A grande maioria dos pacientes com leucemia promielocítica a...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q2262917 Medicina
A grande maioria dos pacientes com leucemia promielocítica aguda apresenta a translocação t(15;17)(q22;q12) resultando na fusão do gene PML-RARA. Foram descritos genes de fusão alternativos que resultam em leucemias que agora seriam classificadas como “LMA com uma translocação RARA variante”. Alguns parecem ser sensíveis à terapia com ácido transretinoico (ATRA), enquanto outros não.
Assinale a alternativa que contém a variante considerada como sensível ao ATRA.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: A questão explora as variantes genéticas da leucemia promielocítica aguda (LPA) e sua sensibilidade ao ácido transretinoico (ATRA), fármaco capaz de induzir diferenciação celular e promover remissão na LPA associada a certas translocações gênicas. Conhecer as translocações sensíveis e resistentes ao ATRA é fundamental para a conduta clínica.

Justificativa da alternativa correta (E):
As variantes NuMA-RARA e t(11;17) (com NuMA como parceiro) são reconhecidas na literatura como sensíveis ao ATRA. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Leucemia Mieloide Aguda do Ministério da Saúde, “variantes raras, como NuMA-RARA, podem responder favoravelmente à terapia com ATRA”, confirmando a alternativa. Revisões (como UpToDate e Harrison’s) também apontam que, das translocações alternativas do RARA, NuMA-RARA apresenta resposta ao tratamento.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) PLZF/RARA e t(11;17): Apesar de envolver t(11;17), neste caso com PLZF, trata-se da variante classicamente resistente ao ATRA (Harrison’s, 21ª ed., p. 908). Atenção para a pegadinha: o gene de fusão é determinante para a resposta.
  • B) STAT5B-RARA e deleção intersticial 17: As fusões STAT5B-RARA são descritas como de resposta incerta e não são consagradas como sensíveis; deleção do cromossomo 17 não se associa à LPA sensível ao ATRA (UpToDate).
  • C) PRKAR1A/RARA: Pouquíssima evidência clínica para resposta ao ATRA, não sendo reconhecida em protocolos oficiais.
  • D) P210 BCR/ABL: Essa é a translocação típica da leucemia mieloide crônica (LMC), não relacionada à LPA nem à ação do ATRA: cuidado com alternativas “fora do tema”.

Estratégia para provas: Fique atento aos detalhes dos genes de fusão e não apenas às translocações numéricas. A sensibilidade ao ATRA depende do parceiro gênico do RARA! PLZF, por exemplo, é sempre associado à resistência.

Referência essencial: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., cap. 89; PCDT Leucemia Mieloide Aguda do Adulto, Ministério da Saúde, 2022.

Lembre-se: reconhecer essas nuances pode ser diferencial na prova e na prática clínica!

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A questão está perguntando sobre um tipo específico de leucemia, a leucemia promielocítica aguda, e como diferentes translocações genéticas podem influenciar a sensibilidade à terapia com ácido transretinoico (ATRA). A alternativa E é a correta pois indica a variante NuMA-RARA e t(11;17) como sensível ao ATRA. A Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é geralmente causada pela translocação t(15;17) que resulta na fusão dos genes PML e RARA. No entanto, algumas variantes do gene RARA fusionado, como o NuMA-RARA, ainda são sensíveis ao tratamento com ATRA. Portanto, a compreensão dessas variantes é crucial para orientar a escolha da terapia. As outras respostas não são corretas porque as variantes mencionadas ou não são sensíveis ao ATRA, ou não são associadas com a LPA.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo