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Q1666275 Medicina
Um recém-nascido prematuro desenvolve desconforto respiratório no quinto dia de vida. Ele está acianótico, apresenta sopro contínuo ao longo da borda esternal esquerda e a radiografia de tórax revela congestão pulmonar. De acordo com o diagnóstico, o tratamento será:
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Tema central: O caso clínico descreve um recém-nascido prematuro com desconforto respiratório no 5º dia de vida, sem cianose, com sopro contínuo na borda esternal esquerda e congestão pulmonar à radiografia. Esses achados são clássicos de Persistência do Canal Arterial (PCA), uma cardiopatia congênita frequente em prematuros.

Justificativa da alternativa correta (D): Segundo protocolos, como o da Secretaria de Estado da Saúde de SC e diretrizes da CONITEC, o tratamento do PCA sintomático em prematuros envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), especialmente indometacina ou ibuprofeno, ou fechamento cirúrgico caso haja falha ou contraindicação ao tratamento farmacológico. Destaca-se que “a identificação precoce e o tratamento do canal arterial com repercussão hemodinâmica em RNPT <28 semanas parece reduzir o risco de morbidades, principalmente hemorragia pulmonar e, possivelmente, displasia broncopulmonar (DBP)” (Protocolo SES/SC).

O raciocínio clínico envolve: prematuro + sopro contínuo (típico da passagem de sangue do canal arterial persistente) + congestão pulmonar (consequência do hiperfluxo pulmonar) = PCA com repercussão hemodinâmica.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) piperacilina + tazobactam: é uma associação antibiótica, indicada para infecções graves, principalmente bacterianas. Não trata PCA, uma condição cardiológica, sem indicação de antibióticos neste caso.
  • B) surfactante: indicado para a síndrome do desconforto respiratório do prematuro devido à deficiência de surfactante, geralmente nas primeiras horas de vida. PCA não se trata com surfactante, especialmente após o período neonatal imediato.
  • C) não há indicação de tratamento: Incorreto, pois a PCA sintomática, com repercussão hemodinâmica e congestão, exige intervenção para evitar complicações como hemorragia pulmonar e insuficiência cardíaca.

Estratégia de prova: Atenção ao tempo de aparecimento dos sintomas (desconforto respiratório no 5º dia) e ao sopro contínuo – ambos sugerem PCA e afastam o diagnóstico de doença da membrana hialina (pegadinha frequente).

Segundo a literatura (Harrison’s, UpToDate, SBP), as condutas clínicas recomendadas para PCA em prematuros incluem o uso criterioso de AINEs – "A escolha de indometacina ou ibuprofeno deve ser baseada em perfil individual e indicação clínica..." (PCDT e Relatórios Técnicos).

Portanto, D) indometacina ou fechamento cirúrgico corresponde à abordagem correta.

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Comentários

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O diagnóstico descrito no enunciado é o de Canal Arterial Persistente (CAP) e, portanto, a alternativa correta é a D, que sugere o tratamento com indometacina ou fechamento cirúrgico. O CAP é uma condição comum em prematuros que consiste na persistência do canal arterial após o nascimento, causando desconforto respiratório, sopro contínuo e congestão pulmonar. O tratamento pode ser feito com a administração de indometacina, que fecha o canal arterial, ou com o fechamento cirúrgico. A alternativa A sugere um tratamento com antibióticos, que não tem indicação para o CAP. A alternativa B sugere o uso de surfactante, que é um tratamento comum para a síndrome do desconforto respiratório, mas não é eficaz para o CAP. A alternativa C está incorreta, visto que o CAP requer tratamento para evitar complicações.

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