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Q1666290 Medicina
Criança de 5 anos chega à emergência com quadro de desorientação nas últimas 4 horas, taquicardia, taquipnéia, hipotensão e respiração profunda, o enchimento capilar está lentificado. Nas últimas semanas tem perdido peso e nos últimos 2-3 dias tem comido e bebido em demasia bem como surgiu uma enurese noturna. As medidas terapêuticas a serem instituídas nesse caso são:
Alternativas

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Tema central: O caso clínico descreve claramente um quadro de cetoacidose diabética (CAD) em uma criança, uma emergência metabólica frequente em pacientes com diabetes tipo 1. A apresentação típica inclui: polidipsia, poliúria, perda de peso, desidratação, taquicardia, taquipneia (inclusive respiração de Kussmaul), hipotensão e alteração neurológica.

Justificativa da alternativa correta (C):
A abordagem inicial e prioritária da CAD se pauta em três pilares, conforme os protocolos do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria:

  • Reposição volêmica (“etapa rápida”) com soro fisiológico 0,9% (10-20 mL/kg) para estabilizar o choque e melhorar a perfusão;
  • Início de insulinoterapia intravenosa contínua (insulina regular, 0,1 UI/kg/hora), após início da reposição volêmica, sendo fundamental para cessar a cetogênese;
  • Monitorização rigorosa da glicemia, eletrólitos e gasometria arterial/venosa para guiar condutas e evitar complicações associadas ao tratamento (por exemplo, edema cerebral, hipoglicemia ou distúrbios eletrolíticos).

Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde: “A reposição volêmica precede a infusão de insulina na cetoacidose diabética.”

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Dosar ferro sérico e suplementar ferro não possui relação com o quadro, constituindo conduta inadequada em emergências metabólicas.
  • B) Não há indicação cirúrgica. O parecer cirúrgico não altera a abordagem inicial em CAD, que é clínica.
  • D) A coleta de hemograma pode ajudar a investigar infecção, mas a punção lombar está contraindicada sem suspeita concreta de meningite, principalmente diante da instabilidade hemodinâmica e metabólica.

Estratégia para provas: Busque sempre identificar palavras-chave para emergências pediátricas — sinais de choque, desidratação, alteração do nível de consciência associadas a sintomas clássicos diabéticos (poliúria, polidipsia, perda de peso). O conceito de “etapa rápida” e insulinoterapia juntos revelam rapidamente o diagnóstico de CAD.

Referências clínicas: Protocolos do Ministério da Saúde (PCDT Diabetes em crianças, p. 17) e Sociedade Brasileira de Pediatria – ambos reforçam: “A tríade: reposição volêmica, insulinoterapia e monitorização constante são a base do tratamento da CAD.”

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Comentários

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A resposta correta para essa questão é a alternativa C. O paciente apresenta sinais e sintomas de um quadro de cetoacidose diabética (CAD), uma complicação aguda do diabetes mellitus tipo 1 que pode ocorrer em qualquer faixa etária, inclusive em crianças. A CAD é caracterizada por hiperglicemia, acidemia e desidratação, além de outros sintomas como taquipneia, poliúria, polidipsia e alterações do estado mental. O tratamento inicial inclui a reposição volêmica com solução salina isotônica, a correção da hiperglicemia com insulina e a monitorização rigorosa da glicemia e dos eletrólitos. A dosagem de ferro sérico e suplementação parenteral (alternativa A) não são indicadas nesse caso, assim como a solicitação de parecer da cirurgia pediátrica (alternativa B) e a punção lombar (alternativa D), que não têm relação com os sintomas apresentados.

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