São fatores de risco aumentado para cardiotoxicidade associ...

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Q2219929 Medicina
São fatores de risco aumentado para cardiotoxicidade associada às antraciclinas:
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Comentário sobre a questão:

O tema central aborda fatores de risco para cardiotoxicidade associada ao uso de antraciclinas, fundamental na atuação do médico oncologista clínico. O bom entendimento desses fatores é crucial para a indicação segura e acompanhamento de pacientes submetidos à quimioterapia com essas drogas.

As antraciclinas (como doxorrubicina, daunorrubicina, epirrubicina) são importantes agentes antineoplásicos, mas seu uso está limitado pela potencial cardiotoxicidade, geralmente relacionada à dose cumulativa e a associação com outros fatores lesivos ao miocárdio.

Análise da alternativa correta (B): A alternativa B cita: dose cumulativa de doxorrubicina de 400-550 mg/m² e irradiação mediastinal concomitante. Ambos são reconhecidamente fatores de risco:

  • Dose cumulativa de doxorrubicina acima de 400 mg/m²: eleva consideravelmente a incidência de cardiotoxicidade, conforme descrito na I Diretriz Brasileira de Cardio-Oncologia da SBC: “dose cumulativa excedendo [...] doxorrubicina 400-550 mg/m²”.
  • Irradiação mediastinal concomitante: a radiação causa dano direto ao coração e potencializa a toxicidade das antraciclinas.

Esse raciocínio é sustentado por literaturas de referência como a Diretriz da SBC e pelo Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), além de revisões sistemáticas publicadas no UpToDate.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: A dose cumulativa de 5-FU não está relacionada à cardiotoxicidade por antraciclinas, já que 5-FU não é uma antraciclina.
  • C: Hipocalcemia não é fator clássico para cardiotoxicidade por antraciclina; os distúrbios mais relacionados são hipocalemia e hipomagnesemia.
  • D: A dose de epirrubicina de 400-550 mg/m² não atinge o patamar de risco; a dose de risco é bem maior (900-1000 mg/m²), segundo a Diretriz da SBC.
  • E: A dose de daunorrubicina de 150-225 mg/m² está abaixo da faixa tóxica reconhecida (550-800 mg/m²); logo, não configura alto risco nessa faixa.

DICA DE PROVA: Questões de concursos frequentemente testam o conhecimento sobre intervalos de dose segura e distinguir quimioterápicos. Atenção às faixas de dose nas alternativas!

Segundo a I Diretriz Brasileira de Cardio-Oncologia (2011): “Dose cumulativa excedendo: Daunorrubicina 550-800 mg/m², Doxorrubicina 400-550 mg/m², Epirrubicina 900-1.000 mg/m², irradiação mediastinal precoce ou concomitante” (p. 623).

Resumo: A alternativa B está correta porque contempla dois fatores de risco clássicos, embasados em diretrizes atualizadas, estando alinhada ao padrão esperado em concursos para oncologistas clínicos.

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A alternativa correta é a B. As antraciclinas, como a doxorrubicina, são medicamentos utilizados na quimioterapia que têm o potencial de causar danos ao coração, o que é conhecido como cardiotoxicidade. O risco de cardiotoxicidade aumenta conforme a dose cumulativa do medicamento - ou seja, a quantidade total do medicamento administrada ao longo do tempo. Estudos têm mostrado que a cardiotoxicidade torna-se um risco significativo quando a dose cumulativa de doxorrubicina ultrapassa 400-550 mg/m2. Em adição, a irradiação mediastinal concomitante, que é a irradiação da região do tórax, também pode aumentar o risco de cardiotoxicidade quando combinada com antraciclinas. As outras alternativas não estão corretas porque não apresentam os fatores de risco corretos para a cardiotoxicidade associada às antraciclinas.

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