Questões Militares Sobre sintaxe em português

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Q1335502 Português

Considere as afirmações que seguem sobre a construção do texto.

(I) Os elementos explorados na imagem – eletrocardiograma, coração e flores – reforçam os sentimentos vinculados à empatia.

(II) O verbo desfocar, no contexto em que foi utilizado, apresenta regência em desacordo com a norma culta.

(III) A expressão popular “olhar para o próprio umbigo” fica subentendida, reforçando o contraste entre egocentrismo e empatia.

Está (ão) correta (s)

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Q1335496 Português

    

     

Assinale a alternativa em que a relação de sentido expressa pelo conectivo em destaque não foi corretamente indicada.
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Q1334740 Português
Analise os trechos a seguir retirados do primeiro parágrafo do Texto 4 e, em seguida, marque a alternativa correta.
I. “Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.” II. “O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.” III. “Enquanto o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.”
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Q1334735 Português
No Texto 2, em “Portanto, não podemos julgar e, sim, apenas compreender ou, pelo menos, respeitar os outros, pois, como diria o grande filósofo Voltaire: ‘Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las’.” (linhas 31 a 33), as palavras em destaque exprimem, respectivamente, relação semântica de
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Q1332368 Português


   Dentre as frases abaixo, assinale aquela cuja vírgula tem o mesmo valor da empregada no trecho “Xururuca, vim fazer uma coisa.” (linha 11).

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Q1332365 Português
TEXTO 4
Como as aves,
as pessoas são diferentes em seus voos,
mas iguais no direito de voar.
https://hr pinlerest.com/pin/585819864004267583/ 

TEXTO 5 


0 trecho “mas iguais no direito de voar", constante do texto 4, pode ser substituído sem alteração de sentido, por:
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Q1332364 Português
TEXTO 4
Como as aves,
as pessoas são diferentes em seus voos,
mas iguais no direito de voar.
https://hr pinlerest.com/pin/585819864004267583/ 

TEXTO 5 


No contexto do texto 4, as palavras “como" e “mas" apresentam, respectivamente, relações de:
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Q1327634 Português

TEXTO IV

Fonte: http://emrccolegiodelamas.blogspot.com/2015/12/passagem-de-ano-com-humor-para-pensar.html

Na tirinha, Manoelito e Mafalda dialogam sobre expectativas para um ano vindouro. A partir da análise das duas falas, é incorreto afirmar que:
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Q1327625 Português
TEXTO I
CORRUPÇÃO CULTURAL OU ORGANIZADA?
Renato Janine Ribeiro
    Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política − por sinal, praticada por gente eleita por nós.

    Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei, outras, não.

    Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção "cultural", pequena, disseminada − que mencionei acima − não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).

    Chamei-a de "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura. 

    Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos − e mal deixa rastros. A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.

    Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor − gastos não republicanos − montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.

    O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção "cultural"), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.

    Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade. 

    Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia − e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.

    Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna "blasé". Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.

    Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.

    Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, a uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.

    A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, "atrasado". Porém, se pensarmos que corrupção mata − porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança −, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2806200909.htm#_=_
Glossário:
Blasé: entediado, indiferente.
Marque a alternativa em que há uma oração subordinada adjetiva:
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Q1327624 Português
TEXTO I
CORRUPÇÃO CULTURAL OU ORGANIZADA?
Renato Janine Ribeiro
    Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política − por sinal, praticada por gente eleita por nós.

    Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei, outras, não.

    Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção "cultural", pequena, disseminada − que mencionei acima − não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).

    Chamei-a de "corrupção cultural" pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura. 

    Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos − e mal deixa rastros. A corrupção "cultural" é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.

    Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor − gastos não republicanos − montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.

    O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção "cultural"), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.

    Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade. 

    Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia − e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.

    Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna "blasé". Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.

    Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.

    Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, a uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.

    A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, "atrasado". Porém, se pensarmos que corrupção mata − porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança −, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções "culturais" nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2806200909.htm#_=_
Glossário:
Blasé: entediado, indiferente.
Marque a alternativa em que poderia haver uma preposição antes da palavra que, sublinhada abaixo:
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Q1327616 Português
Considerando o contexto do poema, no verso "Enquanto ele procura água para beber‖"(verso 7), o vocábulo destacado poderia ser trocado, sem alteração de sentido, por
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Q1327615 Português
A palavra destacada no trecho "e um monte de gente fazendo compras" (verso 6) estabelece, no contexto em que foi utilizada, uma relação de 
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Q1017022 Português

               Empresas de tecnologia querem lei federal de privacidade nos EUA


      As leis de privacidade pelo mundo afetaram em cheio as empresas de tecnologia desde o início do ano. Só no primeiro semestre, a União Europeia e o Estado da Califórnia, nos EUA, criaram leis para proteger os dados pessoais de seus cidadãos. Agora, na tentativa de driblar as novas regras, companhias de tecnologia estão estudando formas de criar uma lei federal americana que atenda a seus interesses.

      O movimento teve início em maio, quando a Europa começou a aplicar sua nova lei (GDPR, na sigla em inglês) que permite que as pessoas solicitem seus dados e restringe a forma como as empresas obtêm e lidam com informações.

      Em junho, foi a vez da Califórnia fazer o mesmo, estabelecendo um parâmetro de privacidade para os EUA. Agora, as principais empresas de tecnologia estão indo para a ofensiva. Nos últimos meses, o Facebook, o Google, a IBM, a Microsoft e outros pressionaram agressivamente as autoridades na administração Trump para começar a delinear uma lei federal de privacidade. A lei teria um duplo objetivo: ela iria se sobrepor à lei da Califórnia e, ao mesmo tempo, daria às empresas ampla margem de manobra sobre como as informações digitais pessoais eram tratadas.

            (Cecília Kang, do The New York Times. Estado de S.Paulo, 29.08.2018)

Com a substituição do termo destacado na frase “Agora, na tentativa de driblar as novas regras...”, a redação está correta quanto à regência verbal, em conformidade com a norma-padrão da língua, em:
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Q1017020 Português

               Empresas de tecnologia querem lei federal de privacidade nos EUA


      As leis de privacidade pelo mundo afetaram em cheio as empresas de tecnologia desde o início do ano. Só no primeiro semestre, a União Europeia e o Estado da Califórnia, nos EUA, criaram leis para proteger os dados pessoais de seus cidadãos. Agora, na tentativa de driblar as novas regras, companhias de tecnologia estão estudando formas de criar uma lei federal americana que atenda a seus interesses.

      O movimento teve início em maio, quando a Europa começou a aplicar sua nova lei (GDPR, na sigla em inglês) que permite que as pessoas solicitem seus dados e restringe a forma como as empresas obtêm e lidam com informações.

      Em junho, foi a vez da Califórnia fazer o mesmo, estabelecendo um parâmetro de privacidade para os EUA. Agora, as principais empresas de tecnologia estão indo para a ofensiva. Nos últimos meses, o Facebook, o Google, a IBM, a Microsoft e outros pressionaram agressivamente as autoridades na administração Trump para começar a delinear uma lei federal de privacidade. A lei teria um duplo objetivo: ela iria se sobrepor à lei da Califórnia e, ao mesmo tempo, daria às empresas ampla margem de manobra sobre como as informações digitais pessoais eram tratadas.

            (Cecília Kang, do The New York Times. Estado de S.Paulo, 29.08.2018)

O termo destacado na frase “... criaram leis para proteger os dados pessoais de seus cidadãos.” expressa
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Q1017016 Português

      Carteira de motorista terá formato de cartão de crédito e recursos antifraude


      A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vai mudar de formato e de material em 2019. No lugar do papel-moeda entra o plástico, com mais recursos antifraude. O processo de obtenção deve ser simplificado.

      Na proposta que está sendo estudada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), os motoristas terão que fazer exames médicos a cada cinco anos, sem que seja necessário pagar taxa, apresentar documentação e tirar outra foto no Detran, para receber outra CNH, como acontece hoje. Após o condutor completar 55 anos, a periodicidade dos exames cai para dois anos e meio. A partir dos 70 anos, passam a ser feitos anualmente.

      A nova regra só será possível com a adoção de tecnologias de segurança. Conforme a Resolução 718 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a nova carteira terá o formato de um cartão de crédito e reunirá dados cadastrais do motorista tanto na parte impressa quanto na memória digital. A ideia é que as informações possam ser lidas por smartphones dotados de aplicativos desenvolvidos para agentes de trânsito.

      Sérgio Yoshioka, mestre em engenharia da computação, afirma que unir dados biométricos e cadastrais que possam ser lidos digitalmente praticamente elimina as possibilidades de fraude.

      O especialista diz que seria importante utilizar tecnologia de leitura facial, a mesma já disponível em alguns celulares. Com isso, não haveria a necessidade de apresentar o documento em uma blitz, por exemplo.

      O Departamento Nacional de Trânsito diz que “as empresas que produzirão as carteiras serão previamente credenciadas e posteriormente habilitadas pelos Detrans, seguindo o mesmo modelo de negócio atual”. Esse processo ainda não teve início.

      O cronograma publicado pelo Contran prevê que as novas carteiras sejam emitidas a partir de janeiro, mas são esperados atrasos.

                                  (Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo, 25.08.2018. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a redação escrita a partir do texto está correta quanto à concordância das palavras, de acordo com a norma-padrão da língua.
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Q998172 Português

            No outro dia Macunaíma pulou cedo na ubá e deu uma chegada até a foz do rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá. Deixou-a bem na ponta dum mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas. Voltou pro lugar onde os manos esperavam e no pino do dia os três rumaram pra margem esquerda da Sol.

            Muitos casos sucederam nessa viagem por caatingas rios corredeiras, gerais, corgos, corredores de tabatinga matos-virgens e milagres do sertão. Macunaíma vinha com os dois manos pra São Paulo. [...]

            Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que-nem a marca dum pé-gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.

            Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém, a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:

            – Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.

            Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifava toda a água encantada pra fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na água santa. Macunaíma teve dó e consolou:

            – Não se avexe, mano Maanape, não se avexe não, mais sofreu nosso tio Judas!” 

(Mario de Andrade. Macunaima. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.
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Q998171 Português

            No outro dia Macunaíma pulou cedo na ubá e deu uma chegada até a foz do rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá. Deixou-a bem na ponta dum mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas. Voltou pro lugar onde os manos esperavam e no pino do dia os três rumaram pra margem esquerda da Sol.

            Muitos casos sucederam nessa viagem por caatingas rios corredeiras, gerais, corgos, corredores de tabatinga matos-virgens e milagres do sertão. Macunaíma vinha com os dois manos pra São Paulo. [...]

            Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho. Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que-nem a marca dum pé-gigante. Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco loiro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.

            Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém, a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:

            – Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.

            Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifava toda a água encantada pra fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na água santa. Macunaíma teve dó e consolou:

            – Não se avexe, mano Maanape, não se avexe não, mais sofreu nosso tio Judas!” 

(Mario de Andrade. Macunaima. Adaptado)

Assinale a alternativa com trecho do texto caracterizado por período composto por coordenação.
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Q998168 Português

O CARPINA FALA COM O RETIRANTE QUE ESTEVE DE FORA, SEM TOMAR PARTE EM NADA

– Severino retirante,

deixe agora que lhe diga:

eu não sei bem a resposta

da pergunta que fazia,

se não vale mais saltar

fora da ponte e da vida;

nem conheço essa resposta,

se quer mesmo que lhe diga;

é difícil defender,

só com palavras, a vida,

ainda mais quando ela é

esta que vê, severina;

mas se responder não pude

à pergunta que fazia,

ela, a vida, a respondeu

com sua presença viva.

E não há melhor resposta

que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio,

que também se chama vida,

ver a fábrica que ela mesma,

teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco

em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena

a explosão, como a ocorrida;

mesmo quando é uma explosão

como a de há pouco, franzina;

mesmo quando é a explosão

de uma vida severina.

(João Cabral de Melo Neto. Poesias Completas)

No verso – ver a fábrica que ela mesma, / teimosamente, se fabrica, –, o termo destacado é um adjetivo, concordando com a palavra que acompanha. Essa mesma concordância ocorre com o termo destacado em:
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Q998165 Português

            Sinha Vitória tinha amanhecido nos seus azeites. Fora de propósito, dissera ao marido umas inconveniências a respeito da cama de varas. Fabiano, que não esperava semelhante desatino, apenas grunhira: – “Hum! hum!” E amunhecara, porque realmente mulher é bicho difícil de entender, deitarase na rede e pegara no sono. Sinha Vitória andara para cima e para baixo, procurando em que desabafar. Como achasse tudo em ordem, queixara-se da vida. E agora vingava-se em Baleia, dando-lhe um pontapé.

            Avizinhou-se da janela baixa da cozinha, viu os meninos, entretidos no barreiro, sujos de lama, fabricando bois de barro, que secavam ao sol, sob o pé de turco, e não encontrou motivo para repreendê-los. Pensou de novo na cama de varas e mentalmente xingou Fabiano. Dormiam naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro, como outras pessoas.

            Fazia mais de um ano que falava nisso ao marido. Fabiano a princípio concordara com ela, mastigara cálculos, tudo errado. Tanto para o couro, tanto para a armação. Bem. Poderiam adquirir o móvel necessário economizando na roupa e no querosene. Sinha Vitória respondera que isso era impossível, porque eles vestiam mal, as crianças andavam nuas, e recolhiam-se todos ao anoitecer. Para bem dizer, não se acendiam candeeiros na casa. Tinham discutido, procurando cortar outras despesas. [...]

            Um mormaço levantava-se da terra queimada. Estremeceu lembrando-se da seca, o rosto moreno desbotou, os olhos pretos arregalaram-se. Diligenciou afastar a recordação, temendo que ela virasse realidade. Rezou baixinho uma avemaria, já tranquila, a atenção desviada para um buraco que havia na cerca do chiqueiro das cabras. Esfarelou a pele de fumo entre as palmas das mãos grossas, encheu o cachimbo de barro, foi consertar a cerca.

(Graciliano Ramos. Vidas Secas. Adaptado) 

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de regência.
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Q998163 Português

            Sinha Vitória tinha amanhecido nos seus azeites. Fora de propósito, dissera ao marido umas inconveniências a respeito da cama de varas. Fabiano, que não esperava semelhante desatino, apenas grunhira: – “Hum! hum!” E amunhecara, porque realmente mulher é bicho difícil de entender, deitarase na rede e pegara no sono. Sinha Vitória andara para cima e para baixo, procurando em que desabafar. Como achasse tudo em ordem, queixara-se da vida. E agora vingava-se em Baleia, dando-lhe um pontapé.

            Avizinhou-se da janela baixa da cozinha, viu os meninos, entretidos no barreiro, sujos de lama, fabricando bois de barro, que secavam ao sol, sob o pé de turco, e não encontrou motivo para repreendê-los. Pensou de novo na cama de varas e mentalmente xingou Fabiano. Dormiam naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro, como outras pessoas.

            Fazia mais de um ano que falava nisso ao marido. Fabiano a princípio concordara com ela, mastigara cálculos, tudo errado. Tanto para o couro, tanto para a armação. Bem. Poderiam adquirir o móvel necessário economizando na roupa e no querosene. Sinha Vitória respondera que isso era impossível, porque eles vestiam mal, as crianças andavam nuas, e recolhiam-se todos ao anoitecer. Para bem dizer, não se acendiam candeeiros na casa. Tinham discutido, procurando cortar outras despesas. [...]

            Um mormaço levantava-se da terra queimada. Estremeceu lembrando-se da seca, o rosto moreno desbotou, os olhos pretos arregalaram-se. Diligenciou afastar a recordação, temendo que ela virasse realidade. Rezou baixinho uma avemaria, já tranquila, a atenção desviada para um buraco que havia na cerca do chiqueiro das cabras. Esfarelou a pele de fumo entre as palmas das mãos grossas, encheu o cachimbo de barro, foi consertar a cerca.

(Graciliano Ramos. Vidas Secas. Adaptado) 

Considere as passagens do texto:

• Como achasse tudo em ordem, queixara-se da vida. (1º parágrafo);  ... Dormiam naquilo, tinham-se acostumado, mas seria mais agradável dormirem numa cama de lastro de couro, como outras pessoas. (2º parágrafo).

De acordo com a norma-padrão, as orações em destaque reportam

Alternativas
Respostas
1281: E
1282: B
1283: E
1284: A
1285: D
1286: E
1287: E
1288: C
1289: B
1290: C
1291: E
1292: D
1293: B
1294: A
1295: D
1296: B
1297: B
1298: A
1299: E
1300: A