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Q3367316 Medicina
Mulher de 30 anos, com epilepsia do lobo temporal, encontra-se em tratamento com carbamazepina (CBZ). Ela planeja engravidar e busca orientação médica sobre os riscos e alternativas terapêuticas.
Qual a melhor conduta para esse caso?
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda a conduta terapêutica para uma paciente com epilepsia do lobo temporal que está em tratamento com carbamazepina (CBZ) e deseja engravidar. O foco é em escolher a melhor abordagem para minimizar riscos teratogênicos durante a gestação, enquanto mantém o controle das crises epilépticas.

Justificativa da Alternativa Correta (C): A lamotrigina é considerada uma escolha mais segura para mulheres epilépticas que planejam engravidar, devido ao seu menor risco teratogênico comparado a outros antiepilépticos como a carbamazepina e, especialmente, o ácido valproico. Diretrizes médicas, como as da American Academy of Neurology e da American Epilepsy Society, recomendam a lamotrigina como uma das opções de menor risco durante a gestação.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Manter a CBZ: Embora a carbamazepina seja usada em algumas gestantes, não é o antiepiléptico com o menor risco teratogênico. A escolha preferencial geralmente recai sobre medicamentos como a lamotrigina, que apresenta menor associação com malformações congênitas.

B - Suspender a CBZ imediatamente: A interrupção abrupta de antiepilépticos pode precipitar crises, o que representa um risco significativo para a mãe e o feto. A transição para outro medicamento deve ser feita de forma gradual e cuidadosamente monitorada.

D - Associar ácido valproico: O ácido valproico tem um alto risco de causar malformações congênitas e deve ser evitado sempre que possível em mulheres em idade fértil e, especialmente, durante a gravidez.

E - Indicar tratamento cirúrgico da epilepsia: A cirurgia é considerada em casos específicos de epilepsia refratária, mas não é a primeira linha de tratamento, especialmente quando há opções farmacológicas mais seguras disponíveis.

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