A respeito de anestesia para cirurgia torácica, assinale a a...
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Tema central: A questão aborda a ventilação monopulmonar (VMP) em cirurgias torácicas, fundamental ao manejo anestésico desses procedimentos. O entendimento da VMP é crucial, pois ela visa garantir oxigenação adequada e minimizar lesão pulmonar em situações onde um dos pulmões deve estar colapsado para acesso cirúrgico.
Análise da alternativa D (gabarito): A alternativa D sugere que o volume corrente deve ser ajustado para metade do habitual na VMP para evitar barotrauma e volutrauma. Esta afirmação está incorreta. Segundo o documento “A ANESTESIA PARA CIRURGIAS TORÁCICAS” (SBCT), recomenda-se manter o volume corrente entre 8 a 10 ml/kg durante a VMP. Uma redução excessiva pode causar atelectasia, hipoxemia e maiores riscos de complicações.
Como estratégias protetoras, recomenda-se evitar volumes muito elevados (que poderiam causar volutrauma), mas também não diminuir demais, mantendo-se na faixa preconizada. Volumes muito baixos (< 6 ml/kg) não têm respaldo em diretriz e aumentam eventos adversos. Portanto, D está errada por propor volume abaixo do recomendado.
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. O colapso do pulmão não-dependente ocorre mais rápido quando este é pré-oxigenado com O2 100%, pois há maior washout de nitrogênio, facilitando o colapso alveolar ao cessar a ventilação. Isso é fisiologicamente esperado.
B) Correta. Em decúbito lateral, normalmente a PaO2 é maior, pois o pulmão dependente está melhor perfundido e ventilado em relação ao decúbito dorsal.
C) Correta. O aumento da FiO2 para 100% é uma conduta inicial diante de hipoxemia na VMP, conforme as principais diretrizes anestesiológicas.
Pegadinha da questão: Muitos candidatos tendem a associar ventilação protetora a volumes extremamente baixos. Porém, o objetivo é adequar — não “cortar pela metade” obrigatoriamente. Atenção à literalidade das recomendações em diretrizes (SBCT, UpToDate): “Utilizar 8 a 10 ml/kg de volume corrente”.
Resumo para a prova: Na VMP, ajuste fino do volume corrente (evitar tanto excesso quanto déficit) é crucial — reduza com critério, sem extrapolar diretrizes. O manejo da hipoxemia e fisiologia do decúbito lateral são pontos frequentemente explorados em concursos. Fique atento à literalidade das recomendações e evite generalizações extremas.
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