A extinção de atos administrativos é um tema central no Dir...

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Q3406839 Direito Administrativo
A extinção de atos administrativos é um tema central no Direito Administrativo, uma vez que envolve a análise das condições sob as quais a Administração Pública pode dar fim a suas próprias decisões. Essa extinção pode ocorrer por diferentes razões e por diferentes formas, refletindo a dinâmica entre a legalidade e a conveniência administrativa. Com base nesse tema, assinale a alternativa que apresenta uma forma de extinção de um ato administrativo que ocorre por vontade da própria Administração Pública, em razão de o ato não mais atender ao interesse público:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Lei nº 9.784/1999, art. 53: "A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos." Como o enunciado indica que o ato deixou de atender ao interesse público, sem apontar ilegalidade, a consequência é a revogação, alternativa D.

Tema central: Revogação de atos administrativos
Análise das alternativas
A
Errada
A cassação pressupõe descumprimento, pelo beneficiário, das condições necessárias à manutenção do ato e de seus efeitos, conforme identificação conceitual presente na fundamentação do STJ no AgInt no AREsp nº 1.302.381/AP. Não foi indicado descumprimento de condições pelo beneficiário, mas perda de conveniência na manutenção do ato.
B
Errada
A anulação exige vício de legalidade, conforme o art. 53 da Lei nº 9.784/1999. Deixar de atender ao interesse público, no contexto apresentado, significa perda de conveniência ou oportunidade, não existência de ilegalidade.
C
Errada
A convalidação saneia defeitos sanáveis e conserva o ato, em vez de extingui-lo por desinteresse administrativo. Nos termos do art. 55 da Lei nº 9.784/1999, depende ainda da ausência de lesão ao interesse público e de prejuízo a terceiros.
D
Certa
A questão cobra a distinção conceitual expressa no dispositivo. A referência à Lei nº 9.784/1999 explicita esse critério, sem presumir sua incidência direta sobre uma corporação estadual.
Pegadinha da questão
A iniciativa da própria Administração não distingue revogação de anulação, pois ela também pode anular seus atos. O critério decisivo é o motivo da retirada: conveniência ou oportunidade na revogação; vício de legalidade na anulação.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique o motivo da retirada: vício de legalidade indica anulação; conveniência ou oportunidade indica revogação.
  • Verifique se houve descumprimento de condições pelo beneficiário: esse é o pressuposto que distingue a cassação.
  • Diferencie extinção de saneamento: a convalidação conserva o ato ao corrigir defeitos sanáveis, observados os requisitos legais.

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Por passos:

A anulação ocorre quando a administração pública praticou o ato em desconformidade com a lei/ato administrativo, o que ensejou em uma ilegalidade do ato, um ato não valido. Diante disso, ela tem o dever de anular o ato, pois o mesmo tem o status de lesivo e contrario a lei. A anulação pode ocorrer tanto na via Administrativa bem como na via Judicial quando invocada (Poder Jurisdicional inerte).

A anulação pode ser anulada pois dela decorre prejuízo a administração ou terceiros, entretanto, o entendimento majoritário diz que, caso o ato a ser anulado seja benéfico a terceiros atingidos pelo ato, o prazo para anulação é decadencial de 05 anos, os efeitos se mantém em caso de BOA-FÉ.

Opera efeitos ex Tunc.

Na Revogação, o ato é perfeito e válido, entretanto, deixou de atender ao interesse público ou por algum motivo deixou de ser eficiente para a administração pública, devido isso, é justificado sua revogação. Essa Extinção do ato ocorre por critérios de oportunidade e conveniência (mérito adm) e não por ilegalidade do ato, e tão somente, a própria administração pode revogar esse ato.

Opera efeitos ex Nunc.

A Cassação, ocorre por alguma ilegalidade superveniente diante do ato administrativo por culpa do beneficiário. Aqui estamos diante de um ato administrativo inicial que concedia algum tipo de serviço/concessão a terceiro, mas que por culpa própria, descumprimento de algum requisito ou prática de alguma ilegalidade, deixa de atender aos preceitos legais estipulados pelo ato inicial.

Na Convalidação, é o conserto do ato com vício Sanável, o que pode ocorrer diante dos atos com vício nos requisitos de Competência e Forma.

Em direção as Estrelas ⭐.

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Cassação: retirada de um ato administrativo válido, de forma unilateral pela Administração, em razão do descumprimento de condições por parte do beneficiário.

Anulação: Ato ilegal.

Convalidação: quando um erro pode ser corrigido pela adm. pública

Revogação: Por conveniência e oportunidade, ou seja, não faz mais sentido aquele ato existir.

Gab: D.

EXTINÇÃO DE ATOS ADMINISTRATIVOS

ANULAÇÃO: É a extinção do ato administrativo discricionário ou vinculado que seja considerado considerado ILEGAL pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. Possui Efeito Ex Tunc – retroage à origem.

REVOGAÇÃO: o ato é válido, em conformidade com o ordenamento jurídico, porém deixa de ser CONVENIENTE OU OPORTUNO em razão de motivos de interesse público. Apenas os atos discricionários podem ser revogados

CASSAÇÃO: ocorre por descumprimento das condições do ato por parte do beneficiário do ato. Efeito Ex Nunc. 

CADUCIDADE: É a extinção do ato administrativo por causa de uma nova LEI em que a execução do ato administrativo passa a ser ilegal. bizu: a caducidade do contrato administrativo é completamente diferente, pois lá a caducidade significa a extinção do contrato administrativo por descumprimento das cláusulas contratuais por parte do particular. 

CONTRAPOSIÇÃO: É a extinção de um ato administrativo válido, quando outro ATO produz efeito contrário

EXTINÇÃO NATURAL: quando o ato gera todos seus efeitos e se consuma.

EXTINÇÃO OBJETIVA: ocorre pelo desaparecimento do OBJETO. Exemplo: o ato tinha como objetivo a restauração de uma ponte, porém uma enchente levou a ponte toda.

EXTINÇÃO SUBJETIVA: o DESTINATÁRIO do ato não existe mais.

Cassação: quando o particular descumpre determinados requisitos para o gozo de prerrogativas, daí a Administração P. vai lá e cassa esse direito.

Anulação: decorre de ato ilegal, não há juízo de oportunidade e conveniência - prazo de 5 anos p anular atos ilegais, salvo os atos de má-fé (não há prazo)

Convalidar: o ato apresenta vício, porém ele é sanável - ex: vício de FO.CO - forma ou competência

Revogação: juízo de oportunidade, ato se torna inoportuno ou inconveniente.

Anulação e Revogação decorrem do poder de Autotutela da administração pública.

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