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Q1825202 Medicina
Uma paciente de 34 anos, previamente hígida, foi submetida a septoplastia sob anestesia geral balanceada. No fim do procedimento, você realiza a aspiração orofaríngea, observando a presença de sangue em moderado volume, e procede a extubação, imediatamente após a qual, a paciente apresenta importante esforço ventilatório, com clara obstrução alta ao fluxo aéreo. A oximetria de pulso cai rapidamente e a ventilação com pressão positiva sob máscara não se mostra efetiva. Rapidamente você procede a administração de propofol e succinilcolina, e consegue ventilar a paciente, mas nota recuperação lenta da oximetria de pulso, que estabiliza em 88%. Após alguns minutos a paciente recupera a consciência e a ventilação espontânea, apresentando tosse com eliminação de secreção rósea espumosa, e mantendo hipoxemia. Com base no provável diagnóstico, assinale a conduta mais adequada:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda manejo do edema pulmonar neurogênico no contexto pós-operatório imediato de cirurgia orofaríngea. O quadro clínico inclui dispneia, hipoxemia refratária à ventilação manual, secreção rósea espumosa e persistência de sintomas após estabilização da via aérea, tornando-o altamente sugestivo desta condição.

Justificativa – Alternativa Correta (D):

A utilização da Ventilação Não Invasiva (VNI) é recomendada como primeira linha no tratamento do edema agudo de pulmão, inclusive o de origem neurogênica. Ela atua ao melhorar a oxigenação, diminuir a pré-carga e reduzir o esforço respiratório, sendo menos invasiva, com menor risco de complicações associadas à intubação. O ajuste da VNI deve ser guiado de acordo com a resposta clínica e gasométrica da paciente.

Segundo revisão da prática clínica: “A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é eficaz na reversão da hipoxemia e do desconforto respiratório de pacientes com edema agudo de pulmão” (Revista Científica do UBM).

Vale reforçar que as diretrizes internacionais, como do UpToDate e consensos de anestesiologia, também recomendam a priorização da VNI nestes casos.

Análise das Alternativas Incorretas:

A) Erro: Foca equivocadamente em síndrome coronariana aguda, desconsiderando o contexto cirúrgico e sintomatologia alérgica do edema pulmonar; o diagnóstico e conduta estão inadequados.

B) Equívoco importante: Associa o quadro à pneumonite química, o que não condiz com a apresentação clínica (ausência de aspiração brônquica significativa; presença de secreção espumosa, hipoxemia súbita).

C) Inadequado: Sugerir investigação de evento vascular cerebral não se relaciona com a fisiopatologia descrita, nem com a resposta à ventilação após paralisia/relaxamento.

Dica de Prova: Atenção às palavras-chave como “secreção rósea espumosa” e “esforço ventilatório com obstrução alta” — são características clássicas de edema de pulmão, e sua associação ao contexto cirúrgico e anestésico sugere origem neurogênica.

Resumo: O manejo mais seguro e efetivo para este cenário é o uso de VNI, guiando-se pelo quadro clínico e exames gasométricos.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D, que consiste em tentar oferecer ventilação não invasiva (VNI), guiando a terapêutica pela resposta clínica e gasométrica. A paciente apresenta sintomas de edema agudo de pulmão (EAP), que é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo de líquido nos pulmões, impedindo a adequada oxigenação e ventilação alveolar. A VNI é uma opção terapêutica que tem como objetivo evitar a intubação traqueal, reduzindo a mortalidade e morbidade associadas. A medida que a resposta clínica e gasométrica for positiva, pode-se tentar gradualmente retirar o suporte ventilatório. A alternativa A sugere o diagnóstico de síndrome coronariana aguda, que é improvável devido ao quadro clínico apresentado. A alternativa B sugere o provável desenvolvimento de pneumonite química, o que também é improvável. A alternativa C sugere a realização de tomografia computadorizada de crânio, que não é indicada nesse contexto clínico.

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