Qual marcador é mais eficiente para predizer o risco de trab...
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Tema central: O tema aborda a predição do risco de trabalho de parto prematuro, um evento obstétrico de alta relevância clínica devido à morbimortalidade associada ao nascimento precoce do neonato. Reconhecer o melhor marcador laboratorial para esse fim é fundamental para o manejo correto da gestação de risco.
Alternativa correta: B) Fibronectina fetal no muco cérvico-vaginal
Justificativa: A fibronectina fetal (fFN) é uma glicoproteína presente na interface entre decidua e corio, funcionando como uma “cola biológica” durante a gestação. Sua detecção no muco cérvico-vaginal entre 22 e 35 semanas está associada a maior risco de trabalho de parto prematuro, sendo utilizada para estratificação de gestantes com sintomas ou fatores de risco. A sensibilidade e valor preditivo negativo elevados da fFN tornam o exame bastante útil na prática, especialmente para afastar a possibilidade de parto prematuro iminente.
Segundo revisão sistemática publicada na PubMed (1999) e diferentes protocolos internacionais, além de manuais como Williams Obstetrícia (25.ª ed.), “a presença de fibronectina fetal no muco cérvico-vaginal correlaciona-se significativamente com risco aumentado de parto prematuro”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Estriol plasmático: Apesar do estriol ser um hormônio produzido pela unidade feto-placentária, seus níveis plasmáticos variam amplamente durante a gestação e são afetados por vários fatores, não servindo como preditor eficaz do parto prematuro.
C) Estriol no líquido amniótico: Da mesma forma, a dosagem de estriol neste fluido não apresenta sensibilidade ou especificidade adequadas, não sendo recomendada nos principais protocolos.
D) Fibronectina fetal no plasma materno: A fFN circulante no plasma materno não reflete ruptura da interface útero-membrana, sendo, portanto, inútil como marcador para trabalho de parto prematuro.
Dicas de prova: Questões assim costumam utilizar termos semelhantes nas alternativas, gerando confusão quanto ao local de pesquisa do marcador. Atenção à especificidade: é o muco cérvico-vaginal, e não plasma ou líquido amniótico, que deve ser avaliado!
Conclusão clínica: Sempre valorize a conduta baseada em evidências, utilizando testes validados por literatura e protocolos. A opção pela fFN no muco cérvico-vaginal como preditor é respaldada por estudos, guias internacionais e se alinha às melhores práticas em obstetrícia.
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