é operável e pedir tratamento definitivo, técnicas percutâneas ou próteses temporárias perdem para reconstrução cirúrgica adequada.
  • Anastomose término-terminal do colédoco pode parecer mais anatômica, mas em lesões proximais fibrosadas o critério decisivo é patência durável com baixa tensão, não apenas continuidade anatômica.
  • Não amplie para hepatectomia sem sinais de doença hepática associada, lesão hilar complexa ou outra indicação anatômica específica.

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