Cirurgias de grande porte não-cardíacas trazem um fator de r...

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Q735665 Medicina
Cirurgias de grande porte não-cardíacas trazem um fator de risco para o paciente. A presença de comorbidades eleva o risco de forma substancial, em especial nos casos de
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Tema central: A questão aborda os fatores de risco cardiovasculares em cirurgias não-cardíacas de grande porte, especialmente considerando quais comorbidades aumentam de maneira mais expressiva o risco de complicações perioperatórias.

Justificativa da alternativa correta (D):
A arritmia supraventricular sintomática representa fator de risco significativo em contexto cirúrgico. Sintomas como palpitações, dispneia, síncope ou instabilidade hemodinâmica indicam que o coração está sob maior estresse elétrico e funcional, elevando o risco de complicações como insuficiência cardíaca, isquemia ou outras arritmias graves durante o procedimento.
Segundo a II Diretriz de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia, “arritmias cardíacas sintomáticas devem ser avaliadas e tratadas antes do procedimento eletivo, pois podem indicar instabilidade hemodinâmica e aumento do risco perioperatório” (Seção: Arritmias Cardíacas).

Análise das alternativas incorretas:

A) Idade avançada: Embora idosos tenham risco aumentado global para complicações, esse fator por si só não provoca instabilidade aguda no intraoperatório. Deve ser valorizado, mas em menor grau frente a arritmia sintomática.
B) Diabetes mellitus: Reconhecido fator de risco cardiovascular, mas não eleva o risco imediato no perioperatório como a presença de arritmias supraventriculares com sintomas. O risco do diabetes é aumentado a longo prazo.
C) Antecedente de AVC: Indica risco para eventos tromboembólicos, porém não compromete a estabilidade elétrica e hemodinâmica atual, sendo menos prioritário frente à condição instável da alternativa D.

Estratégia de prova: Atenção a termos como “sintomática”. Sintomas indicam risco imediato e necessidade de abordagem prévia à cirurgia. Questões podem tentar confundir com fatores crônicos ou controlados.
Dê prioridade a situações de instabilidade clínica frente a fatores predisponentes, como ensina o UpToDate: “Arritmias sintomáticas devem ser sempre estabilizadas antes da cirurgia eletiva.”

Resumo: Em avaliação perioperatória, condições clínicas sintomáticas ou descompensadas sempre serão mais relevantes do ponto de vista de risco imediato do que fatores de risco crônicos e compensados.

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A questão trata sobre o risco associado às cirurgias de grande porte não-cardíacas e a influência das comorbidades na elevação desse risco. A resposta correta é a alternativa D - arritmia supraventricular sintomática. Isso porque essa condição pode aumentar o risco de complicações durante a cirurgia, como a ocorrência de arritmias cardíacas. As demais comorbidades listadas também podem aumentar o risco, mas a arritmia supraventricular sintomática é a que mais se destaca nesse contexto. É importante que os candidatos a concursos públicos tenham conhecimento sobre esse tema, já que é uma informação relevante para o cuidado com os pacientes que serão submetidos a cirurgias.

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