Paciente do sexo feminino, 14 anos, procurou assistência mé...
Em relação à conduta, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Esta questão aborda a rinossinusite aguda na adolescência, enfocando o diagnóstico diferencial entre etiologia viral e bacteriana, bem como os critérios para a indicação de antibióticos na prática clínica. O conhecimento de diretrizes atuais é essencial para evitar tratamentos desnecessários e promover o uso racional de medicamentos.
Justificativa da alternativa correta (C):
Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM e a ABORL-CCF, a maioria dos quadros de rinossinusite aguda é viral, autolimitada e se resolve espontaneamente em pouco tempo. O uso de antibiótico está restrito a casos específicos: sintomas intensos, persistentes (>10 dias), ou piora clínica após melhora inicial (duplo patamar). O quadro da paciente é não complicado, com sintomas leves e duração curta (3 dias). Assim, antibióticos não eram indicados neste caso.
Análise das alternativas incorretas:
A) Corticoide intranasal não é primeira escolha em quadros agudos não complicados, sendo reservado para sintomas intensos, recorrentes ou persistentes.
B) O ibuprofeno é uma opção aceitável para controle de dor e sintomas gerais. Já o antibiótico está superutilizado neste contexto: secreção catarral e cefaleia, sozinhas, não definem infecção bacteriana.
D) Não há critérios de complicação: a paciente está afebril, sem prostração, sem dor intensa nem sinais sistêmicos. Portanto, a classificação como “rinossinusite aguda complicada” está incorreta.
E) Encaminhamento ao otorrinolaringologista só é recomendado em suspeitas de complicação ou dificuldade de resolução, o que não se aplica ao caso clínico apresentado.
Destaques e Pegadinhas: Atenção: presença de secreção amarelada não é critério isolado de bacteriana; não cair na armadilha de associar cor de secreção com indicação automática de antibiótico. Sempre busque duração e gravidade dos sintomas para orientar a conduta! Segundo a diretriz da ABORL-CCF (Guideline IVAS, p. 169): “O uso de antibiótico é reservado para quadros mais graves ou persistentes.”
Recomendações finais: A conduta correta para rinossinusite aguda não complicada é tratamento sintomático (analgésicos, antitérmicos, lavagem nasal). Antibióticos não são rotineiramente indicados.
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