Sobre o uso de antirretrovirais na gravidez, tem-se o seguinte:

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Q737850 Medicina
Sobre o uso de antirretrovirais na gravidez, tem-se o seguinte:
Alternativas

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Tema Central: O uso de antirretrovirais durante a gravidez é um tema crítico em Ginecologia e Obstetrícia, principalmente para a prevenção da transmissão vertical do HIV de mãe para filho. A escolha correta do manejo antirretroviral é essencial para a saúde da gestante e do recém-nascido.

Justificativa para a Alternativa Correta (A): A profilaxia antirretroviral está indicada para gestantes assintomáticas com contagem de LT-CD4+ ≥ 350 células/mm³ e deve ser iniciada entre a 14ª e a 28ª semanas de gestação. Este protocolo é alinhado com as diretrizes do Ministério da Saúde e organismos internacionais, que recomendam o início da terapia antirretroviral durante a gravidez para reduzir a carga viral da mãe e diminuir o risco de transmissão para o bebê. A escolha do momento para iniciar a terapia (entre a 14ª e a 28ª semanas) é crítica, pois leva em consideração o desenvolvimento fetal e o impacto da medicação.

Análise das Alternativas Incorretas:

B: O saquinavir não é o inibidor de protease mais recomendado na terapia inicial. A prática clínica atual favorece outros inibidores de protease, como o lopinavir/ritonavir, devido ao melhor perfil de eficácia e segurança, além de maior experiência clínica no seu uso durante a gravidez.

C: A afirmação sobre a síndrome inflamatória associada à reconstituição imune (SRI) está incorreta

A ocorrência da SRI não se tornou menos frequente apenas devido à introdução da terapia antirretroviral altamente ativa (HAART). A SRI pode ainda ocorrer nas primeiras semanas de tratamento em pacientes com baixa contagem de CD4, mesmo com HAART, uma vez que a reconstituição imune pode levar a uma resposta inflamatória exagerada a infecções preexistentes subclínicas.

D: A manutenção indiscriminada do esquema antirretroviral após o parto em pacientes assintomáticas e com contagem de CD4 > 500 células/mm³ não é recomendada. A decisão de manter ou modificar o tratamento pós-parto deve considerar a saúde da mãe, a presença de co-infecções e a necessidade de prevenção de transmissão para o parceiro sexual.

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A alternativa correta é a letra A. A profilaxia antirretroviral é indicada para gestantes assintomáticas com contagem de LT-CD4+ ≥ 350 células/mm3 e deve ser iniciada entre a 14ª e a 28ª semanas de gestação. Isso é importante para prevenir a transmissão vertical do vírus HIV da mãe para o feto. A terapia antirretroviral é fundamental para o controle da infecção pelo HIV em gestantes, pois, sem tratamento, a chance de transmissão vertical pode chegar a 25%. É importante ressaltar que a escolha do esquema terapêutico deve ser discutida individualmente com cada paciente, levando em consideração suas características clínicas e os possíveis efeitos adversos do tratamento.

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