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Q1827249 Medicina
Paciente de 45 anos, assintomática, sem antecedentes familiares oncológicos, realizou mamografia de rastreamento BIRADS 4C microcalcificações segmentares pleomórficas com extensão 4,5 cm, há 3,0 cm do complexo aréolo-papilar. Ao exame, mamas com volume grande, sem nódulos palpáveis, axila clinicamente negativa. Solicitada mamotomia com clipe no centro das calcificações. Anatomopatológico: carcinoma ductal in situ com comedonecrose, grau nuclear 3, receptor hormonal positivo. Qual é a melhor conduta terapêutica para essa paciente?
Alternativas

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Tema central: O caso aborda o manejo do carcinoma ductal in situ (CDIS) de alto grau com comedonecrose e receptor hormonal positivo em paciente sem fatores de risco adicionais. O CDIS é uma neoplasia maligna confinada aos ductos mamários, potencialmente precursor de carcinoma invasivo, o que exige conduta criteriosa, especialmente em lesões extensas e de alto grau.

Justificativa da alternativa correta (D):

Para CDIS de alto grau, com extensão superior a 4 cm e presença de comedonecrose, as diretrizes recomendam cirurgia conservadora (ressalvando a obtenção de margens livres), biopsia do linfonodo sentinela (devido ao risco de microinvasão em lesões extensas/altamente proliferativas), radioterapia (para reduzir recidiva local, conforme NSABP-B17) e hormonioterapia nos casos receptor hormonal positivo (tamoxifeno, conforme NSABP-B24). Segundo as Diretrizes da Mastologia HMEC: “A biópsia do linfonodo sentinela está indicada em tumores acima de 4,0 cm, alto grau nuclear, com comedonecrose”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Adenomastectomia com reconstrução e hormonioterapia: Exagera no tratamento cirúrgico. A mastectomia está reservada para múltiplas lesões ou impossibilidade de obtenção de margens livres. Para CDIS restrito, a cirurgia conservadora é preferida.

B) Adenomastectomia, reconstrução, radioterapia e hormonioterapia: Também há excesso de agressividade cirúrgica. Após mastectomia total, radioterapia geralmente não é indicada em CDIS, salvo contextos raros (ex: margens comprometidas ou multifocalidade extensa).

C) Mastectomia simples, reconstrução, radioterapia e hormonioterapia: Mesma inadequação da alternativa B – radioterapia após mastectomia não é recomendada quando margens são negativas.

E) Cirurgia conservadora, radioterapia e hormonioterapia: Falta biópsia do linfonodo sentinela, fundamental neste cenário de CDIS extenso e de alto grau, devido ao risco de invasão microscópica não detectada na mamotomia.

Estratégias e pegadinhas: Fique atento a palavras como “alto grau”, “comedonecrose” e “lesão extensa”, pois estas indicam potencial indicação de pesquisa de linfonodo sentinela. Observe também quando a alternativa propõe tratamentos excessivamente invasivos (mastectomia em CDIS controlado) ou omite etapas-chave (como a biópsia do linfonodo sentinela em doenças extensas).

Resumo prático: O tratamento ideal para este cenário consiste em cirurgia conservadora + biópsia do linfonodo sentinela + radioterapia + hormonioterapia, conforme sustentado pelas principais diretrizes brasileiras e internacionais em mastologia.

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A melhor conduta terapêutica para essa paciente é a alternativa D - cirurgia conservadora, biópsia de linfonodo sentinela, radioterapia e hormonioterapia 5 anos. A paciente apresenta um carcinoma ductal in situ com comedonecrose, grau nuclear 3, receptor hormonal positivo, o que indica um risco aumentado de recorrência. No entanto, como o tumor é in situ e não invasivo, a cirurgia conservadora pode ser realizada, seguida de radioterapia e hormonioterapia para reduzir ainda mais o risco de recorrência. A biópsia de linfonodo sentinela é importante para avaliar o envolvimento dos linfonodos axilares e a necessidade de tratamento adicional. A retirada completa da mama (mastectomia) pode ser uma opção desnecessária nesse caso, uma vez que a cirurgia conservadora é segura e eficaz.

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