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Q1826375 Medicina
Masculino, 44 anos, queixa-se de dificuldade de concentração há um ano e sonolência excessiva durante o dia. Nega estar ansioso ou deprimido. A esposa relata que o paciente ronca bastante à noite, apresenta muita agitação durante o sono e algumas vezes apresenta engasgos e parece que “para de respirar”. Ao exame, apresenta circunferência abdominal aumentada e circunferência cervical > 43 cm. Pressão arterial aferida de 126/80 mmHg. Assinale a conduta mais adequada para este quadro clínico.
Alternativas

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Tema central: O caso clínico apresentado descreve um quadro típico de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) em adulto, caracterizada por roncos intensos, pausas respiratórias percebidas pelo cônjuge, além de sonolência diurna e prejuízo cognitivo. Exames físicos indicam obesidade central e circunferência cervical aumentada, ambos fatores de risco clássico para SAOS.

Justificativa para a alternativa correta (E):
O diagnóstico da SAOS deve ser confirmado com polissonografia noturna, considerada padrão-ouro e, conforme diretrizes, deve durar pelo menos seis horas para análise adequada dos ciclos do sono e dos distúrbios respiratórios.
Segundo as Recomendações para o Diagnóstico e Tratamento da SAOS no Adulto:
“A polissonografia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico (...). Além disso, medidas como perda de peso e higiene do sono são recomendadas como parte do tratamento inicial.”
O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo mudanças no estilo de vida (controle do peso, sono regular, evitar álcool e sedativos), além de outras intervenções conforme gravidade avaliada pela polissonografia.

Análise das alternativas incorretas:

A) Erro conceitual: Cirurgia bariátrica não é indicada como abordagem inicial e nem exclusiva, além da SAOS não estar confirmada sem o exame específico.
B) Inadequado: Ressonância magnética e antidepressivos tricíclicos não têm papel primário no diagnóstico/tratamento da SAOS.
C) Polissonografia deve durar mais de 4 horas e corticoides nasais não são o padrão de tratamento da SAOS, reservando-se a quadros específicos de rinite.
D) Desvio diagnóstico: O caso não sugere demência em jovens e anticolinesterásicos não têm indicação aqui.

Pontos-chave de interpretação: Observe sempre sintomas noturnos associados à sonolência diurna e fatores de risco anatômicos, além da ênfase, em provas, no uso da polissonografia como padrão-ouro e na abordagem inicial não farmacológica.

Resumo: Diagnóstico por polissonografia ≥6 horas e abordagem com mudanças de estilo de vida e higiene do sono, conforme protocolos brasileiros e internacionais.

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Comentários

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A conduta mais adequada para este quadro clínico é a alternativa E, que indica a realização de polissonografia de, pelo menos, seis horas de duração e mudança no estilo de vida com perda de peso e medidas de higiene do sono. Os sintomas indicam a possibilidade de Síndrome de Apneia do Sono (SAS), uma condição em que a respiração é interrompida durante o sono, o que pode levar a problemas de saúde graves, como hipertensão, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC). A polissonografia é um exame fundamental para confirmar o diagnóstico de SAS e avaliar sua gravidade, além de orientar o tratamento adequado. A mudança no estilo de vida, como perda de peso e medidas de higiene do sono, também são importantes para melhorar os sintomas e prevenir complicações.

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