O fluxo papilar por definição é a produção anormal de secre...
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Tema central: O fluxo papilar é um dos principais sintomas mamários que motivam investigação em mastologia. Quando apresenta características suspeitas (unilateral, uniductal, espontâneo e principalmente hemático ou serosanguinolento), pode estar associado a lesões malignas e demanda abordagem criteriosa.
Justificativa da alternativa correta (E):
Em casos de fluxo papilar suspeito, a conduta cirúrgica é indicada para diagnóstico definitivo e tratamento. Para pacientes com desejo de engravidar, realiza-se ressecção seletiva dos ductos afetados, minimizando impacto na amamentação. Nos demais casos, a cirurgia de Urban (ressecção dos ductos principais) oferece maior segurança oncológica e diagnóstico completo, reduzindo riscos de recorrência.
Segundo a Deliberação CIB nº 53/2021: “Fluxo papilar suspeito (unilateral, uniductal, sanguinolento, serosanguinolento, seroso, espontâneo e persistente) é critério de alta suspeição para malignidade, necessitando avaliação especializada."
Análise das alternativas incorretas:
- A) Incorreta. Citologia negativa do fluxo papilar não exclui câncer, pois apresenta baixa sensibilidade. A investigação adicional permanece indicada.
- B) Errada. O fluxo hemático, embora preocupe, está associado a câncer de mama em cerca de 5 a 15% dos casos, e não 45%.
- C) Falsa. O desejo de amamentar não contraindica cirurgia quando há indicação. O tipo de cirurgia deve ser adaptado, preferindo-se ressecção seletiva para preservar ductos.
- D) Equivocada. Ausência de achados em exames de imagem não exclui necessidade de cirurgia se o fluxo for suspeito. A persistência do sintoma impõe abordagem cirúrgica.
Estratégia de prova: Perceba as palavras-chave: “suspeito”, "desejo de engravidar", "cirurgia seletiva" e "cirurgia de Urban". Atenção às pegadinhas ― exames normais ou citologia negativa isoladamente jamais eliminam o risco oncológico frente a sinais de alerta clínicos!
Fontes e referências: Diretrizes do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Mastologia, UpToDate, além de protocolos estaduais, corroboram essa conduta. Obras como Harris “Diseases of the Breast” reforçam esse manejo seguro e atualizado para pacientes sintomáticas.
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