Paciente de 55 anos, feminina, comparece ao consultório queixando de dor na região occipital e cervical posterior,
pior ao movimentar a cabeça. Queixa, ainda, sentir dormência nos dedos de ambas as mãos e dificuldade para pegar
objetos com a mão direita há meses. Seu marido percebeu dificuldade progressiva para andar, com sensação de que
a paciente arrastava a perna direita inicialmente e algum tempo depois, tinha fraqueza também na perna esquerda
e, mais recentemente, não conseguia segurar o copo com a mão esquerda. Ao exame físico observou-se tetraparesia
espástica, com atrofia da musculatura intrínseca das mãos, perda de sensibilidade tátil e dolorosa no hemicorpo
esquerdo, com preservação da sensibilidade tátil. A propriocepção e sensibilidade vibratória também estavam
diminuídas, pior nos membros superiores. Diante deste quadro clínico, a hipótese diagnóstica elaborada foi de: