Paciente de 79 anos, sexo masculino, independente para as at...
A opção que apresenta a prescrição adequada para o tratamento do caso clínico acima é
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Tema central: A questão aborda a prescrição medicamentosa em um idoso com três condições crônicas: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica (DRC) estágio G3a–A3 (taxa de filtração glomerular 45–59 mL/min e albuminúria > 300 mg/g). O objetivo é identificar a terapia ideal e segura para esse perfil, sustentada pelas principais diretrizes nacionais.
Justificativa da alternativa correta (B):
enalapril / dapagliflozina / atorvastatina é a combinação adequada, fundamentada em evidências:
- Enalapril (IECA): Indicado pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020), item 8.4, pois reduz proteinúria, retarda progressão da DRC e previne eventos cardiovasculares.
- Dapagliflozina (iSGLT2): Além do controle glicêmico, demonstra proteção renal e cardiovascular na DRC – Embase-se no estudo DAPA-CKD (NEJM 2020), que mostrou redução de morte e progressão da doença mesmo em pacientes não diabéticos.
- Atorvastatina: Estatinas são recomendadas para todo paciente com DRC pelo benefício cardiovascular (KDIGO 2022).
Metas de controle estão próximas do ideal (PA <130/80 e HbA1c 7%) para esse perfil, mas melhorar abordagem nefroprotetora é imperativo.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Enalapril / alogliptina / sinvastatina: Alogliptina tem efeito neutro na progressão da DRC e não oferece os desfechos cardiovasculares e renais da dapagliflozina.
- C) Hidroclorotiazida / alogliptina / atorvastatina: Hidroclorotiazida não é a escolha preferencial para DRC com proteinúria, pois é menos eficaz na nefroproteção. Alogliptina novamente oferece benefício limitado.
- D) Hidroclorotiazida / dapagliflozina / sinvastatina: Há ausência de IECA/BRA, peça-chave para nefroproteção, além de sinvastatina ser estatina de menor potência e maior risco de interações (priorize atorvastatina).
Dicas para provas:
Preste atenção aos termos como proteinúria significativa e combinação de comorbidades (DRC/DM/hipertensão). Nessas situações, procure sempre IECA/BRA e iSGLT2 entre as escolhas. Fuja de protocolos apenas “glicêmicos” em pacientes com dano renal.
Segundo o PCDT Diabetes Mellitus tipo 2 (Ministério da Saúde, 2022):
“iSGLT2 devem ser preferidos para pacientes com DRC, especialmente se >300 mg/g de albuminúria, e IECA/BRA são recomendados para proteção renal.”
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