Uma menina de 2 anos de idade é encontrada na oficina mecân...
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Comentário do Gabarito – Ingestão Acidental de Gasolina em Pediatria
Tema central: O tema aborda intoxicação por hidrocarbonetos (gasolina) em criança, com enfoque na abordagem inicial e riscos associados.
No contexto pediátrico, a gasolina é um hidrocarboneto alifático. Quando ingerido, traz risco elevado de aspiração pulmonar, devido à sua baixa viscosidade e alta volatilidade, podendo resultar em pneumonite química — uma condição potencialmente grave e de manejo prioritário.
Segundo as Diretrizes Nacionais para Intoxicações Agudas (Ministério da Saúde, p. 71): “O vômito não deve ser induzido como medida de descontaminação.” Isso ocorre porque a indução do vômito aumenta o risco de reaspiração e piora do quadro pulmonar. Também não é recomendada lavagem gástrica ou carvão ativado de rotina para hidrocarbonetos puros.
Justificativa da alternativa correta (D):
“não provocar vômito, monitorizar os sintomas respiratórios e observar sinais de depressão do sistema nervoso central.”
Essa conduta está alinhada com as melhores práticas: prioriza a prevenção da pneumonite e monitora possíveis efeitos tóxicos respiratórios e neurológicos (depressão de SNC é possível por reabsorção sistêmica do tóxico), condizente também com UpToDate e tratados clássicos como Nelson Tratado de Pediatria.
Análise das alternativas incorretas:
- A, B, C – Todas orientam a provocar vômito. Essa conduta está explicitamente contraindicada em casos de ingestão de hidrocarbonetos devido ao risco elevado de aspiração pulmonar, podendo levar a agravamento clínico severo.
- B e C trazem monitorização de sintomas não prioritários para hidrocarbonetos (sintomas extrapiramidais ou colinérgicos), que são irrelevantes nesse quadro clínico.
Estratégia de prova: Sempre desconfie de alternativas que indicam indução do vômito em intoxicações por substâncias voláteis ou corrosivas. Procure termos como “monitorar sintomas respiratórios” e “depressão SNC”, que são essenciais na conduta pediátrica para hidrocarbonetos. Atenção a pegadinhas que associam sinais clínicos de outras síndromes toxicológicas.
Dica de ouro: Em intoxicação por hidrocarbonetos, a abordagem é suporte clínico e vigilância.
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