Uma paciente de 19 anos, primigesta, com idade gestacional d...
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Comentário da questão:
Tema central: A questão aborda pré-eclâmpsia grave, uma emergência obstétrica caracterizada por hipertensão arterial significativa após a 20ª semana de gestação, acompanhada de sinais de disfunção orgânica (ex: cefaleia intensa, epigastralgia, distúrbios visuais, edema).
Justificativa da alternativa correta (D):
A paciente apresenta PA=160x120 mmHg, cefaleia intensa, epigastralgia e turvação visual – sinais inequívocos de pré-eclâmpsia grave, exigindo internação hospitalar imediata para monitorização materno-fetal intensiva.
Hidralazina endovenosa é anti-hipertensivo de escolha na emergência obstétrica para controle seguro da PA (Ministério da Saúde, 2022; Protocolo de Manejo de Emergências Obstétricas).
Sulfato de magnésio IV (esquema de Zuspan) é o padrão-ouro para prevenir convulsões (eclâmpsia), conforme reforçam os guidelines do Ministério da Saúde e FIGO. Segundo o documento oficial citado: “DOSE DE ATAQUE: IV Sulfato de Magnésio – 4g IV lento em 20 min (...). Manutenção: Sulfato de Magnésio 2g/hora.”
Portanto, a dupla estabilização clínica pressórica e neurológica antecede qualquer decisão obstétrica definitiva.
Análise das alternativas incorretas:
A) Alfa-metildopa via oral e repouso domiciliar são insuficientes e contraindicados na urgência da pré-eclâmpsia grave, pois não controlam rapidamente a PA nem previnem complicações maternas/fetais.
B) Solicitam internação e rastreamento da Síndrome HELLP (adequado), porém atenolol oral não é recomendado para crises hipertensivas na gestação. O início imediato do controle pressórico deve ser IV. Corticoterapia é relevante antes do parto pré-termo, mas após estabilização materna.
C) A resolução imediata da gestação (cesariana) só se indica após estabilização materna. O parto apressado em paciente instável eleva o risco de morte materno-fetal.
Dica de prova: Em casos de pré-eclâmpsia grave, busque sempre manejos baseados em estabilização materna antes de decidir pela resolução da gestação. Fique atento a anti-hipertensivos orais (lentos) ou condutas ambulatoriais — não são apropriados em urgências clínicas da obstetrícia.
Referências essenciais: Protocolo de Emergências Obstétricas e Williams Obstetrícia, 26ª ed.; FIGO Hypertensive Disorders Guidelines.
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