D.M.A., criança de 3 anos, sexo feminino, sem histórico ...

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Q3994226 Medicina
    D.M.A., criança de 3 anos, sexo feminino, sem histórico vacinal, é atendida em unidade básica de saúde com febre alta há 4 dias, associada a tosse seca, hiperemia ocular, fotofobia e exantema maculopapular iniciando em face e pescoço, com progressão cefalocaudal. A mãe relata que a paciente teve contato domiciliar com primo diagnosticado com sarampo 12 dias antes. O município encontra- -se em alerta de surto ativo, com baixa cobertura vacinal (<80%) e transmissão comunitária confirmada.
     Diante do quadro clínico e do contexto epidemiológico, qual é a conduta obrigatória e imediata segundo o Guia de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde (2022)? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pelo Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (2022), caso suspeito de sarampo deve ser notificado em até 24 horas e a investigação epidemiológica iniciada em até 48 horas, sem aguardar confirmação laboratorial. Neste enunciado, febre, exantema maculopapular com progressão cefalocaudal, tosse, hiperemia ocular/fotofobia, ausência de vacinação, contato com caso confirmado e surto ativo configuram suspeita clínica e epidemiológica, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Vigilância do sarampo
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque trata o quadro como síndrome exantemática inespecífica e limita a conduta ao registro assistencial, quando a base afirma que sarampo é de notificação compulsória imediata por suspeita. Com esse conjunto clínico e vínculo epidemiológico, omitir notificação e investigação específica contraria o fluxo obrigatório de vigilância.
B
Errada
Errada porque inverte a sequência correta das ações. A sorologia IgM pode fazer parte da investigação, mas a base é explícita ao dizer que a coleta laboratorial não condiciona a notificação. Aguardar resultado antes de notificar ou investigar contraria a lógica de vigilância do sarampo e atrasa medidas de contenção.
C
Certa
A alternativa C reproduz o fluxo oficial de vigilância do sarampo descrito na base: diante de caso suspeito, a notificação é imediata, em até 24 horas, e a investigação epidemiológica deve ser iniciada sem aguardar exame confirmatório. A coleta laboratorial pode e deve integrar a investigação no primeiro contato, mas não condiciona o acionamento da vigilância. Esse é o ponto normativo decisivo da questão.
D
Errada
Errada porque a definição de caso suspeito já está preenchida no atendimento e não depende de completar 5 dias de exantema para então notificar. A base informa que a suspeita clínica associada ao nexo epidemiológico basta para acionar imediatamente a vigilância; adiar por critério temporal adicional não previsto é inadequado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre confirmar diagnóstico e acionar vigilância: no sarampo, não se espera IgM nem evolução adicional do exantema para notificar, porque a notificação é imediata com base na suspeita clínica e epidemiológica.
Dica para questões semelhantes
  • Em doenças de notificação compulsória imediata, verifique se a norma exige ação na suspeita ou apenas após confirmação; no sarampo, é na suspeita.
  • Se houver febre, exantema maculopapular e tosse/coriza/conjuntivite, pense primeiro em definição de caso suspeito antes de discutir exame confirmatório.
  • Contato com caso confirmado e surto ativo não são detalhes acessórios: eles reforçam o nexo epidemiológico e aumentam a urgência do fluxo de vigilância.
  • Em questões de vigilância, diferencie registro assistencial de notificação obrigatória; um não substitui o outro.

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