As curetas são ferramentas utilizadas para a raspagem e o de...

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Q3450503 Odontologia
As curetas são ferramentas utilizadas para a raspagem e o debridamento radicular. Sua extremidade ativa consiste em uma lâmina em formato de colher, caracterizada por duas bordas cortantes curvas que convergem para uma ponta arredondada. Com frequência, esses instrumentos são produzidos com "duas extremidades ativas", possuindo lâminas opostas entre si. A raspagem é o procedimento em que o biofilme e o cálculo são eliminados das superfícies dentárias tanto supra quanto subgengivais. O alisamento radicular consiste na remoção do cálculo aderido e das camadas de cemento das raízes, a fim de obter uma superfície limpa, lisa e firme. O principal objetivo da raspagem e do alisamento radicular é restaurar a saúde gengival, eliminando totalmente os fatores que causam a inflamação gengival.
Considerando a descrição acima, marque a opção que apresenta as curetas corretas a serem utilizadas para raspagem supra e sugengival do elemento 16 em sua face livre e mesial, em um paciente portador de Diabetes Mellitus.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: escolha correta de curetas de Gracey para raspagem/alisamento radicular em molares (elemento 16), considerando superfícies específicas: face livre (vestibular) e mesial. Em pacientes com Diabetes Mellitus, a seleção do instrumento não muda; o foco é em controle de biofilme e raspagem minuciosa (AAP; Carranza’s Clinical Periodontology).

Gabarito: B — 9-10; 11-12.

Por que a alternativa B é a correta?

  • Gracey 9-10: indicadas para superfícies vestibulares/linguais de dentes posteriores — ideal para a face livre do 16.
  • Gracey 11-12: indicadas para superfície mesial de dentes posteriores — ideal para a mesial do 16.

Essas designações seguem a angulação característica das Gracey (lâmina cortante única e inclinação da lâmina em relação ao cabo), que favorecem acesso subgengival seguro e eficiente em áreas específicas (Carranza; Lindhe Clinical Periodontology; AAP Guidelines de Terapia Periodontal Não Cirúrgica).

Estratégia de prova: identifique o dente (16 = 1º molar superior direito), as superfícies pedidas (vestibular + mesial) e relacione às Gracey específicas: 9-10 (faces livres de posteriores) e 11-12 (mesiais de posteriores). O dado “diabetes” é armadilha para desviar a atenção; ele orienta a intensidade do controle de biofilme e o acompanhamento, não a numeração das curetas (UpToDate: Diabetes and periodontitis).

Análise das alternativas incorretas

  • A – 1-2; 3-4: projetadas para dentes anteriores. Não proporcionam a angulação adequada para o acesso subgengival em molares, especialmente em mesiais de posteriores.
  • C – 5-6; 7-8: a 5-6 é indicada para anteriores e pré-molares; a 7-8 até pode ser usada em vestibular/lingual de posteriores, porém não é a escolha para mesiais de molares (necessita 11-12). Falta instrumento específico para a mesial.
  • D – 11-12; 13-14: cobre mesial (11-12) e distal (13-14), mas a questão pede face livre e mesial. Fica ausente a cureta própria para a vestibular (9-10).

Dica clínica: em pacientes diabéticos, priorize controle rigoroso de placa, raspagem completa e manutenção periódica; porém, a seleção das Gracey permanece baseada na superfície, não na condição sistêmica (AAP; Carranza).

Memorização rápida das Gracey (posteriores): 9-10 = faces livres; 11-12 = mesiais; 13-14 = distais; 15-16 (mesiais de molares com melhor acesso); 17-18 (distais de molares profundos).

Referências essenciais: Carranza���s Clinical Periodontology; Lindhe J. Clinical Periodontology and Implant Dentistry; American Academy of Periodontology – Non-Surgical Periodontal Therapy; UpToDate (2024) – Periodontitis and diabetes.

Resposta correta: B — Gracey 9-10 (face livre) e 11-12 (mesial) do 16.

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