Uma gestante secundigesta que não fez pré-natal deu entrada ...
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Tema central:
O caso aborda hemorragia obstétrica aguda na segunda metade da gestação, com discussão diagnóstica entre descolamento prematuro de placenta (DPP) e placenta prévia, ambos temas críticos na Ginecologia e Obstetrícia. É fundamental reconhecer sinais clínicos que diferenciem essas patologias, pois envolvem condutas emergenciais distintas.
Justificativa da alternativa correta (B):
A paciente apresenta sangramento vaginal moderado, dor abdominal intensa, hipertensão arterial (PA=145x95 mmHg), hipertonia uterina e útero aumentado (AU=36 cm), com feto vivo (FCF=120 bpm). Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (seção 5.2), DPP caracteriza-se por “descolamento parcial ou completo da placenta, normalmente inserida, de forma intempestiva, após a 20ª semana, frequentemente associado a hipertensão materna, dor e hipertonia uterina”.
A resolução do caso é pela cesariana imediata, especialmente com sofrimento fetal e instabilidade materna, como recomenda o Ministério da Saúde: “A conduta é a interrupção da gestação, preferencialmente por cesariana, diante de feto viável.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Placenta prévia centro-parcial e parto cesárea.
Placenta prévia classicamente cursa com sangramento indolor e útero flácido. A presença de dor intensa e hipertonia são incompatíveis com esse diagnóstico. Além disso, a dilatação cervical não indica via de parto obrigatória, mas a prioridade é a segurança materno-fetal.
C) Sangramento ocasionado pela dilatação cervical e indução do parto.
Sangramento pela dilatação cervical é geralmente mínimo e não associado a dor intensa; aqui, a dor e os demais sinais apontam patologia maior (DPP).
D) Placenta prévia marginal e indução do parto.
Além da fisiopatologia incompatível já explicada, a indução do parto é contraindicada na placenta prévia devido risco elevado de hemorragia grave antes da retirada fetal.
Dicas para provas:
Atenção a palavras-chave: dor intensa, hipertonia e fatores de risco (hipertensão, multiparidade, ausência de pré-natal). Em casos de hemorragia obstétrica, diferencie pela presença ou ausência de dor e alterações da contratilidade uterina.
Referências essenciais:
Manual de Gestação de Alto Risco/MS; Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal/MS.
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