Patologias benignas da mama são extremamente prevalentes, p...

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Q3916597 Medicina
Patologias benignas da mama são extremamente prevalentes, podem cursar com dor cíclica, nódulos palpáveis ou microcalcificações e são causa frequente de encaminhamento ao mastologista; envolvem amplo espectro e apresentam condutas diferentes conforme anatomia patológica, risco associado e correlação com imagem. Diante disso, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério central é a subestimação diagnóstica em biópsia percutânea: a hiperplasia ductal atípica (ADH) é lesão de alto risco e, em geral, indica excisão cirúrgica para excluir carcinoma oculto adjacente, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Lesões mamárias de alto risco
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por critério anatomopatológico. Adenose esclerosante é lesão benigna proliferativa, podendo simular carcinoma na imagem ou até histologicamente, mas não corresponde a câncer de mama em estágio inicial. Portanto, não se justifica tratá-la como neoplasia maligna nem indicar sempre cirurgia oncológica.
B
Errada
Está errada por supertratamento de lesão benigna comum. Fibroadenoma simples em mulheres jovens, quando há concordância clínico-radiológica, costuma permitir manejo conservador. A afirmação de excisão cirúrgica obrigatória para prevenir transformação maligna não se sustenta, porque a benignidade da lesão e a raridade de malignização não justificam essa conduta categórica.
C
Certa
A hiperplasia ductal atípica em core biopsy não equivale a carcinoma, mas também não pode ser tratada como achado inócuo. Como a amostra percutânea pode não representar toda a lesão, existe risco de subestimar carcinoma in situ ou invasor adjacente. A excisão cirúrgica permite avaliar a área-alvo de forma completa e excluir essa malignidade oculta, que pode não ter sido captada na biópsia.
D
Errada
Está errada porque viola o princípio de correlação clínico-radiológica e rádio-patológica. Papiloma intraductal sem atipia não pode ser interpretado apenas pelo laudo histológico isolado. A observação pode ser aceita em casos selecionados e concordantes, mas não se pode dispensar correlação com clínica e imagem, nem afirmar que sempre pode ser apenas observado.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que toda lesão chamada de benigna pode ser apenas acompanhada e, no extremo oposto, tratar lesão benigna ou de alto risco como se já fosse câncer estabelecido. O ponto decisivo era separar lesão benigna comum de lesão benigna de alto risco e não cair nos termos absolutos como “sempre” e “obrigatória”.
Dica para questões semelhantes
  • Separe primeiro lesão benigna comum de lesão proliferativa atípica/alto risco; a conduta muda por esse corte.
  • Em core biopsy de lesão de alto risco, pense em subestimação diagnóstica e na necessidade de excisão para excluir carcinoma adjacente.
  • Não aceite alternativas com “sempre” ou “obrigatória” quando a conduta depende de concordância clínico-radiológica e rádio-patológica.

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