Sobre anestesia para cirurgia pediátrica, assinale a alterna...
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Tema central: A questão aborda fisiologia e condutas na anestesia pediátrica, enfatizando a resposta respiratória à apneia, complicações como laringoespasmo, e causas de bradicardia no perioperatório.
Justificativa da alternativa INCORRETA (C):
A alternativa C está INCORRETA porque, apesar de a menor capacidade residual funcional (CRF) das crianças colaborar para a rápida dessaturação durante apneia, o principal fator responsável é o elevado consumo de oxigênio proporcional ao peso corporal da criança. Crianças consomem cerca de 6-8 mL O2/kg/min, enquanto adultos consomem por volta de 3 mL O2/kg/min, reduzindo significativamente a reserva de oxigênio e acelerando a queda da saturação. Isso é amplamente respaldado em manuais de referência, incluindo o Manual de Anestesiologia da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e revisões recentes publicadas na Brazilian Journal of Anesthesiology.
Análise das alternativas corretas:
Alternativa A: Correta.
Medidas como jaw-thrust e CPAP com O2 a 100% são intervenções iniciais indicadas para laringoespasmo no pós-extubação pediátrica. Conforme protocolos atuais, essas estratégias devem preceder o uso de medicamentos relaxantes musculares.
Alternativa B: Correta.
Se usadas em dosagens apropriadas, pré-medicações como midazolam e cetamina não atrasam a alta hospitalar em procedimentos acima de 30 minutos, segundo recomendações do Protocolo de Anestesia Pediátrica da SBA (2021).
Alternativa D: Correta.
A principal causa de bradicardia perioperatória em crianças é a hipóxia. O Manual MSD e o PCDT de Suporte Básico de Vida destacam que a hipoxemia frequentemente precede parada cardíaca em pediatria, ao contrário da fisiologia do adulto.
Dica para provas:
Fique atento a enunciados que colocam apenas um dos fatores fisiopatológicos como sendo o principal — palavras como “principal causa”, “o mais importante” ou “predominante” exigem conhecimento das diferenças pediátricas. Revise taxas metabólicas e reservas fisiológicas!
Segundo o Manual MSD, “Bradicardia em criança em angústia é sinal de parada cardíaca iminente. Neonatos, lactentes e crianças pequenas têm maior probabilidade de desenvolver bradicardia causada por hipoxemia.”
Conclusão: A alternativa C é incorreta pois atribuiu apenas à menor CRF a rápida dessaturação, desconsiderando o papel crucial do metabolismo aumentado do oxigênio nas crianças.
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