Considere-se, hipoteticamente, o caso clínico de um paciente...

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Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: CBM-DF
Q1183071 Medicina
Considere-se, hipoteticamente, o caso clínico de um paciente de 65 anos de idade, tabagista há muitos anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão, com proposta de pneumonectomia. Julgue o item que se segue, em relação a esse caso clínico hipotético e a suas implicações.
Durante a ventilação monopulmonar, o pulmão dependente recebe pressão positiva contínua na via aérea (CPAP), e o não-dependente deve receber PEEP.
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Tema central: A questão aborda o manejo ventilatório durante a ventilação monopulmonar (VMP), um procedimento comum em cirurgias pulmonares como a pneumonectomia para câncer de pulmão. Compreender a correta aplicação de CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) e PEEP (Pressão Positiva no Final da Expiração) é fundamental para evitar hipóxia e otimizar a oxigenação do paciente.

Justificativa da alternativa correta: O enunciado está errado. Segundo as melhores práticas clínicas e literatura de referência, durante a VMP:

  • Pulmão dependente (ventilado): Deve receber PEEP. Essa estratégia mantém os alvéolos abertos, previne atelectasias e melhora a oxigenação. Recomenda-se PEEP em níveis moderados para evitar aumento excessivo da resistência vascular e shunt.
  • Pulmão não dependente (colapsado, fora do campo ventilatório): Deve receber CPAP se necessário, especialmente em casos de hipoxemia significativa. O CPAP ajuda a reduzir o shunt intrapulmonar sem prejudicar o campo operatório.

Esse manejo está fundamentado em obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine e no livro “Anestesia para Cirurgias Torácicas” da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, os quais confirmam: “Aplica-se PEEP ao pulmão dependente para prevenir colapso alveolar e CPAP ao pulmão não dependente para limitar o shunt e melhorar a oxigenação.”

Análise dos erros: O equívoco do enunciado está em inverter as indicações: CPAP no pulmão dependente não é rotineiramente indicado, pois pode aumentar o risco de barotrauma e prejudicar a ventilação. Já aplicar PEEP ao pulmão não dependente não traz benefício clínico relevante — pelo contrário, pode dificultar o trabalho cirúrgico e agravar hipóxia.

Estratégia para a prova: Atenção aos termos “dependente” e “não dependente”, pois são recorrentes em pegadinhas. Relacione-os sempre à fisiologia do procedimento: ventilar o pulmão funcional (dependente) com PEEP; aplicar CPAP ao pulmão não dependente somente quando necessário para oxigenação.

Lembre-se: o sucesso em VMP depende da escolha correta da estratégia ventilatória para cada pulmão. DomINE esse conceito para se sair bem em questões clínicas de concurso!

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