Questões Militares
Sobre sintaxe em português
Foram encontradas 3.315 questões
Assinalar a opção que contém uma informação CORRETA sobre o período abaixo.
“A legislação brasileira (LDBEN 9394/96) busca garantir que a inclusão escolar permita
que as crianças, que apresentam algum tipo de necessidade especial, possam se socializar,
desenvolver suas capacidades pessoais e aprimorar sua inteligência emocional." (L. 5/7)
TEXTO VI
Heróis na Vida Real
Vanessa Guimarães
A palavra herói originou-se na Grécia antiga e era muito utilizada para nomear as divindades idolatradas pelos gregos que representavam os valores e as crendices do povo. Aquelas figuras, que se destacavam por atos de coragem, com valores e ações extraordinárias, principalmente feitos brilhantes durante guerras e batalhas, eram consideradas heróis.
A mitologia e as lendas deram origem a personagens fictícios que se misturam com a realidade e muitas vezes são referenciados e adorados por diferentes povos, perpetuando-se nas histórias e na memória de crianças e adultos de diversas gerações. Os livros, desenhos e filmes ajudam a manter vivas as histórias criadas há séculos.
Muitas vezes citamos exemplos fantasiosos e irreais para exemplificar e ilustrar fatos cotidianos, nos esquecendo de personagens reais, que existem em nossa sociedade e que trabalham ou trabalharam arduamente para tornar nosso país e nosso mundo um lugar melhor para se viver.
O lugar de princesas, príncipes, personagens com capas, máscaras e roupas bem desenhadas e coloridas é nos gibis, nas fábulas e nos cinemas. Já os heróis de verdade, que são pessoais reais e viveram ou vivem no meio de seu povo, podem ser classificados com simples palavras como dedicação, igualdade, luta, suor, trabalho, reflexão, educação e informação. São eles os responsáveis por mudanças de comportamento, rupturas de culturas, quebras de paradigmas e desenvolvimento de novos hábitos e pensamentos. Muitos ultrapassaram barreiras sociais e antropológicas de .uma época, lutaram contra políticos e culturas e até arriscaram suas vidas para romper dogmas,, preconceitos, políticas antiquadas e formas de administrar atrasadas, desrespeitosas e cruéis.
Os heróis de verdade se tornam imortais através de seus projetos, ações e lutas, deixando legados e lições importantes através da história. Citarei alguns dos líderes que me cativaram e que, ao meu ver, transformaram tudo e todos ao seu redor através de suas atitudes e da forma de se comunicar.
Símbolo da paz e defensor do uso de armas pacíficas para protestar, Mahatma Ghandi foi um líder pacifista que lutou pela independência da índia, país que era colonizado pela Inglaterra. Sua principal arma de resistência pacífica à dominação do império britânico foi um longo jejum.
Nelson Mandela foi um advogado e o primeiro presidente da África do Sul (1994-1999). Durante toda a sua vida ele lutou pela liberdade, justiça e democracia em seu país. Ficou 27 anos na prisão e só foi libertado após uma campanha internacional a favor de sua liberdade, em 1990. Ele lutou contra o regime do Apartheid, um sistema racista que se iniciou em 1948. "Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele", discursou o ativista político estadunidense e pastor Martin Luther Kiug Jr. em 1963. [...]
A "Santa das Sarjetas" Anjezê Gonxhe Bojaxhiu, mais conhecida como Madre Teresa de Calcutá, que foi canonizada em setembro de 2016 pela Igreja Católica, foi uma missionária religiosa de etnia albanesa, naturalizada indiana. A "padroeira dos pobres e necessitados" fundou a congregação religiosa Missionárias da Caridade, que ajudou milhares de pobres, sem-teto e doentes em fase terminal que não possuíam condições financeiras de pagar seu tratamento. [...] O atual Dalai Lama Tenzin Gyaíso é o líder espiritual do budismo tibetano, monge e doutor em filosofia budista. 0 14° Dalai Lama é o líder espiritual e o porta-voz do povo tibetano e sua missão é estabelecer o diálogo, a harmonia, paz e compaixão mundial na atualidade. [...]
A estudante e ativista paquistanesa Malala Yousafzaifoi baleada pelo Talibã com apenas 15 anos, por lutar publicamente a favor da educação feminina no Paquistão, onde os direitos dos homens são diferentes dos das mulheres. Ao desafiar a política pública nacional, escrever para veículos de comunicação regionais e internacionais, e ainda participar de palestras, seminários e até entrevistas para redes de televisão, a estudante e sua família receberam ameaças de grupos de talibãs. "Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas. A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar", disse Malala em seu discurso na Assembléia de Jovens da ONU (Organizações das Nações Unidas). [...]
Essas pessoas despertam em nós a certeza de que somos capazes e de que podemos ir além. Ler sobre a história de vida e de luta de cada um deles nos motiva. Vamos seguir adiante tendo em mente esses ensinamentos e a visão de que podemos sempre nos transformar em pessoas e profissionais melhores, fazendo bem ao próximo. Sempre admirarei o exemplo desses grandes líderes, que são os nossos verdadeiros heróis. Seus .trajetos podem e devem ser passados adiante. Todos nós queremos ser tratados com respeito, educação e ética, só que muitas vezes é mais fácil cobrar do outro do que nos esforçar para mudar a nós mesmos. Ajudemos as pessoas ao nosso redor, independente de quem seja, sem esperar nada em troca, apenas plantando uma pequena semente que um dia germinará e se multiplicará.
Fonte: http://obviousmag.ors/cult e cia/2016/10/herois-da-vida-real.html. Acesso em: 15/10/2018. (Adaptado)
Glossário:
Dogma: é uma crença ou doutrina estabelecida de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerada um ponto fundamental e indiscutível de uma crença.
Paradigma: um exemplo que serve como modelo, padrão.
I - Evidencia-se a ocorrência de uma oração subordinada substantiva completiva nominal. II - A palavra que grifada poderia ser substituída por as quais. III - A substituição de despertam por provocam implicaria alteração de regência.
Qual(is) está(ao) correta(s)?
TEXTO II
O texto abaixo é uma composição de Jorge Vercillo, cantor de MPB, com mais de 4,5 milhões de CDs e DVDs vendidos. Lançado em 2005, Elo é um álbum em que consta “Homem-Aranha”.
Homem-Aranha
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
Saltando entre os edifícios
Vi você!...
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia
Te fez refém
Lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista...
Me joguei de onde o céu arranha
Te salvando com a minha teia
Prazer!
Me chamam de Homem-Aranha
Seu herói!...
Hoje o herói aguenta o peso
Das compras do mês
No telhado, ajeitando
A antena da tevê
Acordado a noite inteira
Pra ninar bebê...
Chega de bandido pra prender
De bala perdida pra deter
Eu tenho uma ideia:
Você na minha teia...
Chega de assalto pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
N
essa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
(...)
Tenho um grande golpe pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
TEXTO II
O texto abaixo é uma composição de Jorge Vercillo, cantor de MPB, com mais de 4,5 milhões de CDs e DVDs vendidos. Lançado em 2005, Elo é um álbum em que consta “Homem-Aranha”.
Homem-Aranha
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
Saltando entre os edifícios
Vi você!...
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia
Te fez refém
Lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista...
Me joguei de onde o céu arranha
Te salvando com a minha teia
Prazer!
Me chamam de Homem-Aranha
Seu herói!...
Hoje o herói aguenta o peso
Das compras do mês
No telhado, ajeitando
A antena da tevê
Acordado a noite inteira
Pra ninar bebê...
Chega de bandido pra prender
De bala perdida pra deter
Eu tenho uma ideia:
Você na minha teia...
Chega de assalto pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
N
essa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...
(...)
Tenho um grande golpe pra impedir
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande ideia:
Você na minha teia...
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
Que me pegou na veia
Eu tô na tua teia...

Herói na contemporancidade
Quando eu era criança, passava todo o tempo desenhando super-heróis.
Recorro ao historiador de mitologia Joseph Campbell, que diferenciava as duas figuras públicas: o herói (figura pública antiga) e a celebridade (a figura pública moderna). Enquanto a celebridade se populariza por viver para si mesma, o herói assim se tornava por viver servindo sua comunidade. Todo super-herói deve atravessar alguma via-crúcis. Gandlii, líder pacifista indiano, disse que, quanto maior nosso sacrifício, maior será nossa conquista. Como Hércules, como Batman,
Toda história em quadrinhos traz em si alguma coisa de industrial e marginal, ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. Os filmes de super-herói, ainda que transpondo essa cultura para a grande e famigerada indústria, realizam uma outra façanha, que provavelmente sem eles não ocorrería: a formação de novas mitologias reafirmando os mesmos ideais heroicos da Antiguidade para o homem moderno. O cineasta italiano Fellini afirmou uma vez que Stan Lee, o criador da editora, Marvel e de diversos heróis populares, era o Homero dos quadrinhos.
Toda boa história de super-herói é uma história de exclusão social. Homem-Aranha é um nerd, Hulk é um monstro amaldiçoado, Demolidor é um deficiente, os X-Men. são indivíduos excepcionais, Batman é um órfão, Super-Homem é um alienígena expatriado.. São - todos símbolos da solidão, da sobrevivência e da abnegação humana. Não se ama um herói pelos seus poderes, mas pela sua dor. Nossos olhos podem até se voltar a eles por suas habilidades fantásticas, mas é na humanidade que eles crescem dentro do gosto popular. Os super-heróis que não sofrem ou simplesmente trabalham para o sistema vigente tendem a se tornar meio bobos, como o Tocha-Humana ou o Capitão América.
Hulk e Homem-Aranha são seres que criticam a inconsequência da ciência, com sua energia atômica e suas experiências genéticas. Os X-Men nos advertem para a educação inclusiva. Super-Homem é aquele que mais se aproxima de Jesus Cristo, e por isso talvez seja o mais popular de todos, em seu sacrifício solitário em defesa dos seres humanos, mas também tem algo de Aquiles, com seu calcanhar que é a kriptonita. Humano e super-herói, como Gandhi.
Não houve nenhuma literatura que tenha me marcado mais do que essas histórias em quadrinhos. Eu raramente as leio hoje em dia, mas quando assisto a bons filmes de super-heróis, eu lembro que todos temos um lado ingênuo e bom, que pode ser capaz de suportar a dor da solidão por um princípio.
CHUÍ, Fernando.Disponível em: http://feniandochui.blogspot.com. Acesso em: 20/09/2018. (Adaptado)
Glossário:
Via-críicis: Série de 14 quadros que representam a caminhada de Jesus carregando a cruz e retratam seu sofrimento nas horas
que antecederam seu julgamento e sua execução. [Por Extensão] Conjunto de experiências dolorosas, teníveis, dramáticas;
martírio, tormento. Etimologia (origem da palavra via-crúcis): Do latim via Crucis, "caminho da cruz".
TEXTO 02
Confrontos
Que é o Brasil entre os povos contemporâneos? Que são os brasileiros? [...]
Nós, brasileiros, [...] somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi um crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos oriundos da mestiçagem vive por séculos sem consciência de si, afundada na ninguendade. Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros. Um povo, até hoje, em ser, na dura busca de seu destino.
[...]
É de assinalar que, apesar de feitos pela fusão de matrizes tão diferenciadas, os brasileiros são, hoje, um dos povos mais homogêneos linguística e culturalmente e também um dos mais integrados socialmente da Terra. Falam uma mesma língua, sem dialetos. Não abrigam nenhum contingente reivindicativo de autonomia, nem se apegam a nenhum passado. Estamos abertos é para o futuro. [...]
O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso autossustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro; a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 409- 411. (Coleção Companhia de Bolso). (Fragmento).
TEXTO 02
Confrontos
Que é o Brasil entre os povos contemporâneos? Que são os brasileiros? [...]
Nós, brasileiros, [...] somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi um crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos oriundos da mestiçagem vive por séculos sem consciência de si, afundada na ninguendade. Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros. Um povo, até hoje, em ser, na dura busca de seu destino.
[...]
É de assinalar que, apesar de feitos pela fusão de matrizes tão diferenciadas, os brasileiros são, hoje, um dos povos mais homogêneos linguística e culturalmente e também um dos mais integrados socialmente da Terra. Falam uma mesma língua, sem dialetos. Não abrigam nenhum contingente reivindicativo de autonomia, nem se apegam a nenhum passado. Estamos abertos é para o futuro. [...]
O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso autossustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro; a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 409- 411. (Coleção Companhia de Bolso). (Fragmento).
TEXTO 02
Confrontos
Que é o Brasil entre os povos contemporâneos? Que são os brasileiros? [...]
Nós, brasileiros, [...] somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi um crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos oriundos da mestiçagem vive por séculos sem consciência de si, afundada na ninguendade. Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros. Um povo, até hoje, em ser, na dura busca de seu destino.
[...]
É de assinalar que, apesar de feitos pela fusão de matrizes tão diferenciadas, os brasileiros são, hoje, um dos povos mais homogêneos linguística e culturalmente e também um dos mais integrados socialmente da Terra. Falam uma mesma língua, sem dialetos. Não abrigam nenhum contingente reivindicativo de autonomia, nem se apegam a nenhum passado. Estamos abertos é para o futuro. [...]
O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso autossustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro; a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 409- 411. (Coleção Companhia de Bolso). (Fragmento).
TEXTO 02
Confrontos
Que é o Brasil entre os povos contemporâneos? Que são os brasileiros? [...]
Nós, brasileiros, [...] somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi um crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos oriundos da mestiçagem vive por séculos sem consciência de si, afundada na ninguendade. Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros. Um povo, até hoje, em ser, na dura busca de seu destino.
[...]
É de assinalar que, apesar de feitos pela fusão de matrizes tão diferenciadas, os brasileiros são, hoje, um dos povos mais homogêneos linguística e culturalmente e também um dos mais integrados socialmente da Terra. Falam uma mesma língua, sem dialetos. Não abrigam nenhum contingente reivindicativo de autonomia, nem se apegam a nenhum passado. Estamos abertos é para o futuro. [...]
O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso autossustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro; a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 409- 411. (Coleção Companhia de Bolso). (Fragmento).
Inimigos
O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era "Quequinha". Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
- Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
- Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu iado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
- A mulher aqui...
Ou, às vezes:
- Esta mulherzinha...
Mas nunca mais Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. 6 tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por "Eia”.
- Ela odeia o Charles Bronson.
- Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de E/a,ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer "essa aí” e a apontar com o queixo.
- Essa ai...
E apontava com o queixo, até curvando a boca com certo desdém.
(O tempo, o tempo; O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...) Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz meneio de lado com a cabeça e diz:
-Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 70-71.
Inimigos
O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era "Quequinha". Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
- Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
- Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu iado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
- A mulher aqui...
Ou, às vezes:
- Esta mulherzinha...
Mas nunca mais Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. 6 tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por "Eia”.
- Ela odeia o Charles Bronson.
- Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de E/a,ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer "essa aí” e a apontar com o queixo.
- Essa ai...
E apontava com o queixo, até curvando a boca com certo desdém.
(O tempo, o tempo; O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...) Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz meneio de lado com a cabeça e diz:
-Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 70-71.
Inimigos
O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era "Quequinha". Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
- Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
- Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu iado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
- A mulher aqui...
Ou, às vezes:
- Esta mulherzinha...
Mas nunca mais Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. 6 tempo usa armas químicas.)
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por "Eia”.
- Ela odeia o Charles Bronson.
- Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de E/a,ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer "essa aí” e a apontar com o queixo.
- Essa ai...
E apontava com o queixo, até curvando a boca com certo desdém.
(O tempo, o tempo; O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...) Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz meneio de lado com a cabeça e diz:
-Aquilo...
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 70-71.
A regência do verbo “referir" em "[...] Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela [„.]“(l.9) foi empregada de acordo com a norma-padrão.
Assinale a opção em que a regência verbal também está correta.
15 e
16) - as duas
orações destacadas são subordinadas reduzidas de infinitivo e classificam-se, respectivamente, como Observe o trecho: “Tem gente que esperou tanto o prato ficar pronto que morreu antes. Com
fome.” (Texto 1,
13 e
14)
Assinale a alternativa em que, unindo-se os dois enunciados, seja mantido o significado lógico do contexto, sem desrespeitar as normas da língua padrão.
Assinale a alternativa que pode substituir, corretamente, o trecho sublinhado, sem alteração de seu valor semântico-discursivo.
“Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim [...]” (Texto 2,
8)
Assinale a opção que contenha um termo que exerça a mesma função sintática do que está destacado na frase abaixo, extraída do texto 1:
“Providência simples, que acrescenta doçura.” (
8)
Leia o texto IV para responder ao item.
TEXTO IV
ISSO SIM QUE E VIDA BOA
Eu queria ser de circo
Ai, que vida originai!
Trabalhar todas as noites,
Divertindo o pessoal.
Os aplausos da platéia,
Toda aquela vibração,
Sempre novas gargalhadas,
Sempre mais animação.
Eu queria ser do circo,
conhecer os bastidores,
que a platéia nunca vê,
ver de perto os domadores,
dar comida ao chimpanzé,
ver a cama do anão,
ver as focas amestradas,
ver a jaula do leão,
ver a cara do palhaço,
sem pintura e fantasia,
e ver se a mulher barbada
faz a barba todo dia.


