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Q2201730 Medicina
Na avaliação das vias aéreas dos adultos, uma distância tireomentoniana menor que a largura de 3 dedos médios indica que a intubação orotraqueal sob laringoscopia direta pode ser mais trabalhosa, porque
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Tema central: A questão aborda a avaliação pré-operatória das vias aéreas em adultos, mais especificamente a importância da distância tireomentoniana (DTM) como preditor de via aérea difícil durante a intubação orotraqueal sob laringoscopia direta.

Explicação didática: A DTM é a distância medida entre o mento (queixo) e a borda superior da cartilagem tireoide. Um valor menor que três dedos médios (ou cerca de 6 cm) indica uma mandíbula curta ou retraída, sugerindo que as estruturas internas da via aérea podem não estar bem alinhadas quando a cabeça é estendida.

De acordo com a literatura e protocolos de anestesiologia, uma DTM reduzida está associada à anteriorização da laringe. Isso ocorre porque, com uma distância menor, a glote fica em uma posição mais anterior, dificultando a visualização direta das cordas vocais. Esse detalhe anatômico é especialmente importante, pois determina a necessidade de manobras adicionais para o sucesso da intubação, como alteração da posição do paciente ou uso de dispositivos de via aérea alternativa.

Alternativa correta: B) a laringe deve estar mais anteriorizada

Esta alternativa é fundamentada por evidências clínicas e anatômicas. Como explicitado em revisões como a da Revista Brasileira de Clínica Médica, “Uma DTM menor que 6 cm sugere laringe anteriorizada, dificultando a exposição glótica” (SBCM, 2011).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) a ponta da úvula será totalmente visível: Refere-se à classificação de Mallampati, não à DTM. Não há relação direta.
  • C) o palato será altamente arqueado: Palato arqueado pode estar associado a outros preditores de dificuldade, mas não se relaciona com a DTM.
  • D) o volume da orofaringe deve estar aumentado: DTM curta não implica em aumento de volume orofaríngeo, mas sim em encurtamento e alteração do alinhamento anatômico.
  • E) a mandíbula deve ser facilmente deslocada anteriormente: O contrário é verdadeiro: mandíbulas pequenas/recuadas tornam esse deslocamento mais difícil.

Estratégia de prova: Ao encontrar termos anatômicos e mensurações em questões de via aérea, associe os achados aos eixos anatômicos — alinhamento ou anteriorização da laringe é crucial para prever dificuldade de intubação.

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A questão aborda a avaliação das vias aéreas em adultos e a relação desta com a dificuldade potencial na realização de uma intubação orotraqueal sob laringoscopia direta. A distância tireomentoniana é um dos parâmetros usados para prever uma via aérea difícil; ela se refere à distância entre a proeminência da tireoide (na região do pescoço) e o mento (parte inferior da mandíbula). Uma medida menor que a largura de três dedos médios pode indicar uma via aérea potencialmente complicada para a intubação. A alternativa B - "a laringe deve estar mais anteriorizada" é a resposta correta porque quando a laringe está mais anterior ou superior na região do pescoço, a visualização da glote (abertura laríngea) durante a laringoscopia direta é mais difícil, o que pode complicar a introdução do tubo endotraqueal. As outras opções não estão diretamente relacionadas com a posição da laringe ou com a dificuldade mecânica que uma laringe anteriorizada pode impor ao procedimento de intubação. A visibilidade da úvula (opção A) ou o arqueamento do palato (opção C) pode sugerir uma dificuldade, mas não é tão específica quanto a posição da laringe. O volume da orofaringe (opção D) alterado ou a mobilidade da mandíbula (opção E) também não são fatores diretamente relacionados com a posição da laringe em si. Portanto, a alternativa B é a mais adequada para justificar a maior dificuldade na intubação orotraqueal sob laringoscopia direta quando há uma distância tireomentoniana reduzida.

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