Criança de 5 anos chega à emergência com quadro de desorien...
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Tema central: O caso clínico descreve claramente um quadro de cetoacidose diabética (CAD) em uma criança, uma emergência metabólica frequente em pacientes com diabetes tipo 1. A apresentação típica inclui: polidipsia, poliúria, perda de peso, desidratação, taquicardia, taquipneia (inclusive respiração de Kussmaul), hipotensão e alteração neurológica.
Justificativa da alternativa correta (C):
A abordagem inicial e prioritária da CAD se pauta em três pilares, conforme os protocolos do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria:
- Reposição volêmica (“etapa rápida”) com soro fisiológico 0,9% (10-20 mL/kg) para estabilizar o choque e melhorar a perfusão;
- Início de insulinoterapia intravenosa contínua (insulina regular, 0,1 UI/kg/hora), após início da reposição volêmica, sendo fundamental para cessar a cetogênese;
- Monitorização rigorosa da glicemia, eletrólitos e gasometria arterial/venosa para guiar condutas e evitar complicações associadas ao tratamento (por exemplo, edema cerebral, hipoglicemia ou distúrbios eletrolíticos).
Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde: “A reposição volêmica precede a infusão de insulina na cetoacidose diabética.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) Dosar ferro sérico e suplementar ferro não possui relação com o quadro, constituindo conduta inadequada em emergências metabólicas.
- B) Não há indicação cirúrgica. O parecer cirúrgico não altera a abordagem inicial em CAD, que é clínica.
- D) A coleta de hemograma pode ajudar a investigar infecção, mas a punção lombar está contraindicada sem suspeita concreta de meningite, principalmente diante da instabilidade hemodinâmica e metabólica.
Estratégia para provas: Busque sempre identificar palavras-chave para emergências pediátricas — sinais de choque, desidratação, alteração do nível de consciência associadas a sintomas clássicos diabéticos (poliúria, polidipsia, perda de peso). O conceito de “etapa rápida” e insulinoterapia juntos revelam rapidamente o diagnóstico de CAD.
Referências clínicas: Protocolos do Ministério da Saúde (PCDT Diabetes em crianças, p. 17) e Sociedade Brasileira de Pediatria – ambos reforçam: “A tríade: reposição volêmica, insulinoterapia e monitorização constante são a base do tratamento da CAD.”
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