A grande maioria dos pacientes com leucemia promielocítica a...
Assinale a alternativa que contém a variante considerada como sensível ao ATRA.
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Tema central: A questão explora as variantes genéticas da leucemia promielocítica aguda (LPA) e sua sensibilidade ao ácido transretinoico (ATRA), fármaco capaz de induzir diferenciação celular e promover remissão na LPA associada a certas translocações gênicas. Conhecer as translocações sensíveis e resistentes ao ATRA é fundamental para a conduta clínica.
Justificativa da alternativa correta (E):
As variantes NuMA-RARA e t(11;17) (com NuMA como parceiro) são reconhecidas na literatura como sensíveis ao ATRA. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Leucemia Mieloide Aguda do Ministério da Saúde, “variantes raras, como NuMA-RARA, podem responder favoravelmente à terapia com ATRA”, confirmando a alternativa. Revisões (como UpToDate e Harrison’s) também apontam que, das translocações alternativas do RARA, NuMA-RARA apresenta resposta ao tratamento.
Análise das alternativas incorretas:
- A) PLZF/RARA e t(11;17): Apesar de envolver t(11;17), neste caso com PLZF, trata-se da variante classicamente resistente ao ATRA (Harrison’s, 21ª ed., p. 908). Atenção para a pegadinha: o gene de fusão é determinante para a resposta.
- B) STAT5B-RARA e deleção intersticial 17: As fusões STAT5B-RARA são descritas como de resposta incerta e não são consagradas como sensíveis; deleção do cromossomo 17 não se associa à LPA sensível ao ATRA (UpToDate).
- C) PRKAR1A/RARA: Pouquíssima evidência clínica para resposta ao ATRA, não sendo reconhecida em protocolos oficiais.
- D) P210 BCR/ABL: Essa é a translocação típica da leucemia mieloide crônica (LMC), não relacionada à LPA nem à ação do ATRA: cuidado com alternativas “fora do tema”.
Estratégia para provas: Fique atento aos detalhes dos genes de fusão e não apenas às translocações numéricas. A sensibilidade ao ATRA depende do parceiro gênico do RARA! PLZF, por exemplo, é sempre associado à resistência.
Referência essencial: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., cap. 89; PCDT Leucemia Mieloide Aguda do Adulto, Ministério da Saúde, 2022.
Lembre-se: reconhecer essas nuances pode ser diferencial na prova e na prática clínica!
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