Ao definir fragilidade na pessoa idosa, constitui um dos cr...

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Q2263095 Medicina
Ao definir fragilidade na pessoa idosa, constitui um dos critérios usados no modelo de Fried:
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O tema central desta questão é a fragilidade na pessoa idosa, conceito fundamental em Geriatria e de extrema importância na atuação do Médico de Família e Comunidade. Fragilidade é reconhecida como uma síndrome clínica marcada por perda de reserva fisiológica e maior vulnerabilidade a eventos adversos, como quedas, hospitalizações e incapacidade.

Entre os modelos de avaliação disponíveis, o fenótipo de Fried é um dos mais utilizados e aceitos internacionalmente e também referenciado no SUS, especialmente nos Cadernos de Atenção Básica – Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa B) perda de peso não intencional está correta. Segundo Fried et al., a perda de peso não intencional (≥4,5 kg ou ≥5% do peso corporal em 12 meses) é um dos cinco critérios objetivos que compõem o fenótipo da fragilidade:

  • Perda de peso não intencional
  • Fadiga/exaustão
  • Fraqueza muscular (avaliada pela preensão manual)
  • Baixo nível de atividade física
  • Velocidade de marcha reduzida

Três ou mais desses critérios definem um idoso frágil; um ou dois indicam pré-fragilidade (Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, Ministério da Saúde).

Análise das alternativas incorretas:

A) duas ou mais quedas no último ano: Quedas são indicadores de risco e consequência frequente na fragilidade, mas não figuram entre os critérios originais de Fried.

C) desempenho no teste de avaliação da mobilidade funcional: Testes como o Timed Up and Go avaliam mobilidade, mas não integram os cinco critérios do modelo de Fried.

D) deficiência sensorial: Alterações em audição e visão aumentam risco funcional, porém, não são critérios para diagnóstico de fragilidade pelo modelo de Fried.

E) polifarmácia: O uso de múltiplos medicamentos é fator de risco para fragilidade, mas não critério objetivo do fenótipo proposto.

Estratégia para prova: Leia atentamente o enunciado procurando termos como “modelo de Fried” e foque em critérios objetivos, evitando incluir fatores de risco, consequências ou testes complementares fora do modelo.

Referências: Fried LP et al., 2001; Ministério da Saúde, Cadernos de Atenção Básica — Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, p. 65-66.

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A fragilidade na pessoa idosa, segundo o modelo de Fried, é determinada por cinco critérios: perda de peso não intencional, fraqueza (força de preensão reduzida), exaustão (sentir-se cansado a maior parte do tempo), baixa atividade física e lentidão ao caminhar. Portanto, a alternativa B está correta, pois a perda de peso não intencional é um dos critérios usados. As outras alternativas não fazem parte dos critérios de Fried para fragilidade. Duas ou mais quedas no último ano (alternativa A), desempenho no teste de avaliação da mobilidade funcional (alternativa C), deficiência sensorial (alternativa D) e polifarmácia (alternativa E) podem ser indicadores de problemas de saúde em idosos, mas não são critérios de fragilidade segundo o modelo de Fried.

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