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Q737322 Medicina
Epistaxe é definida como o sangramento proveniente da mucosa nasal. Calcula-se que 60% da população adulta já tenham apresentado ao menos um episódio de epistaxe, na maioria das vezes autolimitado e sem maiores consequências. Em relação à epistaxe, analise as afirmativas abaixo. I. O tamponamento nasal apesar de muito desconfortável é bastante efetivo no tratamento da epistaxe, principalmente quando não é possível localizar o sítio do sangramento. II. Devido às comorbidades associadas à epistaxe, o uso de vitamina K e de ácido tranexânico é fortemente recomendado. III. Cauterização química e elétrica, tamponamento nasal, ligadura de artéria e embolização são opções de tratamento. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
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Tema central: Epistaxe, ou seja, hemorragia proveniente da mucosa nasal, surge em sua maioria de forma autolimitada, mas pode demandar intervenções clínicas conforme gravidade, recorrência e resposta inicial ao manejo.

Ajuste de raciocínio para a prova: Questões sobre epistaxe frequentemente testam conhecimento sobre abordagem prática, tratamentos indicados e identificação de condutas inadequadas. Atenção: é comum haver pegadinhas com indicações medicamentosas não respaldadas por diretrizes.

Justificativa da alternativa correta (D):
I. Correta. O tamponamento nasal é efetivo, especialmente quando não é identificado o ponto exato do sangramento, sendo um dos principais métodos utilizados após falha da pressão digital, conforme os manuais MSD e o Protocolo de Epistaxe de SC: “O tamponamento nasal anterior será realizado quando não for possível localizar o sítio do sangramento.” Destaca-se o desconforto, porém alta eficácia desse método.

III. Correta. Cauterização química ou elétrica, tamponamento, ligadura arterial e embolização são condutas consagradas para casos refratários ou graves de epistaxe, de acordo com protocolos e literatura clássica (Harrison’s e Sabiston). O tratamento é escalonado e depende da persistência e gravidade do quadro.

Crítica das alternativas incorretas:
II. Incorreta. O uso sistemático de vitamina K e ácido tranexâmico não é recomendado no tratamento habitual da epistaxe. A vitamina K só é indicada em casos de deficiência comprovada (por exemplo, em uso de anticoagulantes cumarínicos) e o ácido tranexâmico é reservado para situações de coagulopatias ou sangramento de difícil manejo, não sendo uma conduta rotineira, conforme diretrizes atualizadas.

Dica estratégica: Nas provas, leia atentamente as opções que sugerem terapias universais ou “fortemente recomendadas”, pois frequentemente são generalizações indevidas, como ocorreu na alternativa II.

Resumo fundamentado: Epistaxe demanda abordagem escalonada, começando por compressão, uso de vasoconstrictores tópicos, tamponamento nasal e, em casos persistentes, cauterização, ligadura ou embolização. A terapêutica foca em controle do sangramento e prevenção de recorrência, sempre avaliando particularidades do paciente.

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A resposta correta é a alternativa D - I e III. A explicação é a seguinte: O tamponamento nasal é uma opção de tratamento para a epistaxe quando não é possível localizar o sítio do sangramento. No entanto, ele é muito desconfortável para o paciente. Já a cautery (cauterização) química e elétrica, a ligadura de artéria e a embolização são outras opções de tratamento para a epistaxe. O uso de vitamina K e ácido tranexânico não é fortemente recomendado para epistaxe, como afirma a afirmativa II. Portanto, a alternativa correta é a D - I e III.

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