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Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: EsPCEx Prova: VUNESP - 2021 - EsFCEx - Médico - Geriátra |
Q1826902 Medicina
Considere o caso a seguir para responder à questão.
    MD, 70 anos, gênero feminino, procurou o ambulatório de Geriatria com uma queixa de esquecimento há 2/3 anos, que vem piorando paulatinamente: onde guarda objetos, fogão aceso, esquece fatos recentes, questiona quando a filha vai chegar da faculdade (ela já está formada há 10 anos). Paciente trabalha com vendas de roupas, mas está tendo mais prejuízo que lucro porque esquece para quem vendeu seus produtos. Foi aplicada a escala para as atividades instrumentais de Pfeffer: 12/30 (com dificuldade para administrar compromissos financeiros – 3 pontos, fazer uso de suas medicações – 3 pontos, sair de casa e encontrar o caminho de casa – 2 pontos, preparar sua refeição – 2 pontos, preparar o café e apagar o fogo – 2 pontos), Avaliação para as atividades básicas de Katz: 5/6 pontos (incontinência urinária), Geriatric Depression Scale: 6/15 pontos (deixou de realizar atividades de interesse, sente sua vida vazia, sente-se muito mal-humorada, sente-se sem esperança, sente-se infeliz, percebe mais problemas de memória do que antes), Mini-exame do estado mental: 20/30 pontos (perdeu 3 pontos em orientação temporal, 1 ponto em orientação espacial, 2 pontos na memória de evocação, 3 pontos em cálculo e 1 ponto em linguagem).
Outros exames da Sra. MD mostraram: Colesterol total: 302 mg% HDL-C: 59 mg% LDL-C: 200 mg%. Ela está em uso de sinvastatina 20 mg/d. Assinale a alternativa correta em relação à conduta.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda dislipidemia em idosa de alto risco cardiovascular e a melhor conduta farmacológica para controle do LDL-colesterol visando prevenção de complicações.

Raciocínio e Justificativa: A paciente tem LDL-c = 200 mg/dL, muito acima da meta (< 70 mg/dL para alto risco, segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias – 2025). O uso de sinvastatina 20 mg/d não foi suficiente, demonstrando necessidade de intensificação do tratamento.

Rosuvastatina 20 mg é uma estatina de alta potência, capaz de reduzir o LDL-c em mais de 50%, sendo indicada em situações onde o objetivo é uma redução expressiva e rápida do LDL-c, de acordo com evidências científicas e protocolos (UpToDate; Diretriz 2025, sec. “Intensificação do tratamento”, p. 20). Além disso, é bem tolerada em idosos.

Análise das Alternativas:

A) Atorvastatina 10 mg/d – Embora de potência intermediária, não é suficiente para redução pretendida deste LDL-c tão elevado.

B) Sinvastatina 40 mg/d – O aumento da dose traria benefício limitado: sinvastatina é menos potente, e doses altas elevam risco de efeitos adversos musculares, principalmente em idosos.

C) Acrescentar ezetimiba – Não é primeira escolha no início da intensificação. Ezetimiba pode ser usada após máxima dose da estatina ou se esta for contraindicada/intolerada.

D) Trocar para ezetimiba 10 mg/d – Não recomendado como monoterapia inicial para casos de LDL-c tão alto, pois efeito redutor é limitado (até 20%).

E) Trocar sinvastatina para rosuvastatina 20 mg/dAlternativa correta: abordagem eficaz, potente, indicada por diretrizes para alto risco e níveis severamente elevados de LDL-c.

Estratégia de prova e dicas: Fique atento às metas de LDL-c por risco cardiovascular, relacione sempre potência do hipolipemiante versus objetivo terapêutico, e observe se a opção apresentada está de acordo com as diretrizes mais atuais. Evite escolhas que representem escalonamento insuficiente ou troca por medicamentos menos eficazes.

Resumo: Em idosos com LDL-c persistentemente elevado e alto risco, opte por estatinas de alta potência em dose adequada. “Segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias – 2025: ‘A rosuvastatina 20 mg pode ser empregada para rápida e efetiva redução do LDL-c a pacientes de alto risco’.”

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A questão apresenta um caso clínico de uma senhora de 70 anos com sinais de deterioração cognitiva e altos níveis de colesterol, mesmo tomando sinvastatina, um medicamento que serve para reduzir o colesterol. A conduta correta, como indicado pela alternativa E, é trocar sinvastatina para rosuvastatina 20 mg/d. Isso porque a rosuvastatina é mais potente e eficaz do que a sinvastatina na redução dos níveis de colesterol. As outras alternativas (A, B, C e D) não são as melhores opções, pois aumentar a dose do mesmo medicamento (B) pode não ser suficiente para controlar o colesterol da paciente, enquanto alterar para atorvastatina (A) ou ezetimiba (C e D) pode não ser tão eficaz quanto a rosuvastatina. Portanto, a rosuvastatina é a escolha mais adequada para controlar o colesterol da paciente neste caso.

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