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Q1825191 Medicina
Sobre a transmissão e monitorização neuromuscular, é INCORRETO afirmar: 
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Tema central: Transmissão e monitorização neuromuscular, assuntos fundamentais na prática anestesiológica, envolvem o entendimento das diferenças entre grupos musculares, o uso correto dos métodos de monitorização (TOF/DBS) e considerações farmacológicas importantes, como interações medicamentosas (ex: sugammadex com contraceptivos orais).

Justificativa do gabarito (Alternativa A - Incorreta):

A afirmação de que o bloqueio neuromuscular não despolarizante demora mais para se instalar em músculos centrais (diafragma, laringe) devido à maior resistência é incorreta. Embora esses grupos musculares realmente sejam mais resistentes aos bloqueadores não despolarizantes, o início do bloqueio é mais rápido em função do maior fluxo sanguíneo nessas regiões, facilitando a chegada do fármaco. Assim, enquanto o adutor do polegar responde mais lentamente, diafragma e músculos laríngeos apresentam bloqueio e recuperação em menor tempo. Isso é evidenciado em referência clássica de Miller’s Anesthesia e está de acordo com o Protocolo da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), que recomenda atenção à escolha do grupo muscular ao monitorizar o bloqueio: “o início e a recuperação do bloqueio são mais rápidos em músculos com maior perfusão, como o diafragma” (Miller, Anesthesia, 9ª ed.).

Análise das demais alternativas:

B) Correta. O DBS (double burst stimulation) é mais sensível que o TOF na identificação subjetiva do bloqueio residual, como apontado em Harrison’s Principles of Internal Medicine e protocolos da SBA: "DBS facilita a detecção tátil/fenestésica de bloqueio residual".

C) Correta. O sugammadex pode reduzir a eficácia de contraceptivos orais por até 7 dias após o uso. Esse alerta consta na bula do medicamento e em revisões da SBA.

D) Correta. É reconhecido que cerca de 65-70% dos receptores de acetilcolina podem estar bloqueados sem alteração da relação T4/T1 no TOF, dado clássico encontrado em Miller’s e nos guidelines de bloqueio neuromuscular.

Dicas de prova: Atenção a expressões como “demora mais” X “recupera mais rápido” – são pegadinhas frequentes! O conhecimento detalhado da fisiologia do bloqueio é essencial para evitar erros.

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Comentários

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A alternativa A é a correta porque está de acordo com a fisiologia dos músculos. Os músculos centrais, como o diafragma e os músculos laríngeos, são mais resistentes aos bloqueadores neuromusculares adespolarizantes do que os músculos periféricos, como o adutor do polegar. Isso porque os músculos centrais são mais importantes para a respiração e a fala, enquanto os músculos periféricos são mais envolvidos em movimentos periféricos. Portanto, é mais difícil bloquear completamente os músculos centrais sem afetar a respiração e a fala. As outras alternativas estão incorretas porque a avaliação subjetiva do bloqueio neuromuscular pelo DBS é menos sensível do que pelo TOF, o sugammadex pode afetar a eficácia dos contraceptivos orais mais do que um dia e a redução de T4 em relação a T1 no TOF indica bloqueio neuromuscular.

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