Questões Militares Sobre sintaxe em português

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Q2350462 Português
Texto 1A1-I


          Atitudes de confiança em relação a situações, pessoas ou sistemas específicos, e também num nível mais geral, estão diretamente ligadas à segurança psicológica dos indivíduos e dos grupos. Confiança e segurança, risco e perigo, existem em conjunções historicamente únicas nas condições da modernidade. Os mecanismos de desencaixe, por exemplo, garantem amplas arenas de segurança relativa na atividade social diária. Pessoas que vivem em países industrializados, e em certa medida em qualquer lugar hoje, estão geralmente protegidas contra alguns dos perigos enfrentados rotineiramente em tempos pré-modernos — como as forças da natureza. Por outro lado, novos riscos e perigos, tanto locais quanto globais, são criados pelos próprios mecanismos de desencaixe. Comidas com ingredientes artificiais podem ter características tóxicas ausentes das comidas mais tradicionais; perigos ambientais podem ameaçar os ecossistemas da Terra como um todo.


Anthony Giddens. Modernidade e identidade. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002, p. 25 (com adaptações).
Em relação às estruturas linguísticas do texto 1A1-I, julgue os itens a seguir.

I O emprego do sinal indicativo de crase em “ligadas à segurança psicológica” (primeiro período) é facultativo.

II O travessão empregado após “pré-modernos” (quarto período) introduz uma exemplificação.

III O vocábulo “industrializados” (quarto período) é um adjetivo e funciona como adjunto adnominal no texto.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q4255986 Português
Assinale a alternativa que classifica, corretamente, nos parênteses, os termos em destaque.
Alternativas
Q4255984 Português
Leia o texto para responder à questão.

Mulheres na política reduzem a corrupção, diz estudo do Insper

        Lideranças públicas femininas têm até 35% menos chances de se envolverem em casos de corrupção do que as masculinas, enquanto líderes negros propõem três vezes mais leis e políticas públicas dedicadas à inclusão do que os não negros.
   
        Os dados são de um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Raciais do Insper, a pedido da Fundação Lemann. Os pesquisadores analisaram 95 estudos nacionais e internacionais sobre diversidade de gênero e raça na política e no mercado de trabalho. O levantamento mostra como políticas públicas podem ser mais efetivas quando grupos minoritários estão no poder.
    
        Segundo o líder de equidade racial da Fundação Lemann, “essas evidências são preciosas, no sentido de fazer as pessoas entenderem que ter mulheres e pessoas negras em posições de tomada de decisão é uma necessidade da nossa sociedade.”
   
        De acordo com o levantamento do Insper, a eleição de mulheres para cargos políticos repercute na redução da corrupção e do clientelismo nos postos do poder Executivo municipal.
    
        A relação entre representação feminina e menores níveis de corrupção já havia sido relatada por um outro levantamento que avaliou mais de 100 países em 2001. 
    
        Ainda segundo a pesquisa do Insper, mulheres em cargos de liderança política tendem a investir até 7% a mais do que homens em bens públicos como saúde e educação, diminuir em até 24% a mortalidade infantil.
   
        Líderes do sexo feminino apresentam maior preocupação em promover propostas e ações relacionadas à saúde voltadas a mulheres e crianças quando estão em legislaturas estaduais. Isso melhora a qualidade dos serviços de saúde pré-natal e infantil nos distritos onde são eleitas.
    
        Já pessoas negras eleitas tendem a propor o triplo de leis e políticas públicas dedicadas à inclusão do que lideranças não negras.
    
        Políticos negros também são mais propensos a responder à população, mesmo quando não houver possibilidade de ganho político, enquanto não negros tendem a responder menos quando não percebem vantagens envolvidas. Quando uma mulher se elege à prefeitura, um número maior de adolescentes do sexo feminino se registra para votar na eleição seguinte, mesmo que o voto seja facultativo. Se essas candidatas sofrerem uma derrota, o efeito é o contrário.

(Folha de S.Paulo, 20 de agosto de 2023. Adaptado)
Analise a seguinte passagem do último parágrafo do texto:
    Quando uma mulher se elege à prefeitura, um número maior de adolescentes do sexo feminino se registra para votar na eleição seguinte…
Com relação ao período, ao número de orações e à sua classificação tem-se:
Alternativas
Q4255983 Português
Leia o texto para responder à questão.

Mulheres na política reduzem a corrupção, diz estudo do Insper

        Lideranças públicas femininas têm até 35% menos chances de se envolverem em casos de corrupção do que as masculinas, enquanto líderes negros propõem três vezes mais leis e políticas públicas dedicadas à inclusão do que os não negros.
   
        Os dados são de um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Raciais do Insper, a pedido da Fundação Lemann. Os pesquisadores analisaram 95 estudos nacionais e internacionais sobre diversidade de gênero e raça na política e no mercado de trabalho. O levantamento mostra como políticas públicas podem ser mais efetivas quando grupos minoritários estão no poder.
    
        Segundo o líder de equidade racial da Fundação Lemann, “essas evidências são preciosas, no sentido de fazer as pessoas entenderem que ter mulheres e pessoas negras em posições de tomada de decisão é uma necessidade da nossa sociedade.”
   
        De acordo com o levantamento do Insper, a eleição de mulheres para cargos políticos repercute na redução da corrupção e do clientelismo nos postos do poder Executivo municipal.
    
        A relação entre representação feminina e menores níveis de corrupção já havia sido relatada por um outro levantamento que avaliou mais de 100 países em 2001. 
    
        Ainda segundo a pesquisa do Insper, mulheres em cargos de liderança política tendem a investir até 7% a mais do que homens em bens públicos como saúde e educação, diminuir em até 24% a mortalidade infantil.
   
        Líderes do sexo feminino apresentam maior preocupação em promover propostas e ações relacionadas à saúde voltadas a mulheres e crianças quando estão em legislaturas estaduais. Isso melhora a qualidade dos serviços de saúde pré-natal e infantil nos distritos onde são eleitas.
    
        Já pessoas negras eleitas tendem a propor o triplo de leis e políticas públicas dedicadas à inclusão do que lideranças não negras.
    
        Políticos negros também são mais propensos a responder à população, mesmo quando não houver possibilidade de ganho político, enquanto não negros tendem a responder menos quando não percebem vantagens envolvidas. Quando uma mulher se elege à prefeitura, um número maior de adolescentes do sexo feminino se registra para votar na eleição seguinte, mesmo que o voto seja facultativo. Se essas candidatas sofrerem uma derrota, o efeito é o contrário.

(Folha de S.Paulo, 20 de agosto de 2023. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta a frase reescrita em conformidade com a norma-padrão de concordância e de crase.
Alternativas
Q4255982 Português
Leia o texto para responder à questão.

Mulheres na política reduzem a corrupção, diz estudo do Insper

        Lideranças públicas femininas têm até 35% menos chances de se envolverem em casos de corrupção do que as masculinas, enquanto líderes negros propõem três vezes mais leis e políticas públicas dedicadas à inclusão do que os não negros.
   
        Os dados são de um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Raciais do Insper, a pedido da Fundação Lemann. Os pesquisadores analisaram 95 estudos nacionais e internacionais sobre diversidade de gênero e raça na política e no mercado de trabalho. O levantamento mostra como políticas públicas podem ser mais efetivas quando grupos minoritários estão no poder.
    
        Segundo o líder de equidade racial da Fundação Lemann, “essas evidências são preciosas, no sentido de fazer as pessoas entenderem que ter mulheres e pessoas negras em posições de tomada de decisão é uma necessidade da nossa sociedade.”
   
        De acordo com o levantamento do Insper, a eleição de mulheres para cargos políticos repercute na redução da corrupção e do clientelismo nos postos do poder Executivo municipal.
    
        A relação entre representação feminina e menores níveis de corrupção já havia sido relatada por um outro levantamento que avaliou mais de 100 países em 2001. 
    
        Ainda segundo a pesquisa do Insper, mulheres em cargos de liderança política tendem a investir até 7% a mais do que homens em bens públicos como saúde e educação, diminuir em até 24% a mortalidade infantil.
   
        Líderes do sexo feminino apresentam maior preocupação em promover propostas e ações relacionadas à saúde voltadas a mulheres e crianças quando estão em legislaturas estaduais. Isso melhora a qualidade dos serviços de saúde pré-natal e infantil nos distritos onde são eleitas.
    
        Já pessoas negras eleitas tendem a propor o triplo de leis e políticas públicas dedicadas à inclusão do que lideranças não negras.
    
        Políticos negros também são mais propensos a responder à população, mesmo quando não houver possibilidade de ganho político, enquanto não negros tendem a responder menos quando não percebem vantagens envolvidas. Quando uma mulher se elege à prefeitura, um número maior de adolescentes do sexo feminino se registra para votar na eleição seguinte, mesmo que o voto seja facultativo. Se essas candidatas sofrerem uma derrota, o efeito é o contrário.

(Folha de S.Paulo, 20 de agosto de 2023. Adaptado)
A expressão em destaque está substituída nos parênteses em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q4255975 Português
Leia trecho da obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas, para responder à questão.

        Ora, daquela vez, como da outra, Fabiano ajustou o gado, arrependeu-se, enfim deixou a transação meio apalavrada e foi consultar a mulher. Sinhá Vitória mandou os meninos para o barreiro, sentou-se na cozinha, concentrou-se, distribuiu no chão as sementes de várias espécies, realizou somas e diminuições. No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao fechar o negócio notou que as operações de sinhá Vitória, como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e obteve a explicação habitual: a diferença era proveniente de juros.
    
        Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que ele era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como escravo e nunca arranjar carta de alforria!
    
        O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.
   
        Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não. Se havia dito palavra à toa, pedia desculpa. Era bruto, não fora ensinado. Atrevimento não tinha, conhecia o seu lugar. Ia lá puxar questão com gente rica? Bruto, sim senhor, mas sabia respeitar os homens. Devia ser ignorância da mulher, provavelmente devia ser ignorância da mulher. [...] Não podia dizer em voz alta que aquilo era um furto, mas era. Tomavam-lhe o gado quase de graça e ainda inventavam juro. Que juro! O que havia era safadeza.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, São Paulo, Martins. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase reescrita atende à norma-padrão de regência.
Alternativas
Q4255973 Português
Leia trecho da obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas, para responder à questão.

        Ora, daquela vez, como da outra, Fabiano ajustou o gado, arrependeu-se, enfim deixou a transação meio apalavrada e foi consultar a mulher. Sinhá Vitória mandou os meninos para o barreiro, sentou-se na cozinha, concentrou-se, distribuiu no chão as sementes de várias espécies, realizou somas e diminuições. No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao fechar o negócio notou que as operações de sinhá Vitória, como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e obteve a explicação habitual: a diferença era proveniente de juros.
    
        Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que ele era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como escravo e nunca arranjar carta de alforria!
    
        O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.
   
        Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não. Se havia dito palavra à toa, pedia desculpa. Era bruto, não fora ensinado. Atrevimento não tinha, conhecia o seu lugar. Ia lá puxar questão com gente rica? Bruto, sim senhor, mas sabia respeitar os homens. Devia ser ignorância da mulher, provavelmente devia ser ignorância da mulher. [...] Não podia dizer em voz alta que aquilo era um furto, mas era. Tomavam-lhe o gado quase de graça e ainda inventavam juro. Que juro! O que havia era safadeza.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, São Paulo, Martins. Adaptado)
Leia as passagens do texto.
    No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao fechar o negócio notou que... (1º parágrafo)     Trabalhar como escravo e nunca arranjar carta de alforria! (2º parágrafo)    Se havia dito palavra à toa, pedia desculpa. (4º parágrafo)
Os termos em destaque estabelecem, correta e respectivamente, entre as orações, relação de sentido de 
Alternativas
Q3232280 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



Incêndios Florestais e Aquecimento Global


Airton Bodstein


   Todos aqueles que acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional. De acordo com o Ministério da Ecologia francês, o país tem, em média, 4 mil incêndios florestais por ano, sendo 90% provocados por atividade humana, geralmente por desconhecimento dos riscos ou imprudência; desse total, 10% são criminosos.

    Entretanto, os incêndios florestais podem também ocorrer devido a causas naturais. A queda de um raio sobre uma vegetação seca pode provocar um incêndio localizado, mas, se houver ventos fortes e baixa umidade do ar, pode rapidamente se espalhar, dependendo da topografia do terreno, de forma a atingir grandes áreas de vegetação e até zonas habitadas. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os raios ocorrem durante o período de chuvas que podem dificultar a propagação do fogo.

    Os incêndios florestais se caracterizam por um fogo intenso fora de controle, capaz de produzir graves danos ao meio ambiente pela destruição da vegetação nativa, liberação de grande quantidade de fumaça com gases tóxicos, além de provocar a morte de muitos animais selvagens. Quando ocorrem nas proximidades de áreas habitadas, podem destruir casas e outras instalações, causar a morte de animais domésticos e colocar em risco a vida de pessoas, que, por qualquer razão, não tenham sido evacuadas a tempo; ou ainda provocar sérios acidentes rodoviários por falta de visibilidade nas estradas ocasionada pela fumaça intensa. Aviões e helicópteros utilizados no combate a incêndios também já sofreram acidentes, bem como outros veículos, voluntários e bombeiros que foram cercados pelas chamas em função da mudança repentina de direção dos ventos. O tipo de vegetação também pode influenciar na propagação do fogo. Algumas plantas produzem óleos que atuam como combustível, aumentando a disseminação das chamas. Nos períodos de calor intenso, nos quais aumentam as emissões de radiações UV, pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca produzindo fogo, sem intervenção humana. Os grandes incêndios florestais podem provocar a morte de muitas pessoas, mas o calor intenso, nas áreas urbanas, produz um número bem maior de vítimas. Neste verão europeu, já perderam a vida, por excesso de calor, mais de 1.700 pessoas, segundo o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os mais vulneráveis são os bebês, as crianças e os idosos.

    O verão, no hemisfério norte, neste ano, vem apresentando temperaturas muito elevadas, bem acima das médias de verões anteriores naqueles países, superando recordes de séculos. Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos têm sido submetidos a temperaturas que ultrapassam os 40ºC e que têm causado mortes por calor e incêndios florestais. No dia 16 de julho deste ano, a agência de meteorologia francesa, a Météo France, divulgou um mapa mostrando temperaturas acima da média em todo o território francês, que variavam dos 32ºC até valores extremos para os padrões franceses, de 42ºC. É o que eles chamam de canicule ou onda de calor. Os especialistas atribuem essas altas temperaturas às mudanças climáticas, e a tendência é de elevação na próxima década. A climatologista Françoise Vimeu, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, não descarta temperaturas em torno de 50°C em futuro próximo. O efeito dessas temperaturas elevadas sobre a população europeia é bastante danoso, uma vez que esses países, acostumados com o frio, não possuem as estruturas de minimização dos efeitos do calor, como nos países de clima quente. As habitações são pouco ventiladas, com os telhados revestidos de material escuro que absorve calor e há quase total ausência de aparelhos de ar-condicionado nas residências, as quais possuem apenas os clássicos aquecedores.

    Na mesma semana de julho, o Brasil também apresentou temperaturas bem elevadas para a estação do inverno, conforme apresentado no mapa do Instituto Nacional de Meteorologia. Apesar de os brasileiros já estarem bem acostumados com o calor e o uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado ser comum em nossas residências, com moradias bem adaptadas para temperaturas altas, vale lembrar que as médias acima de 40ºC ocorrem no verão, geralmente nos meses de dezembro a fevereiro, e com duração de alguns dias, sendo logo amenizadas pelas fortes chuvas tropicais, também comuns no verão do país. E, dado o que vem ocorrendo no hemisfério norte, neste ano, é de se esperar temperaturas extremamente elevadas no próximo verão, agora no hemisfério sul. Então, precisamos nos preparar para o enfrentamento de grandes incêndios florestais, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos e, principalmente, estabelecer os protocolos de saúde pública necessários para reduzir os riscos de mortes por calor junto às nossas crianças e idosos.

    Como dito anteriormente, 90% dos incêndios florestais são ocasionados por ação humana, daí a grande importância da prevenção por parte da população. Além de evitar as práticas já citadas, não coloque fogo em lixo e nem solte balões. Esta semana, um cidadão norte-americano de 26 anos foi preso em Utah, por provocar um grande incêndio florestal ao queimar uma aranha com um isqueiro na mata. Proteja as nossas florestas e a nossa população.


https://www.revistaemergencia.com.br/blogs/incendios-florestais-e-aquecimento-global/ [Adaptado]

Para responder à questão, considere o trecho a seguir.


Todos aqueles que [1] acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que [2] estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que [3] incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional.


Em relação aos termos em destaque,

Alternativas
Q3232279 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



Incêndios Florestais e Aquecimento Global


Airton Bodstein


   Todos aqueles que acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional. De acordo com o Ministério da Ecologia francês, o país tem, em média, 4 mil incêndios florestais por ano, sendo 90% provocados por atividade humana, geralmente por desconhecimento dos riscos ou imprudência; desse total, 10% são criminosos.

    Entretanto, os incêndios florestais podem também ocorrer devido a causas naturais. A queda de um raio sobre uma vegetação seca pode provocar um incêndio localizado, mas, se houver ventos fortes e baixa umidade do ar, pode rapidamente se espalhar, dependendo da topografia do terreno, de forma a atingir grandes áreas de vegetação e até zonas habitadas. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os raios ocorrem durante o período de chuvas que podem dificultar a propagação do fogo.

    Os incêndios florestais se caracterizam por um fogo intenso fora de controle, capaz de produzir graves danos ao meio ambiente pela destruição da vegetação nativa, liberação de grande quantidade de fumaça com gases tóxicos, além de provocar a morte de muitos animais selvagens. Quando ocorrem nas proximidades de áreas habitadas, podem destruir casas e outras instalações, causar a morte de animais domésticos e colocar em risco a vida de pessoas, que, por qualquer razão, não tenham sido evacuadas a tempo; ou ainda provocar sérios acidentes rodoviários por falta de visibilidade nas estradas ocasionada pela fumaça intensa. Aviões e helicópteros utilizados no combate a incêndios também já sofreram acidentes, bem como outros veículos, voluntários e bombeiros que foram cercados pelas chamas em função da mudança repentina de direção dos ventos. O tipo de vegetação também pode influenciar na propagação do fogo. Algumas plantas produzem óleos que atuam como combustível, aumentando a disseminação das chamas. Nos períodos de calor intenso, nos quais aumentam as emissões de radiações UV, pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca produzindo fogo, sem intervenção humana. Os grandes incêndios florestais podem provocar a morte de muitas pessoas, mas o calor intenso, nas áreas urbanas, produz um número bem maior de vítimas. Neste verão europeu, já perderam a vida, por excesso de calor, mais de 1.700 pessoas, segundo o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os mais vulneráveis são os bebês, as crianças e os idosos.

    O verão, no hemisfério norte, neste ano, vem apresentando temperaturas muito elevadas, bem acima das médias de verões anteriores naqueles países, superando recordes de séculos. Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos têm sido submetidos a temperaturas que ultrapassam os 40ºC e que têm causado mortes por calor e incêndios florestais. No dia 16 de julho deste ano, a agência de meteorologia francesa, a Météo France, divulgou um mapa mostrando temperaturas acima da média em todo o território francês, que variavam dos 32ºC até valores extremos para os padrões franceses, de 42ºC. É o que eles chamam de canicule ou onda de calor. Os especialistas atribuem essas altas temperaturas às mudanças climáticas, e a tendência é de elevação na próxima década. A climatologista Françoise Vimeu, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, não descarta temperaturas em torno de 50°C em futuro próximo. O efeito dessas temperaturas elevadas sobre a população europeia é bastante danoso, uma vez que esses países, acostumados com o frio, não possuem as estruturas de minimização dos efeitos do calor, como nos países de clima quente. As habitações são pouco ventiladas, com os telhados revestidos de material escuro que absorve calor e há quase total ausência de aparelhos de ar-condicionado nas residências, as quais possuem apenas os clássicos aquecedores.

    Na mesma semana de julho, o Brasil também apresentou temperaturas bem elevadas para a estação do inverno, conforme apresentado no mapa do Instituto Nacional de Meteorologia. Apesar de os brasileiros já estarem bem acostumados com o calor e o uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado ser comum em nossas residências, com moradias bem adaptadas para temperaturas altas, vale lembrar que as médias acima de 40ºC ocorrem no verão, geralmente nos meses de dezembro a fevereiro, e com duração de alguns dias, sendo logo amenizadas pelas fortes chuvas tropicais, também comuns no verão do país. E, dado o que vem ocorrendo no hemisfério norte, neste ano, é de se esperar temperaturas extremamente elevadas no próximo verão, agora no hemisfério sul. Então, precisamos nos preparar para o enfrentamento de grandes incêndios florestais, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos e, principalmente, estabelecer os protocolos de saúde pública necessários para reduzir os riscos de mortes por calor junto às nossas crianças e idosos.

    Como dito anteriormente, 90% dos incêndios florestais são ocasionados por ação humana, daí a grande importância da prevenção por parte da população. Além de evitar as práticas já citadas, não coloque fogo em lixo e nem solte balões. Esta semana, um cidadão norte-americano de 26 anos foi preso em Utah, por provocar um grande incêndio florestal ao queimar uma aranha com um isqueiro na mata. Proteja as nossas florestas e a nossa população.


https://www.revistaemergencia.com.br/blogs/incendios-florestais-e-aquecimento-global/ [Adaptado]

Para responder à questão, considere o trecho a seguir.


Todos aqueles que [1] acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que [2] estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que [3] incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional.


Considerando as relações sintático-semânticas do português escrito padrão,

Alternativas
Q3232277 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



Incêndios Florestais e Aquecimento Global


Airton Bodstein


   Todos aqueles que acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional. De acordo com o Ministério da Ecologia francês, o país tem, em média, 4 mil incêndios florestais por ano, sendo 90% provocados por atividade humana, geralmente por desconhecimento dos riscos ou imprudência; desse total, 10% são criminosos.

    Entretanto, os incêndios florestais podem também ocorrer devido a causas naturais. A queda de um raio sobre uma vegetação seca pode provocar um incêndio localizado, mas, se houver ventos fortes e baixa umidade do ar, pode rapidamente se espalhar, dependendo da topografia do terreno, de forma a atingir grandes áreas de vegetação e até zonas habitadas. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os raios ocorrem durante o período de chuvas que podem dificultar a propagação do fogo.

    Os incêndios florestais se caracterizam por um fogo intenso fora de controle, capaz de produzir graves danos ao meio ambiente pela destruição da vegetação nativa, liberação de grande quantidade de fumaça com gases tóxicos, além de provocar a morte de muitos animais selvagens. Quando ocorrem nas proximidades de áreas habitadas, podem destruir casas e outras instalações, causar a morte de animais domésticos e colocar em risco a vida de pessoas, que, por qualquer razão, não tenham sido evacuadas a tempo; ou ainda provocar sérios acidentes rodoviários por falta de visibilidade nas estradas ocasionada pela fumaça intensa. Aviões e helicópteros utilizados no combate a incêndios também já sofreram acidentes, bem como outros veículos, voluntários e bombeiros que foram cercados pelas chamas em função da mudança repentina de direção dos ventos. O tipo de vegetação também pode influenciar na propagação do fogo. Algumas plantas produzem óleos que atuam como combustível, aumentando a disseminação das chamas. Nos períodos de calor intenso, nos quais aumentam as emissões de radiações UV, pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca produzindo fogo, sem intervenção humana. Os grandes incêndios florestais podem provocar a morte de muitas pessoas, mas o calor intenso, nas áreas urbanas, produz um número bem maior de vítimas. Neste verão europeu, já perderam a vida, por excesso de calor, mais de 1.700 pessoas, segundo o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os mais vulneráveis são os bebês, as crianças e os idosos.

    O verão, no hemisfério norte, neste ano, vem apresentando temperaturas muito elevadas, bem acima das médias de verões anteriores naqueles países, superando recordes de séculos. Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos têm sido submetidos a temperaturas que ultrapassam os 40ºC e que têm causado mortes por calor e incêndios florestais. No dia 16 de julho deste ano, a agência de meteorologia francesa, a Météo France, divulgou um mapa mostrando temperaturas acima da média em todo o território francês, que variavam dos 32ºC até valores extremos para os padrões franceses, de 42ºC. É o que eles chamam de canicule ou onda de calor. Os especialistas atribuem essas altas temperaturas às mudanças climáticas, e a tendência é de elevação na próxima década. A climatologista Françoise Vimeu, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, não descarta temperaturas em torno de 50°C em futuro próximo. O efeito dessas temperaturas elevadas sobre a população europeia é bastante danoso, uma vez que esses países, acostumados com o frio, não possuem as estruturas de minimização dos efeitos do calor, como nos países de clima quente. As habitações são pouco ventiladas, com os telhados revestidos de material escuro que absorve calor e há quase total ausência de aparelhos de ar-condicionado nas residências, as quais possuem apenas os clássicos aquecedores.

    Na mesma semana de julho, o Brasil também apresentou temperaturas bem elevadas para a estação do inverno, conforme apresentado no mapa do Instituto Nacional de Meteorologia. Apesar de os brasileiros já estarem bem acostumados com o calor e o uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado ser comum em nossas residências, com moradias bem adaptadas para temperaturas altas, vale lembrar que as médias acima de 40ºC ocorrem no verão, geralmente nos meses de dezembro a fevereiro, e com duração de alguns dias, sendo logo amenizadas pelas fortes chuvas tropicais, também comuns no verão do país. E, dado o que vem ocorrendo no hemisfério norte, neste ano, é de se esperar temperaturas extremamente elevadas no próximo verão, agora no hemisfério sul. Então, precisamos nos preparar para o enfrentamento de grandes incêndios florestais, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos e, principalmente, estabelecer os protocolos de saúde pública necessários para reduzir os riscos de mortes por calor junto às nossas crianças e idosos.

    Como dito anteriormente, 90% dos incêndios florestais são ocasionados por ação humana, daí a grande importância da prevenção por parte da população. Além de evitar as práticas já citadas, não coloque fogo em lixo e nem solte balões. Esta semana, um cidadão norte-americano de 26 anos foi preso em Utah, por provocar um grande incêndio florestal ao queimar uma aranha com um isqueiro na mata. Proteja as nossas florestas e a nossa população.


https://www.revistaemergencia.com.br/blogs/incendios-florestais-e-aquecimento-global/ [Adaptado]

Para responder à questão, considere o período abaixo.


Nos períodos de calor intenso [1], nos quais [2] aumentam as emissões de radiações UV [3], pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca [4] produzindo fogo, sem intervenção humana.


Em relação aos termos em destaque,

Alternativas
Q3232273 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



Incêndios Florestais e Aquecimento Global


Airton Bodstein


   Todos aqueles que acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional. De acordo com o Ministério da Ecologia francês, o país tem, em média, 4 mil incêndios florestais por ano, sendo 90% provocados por atividade humana, geralmente por desconhecimento dos riscos ou imprudência; desse total, 10% são criminosos.

    Entretanto, os incêndios florestais podem também ocorrer devido a causas naturais. A queda de um raio sobre uma vegetação seca pode provocar um incêndio localizado, mas, se houver ventos fortes e baixa umidade do ar, pode rapidamente se espalhar, dependendo da topografia do terreno, de forma a atingir grandes áreas de vegetação e até zonas habitadas. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os raios ocorrem durante o período de chuvas que podem dificultar a propagação do fogo.

    Os incêndios florestais se caracterizam por um fogo intenso fora de controle, capaz de produzir graves danos ao meio ambiente pela destruição da vegetação nativa, liberação de grande quantidade de fumaça com gases tóxicos, além de provocar a morte de muitos animais selvagens. Quando ocorrem nas proximidades de áreas habitadas, podem destruir casas e outras instalações, causar a morte de animais domésticos e colocar em risco a vida de pessoas, que, por qualquer razão, não tenham sido evacuadas a tempo; ou ainda provocar sérios acidentes rodoviários por falta de visibilidade nas estradas ocasionada pela fumaça intensa. Aviões e helicópteros utilizados no combate a incêndios também já sofreram acidentes, bem como outros veículos, voluntários e bombeiros que foram cercados pelas chamas em função da mudança repentina de direção dos ventos. O tipo de vegetação também pode influenciar na propagação do fogo. Algumas plantas produzem óleos que atuam como combustível, aumentando a disseminação das chamas. Nos períodos de calor intenso, nos quais aumentam as emissões de radiações UV, pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca produzindo fogo, sem intervenção humana. Os grandes incêndios florestais podem provocar a morte de muitas pessoas, mas o calor intenso, nas áreas urbanas, produz um número bem maior de vítimas. Neste verão europeu, já perderam a vida, por excesso de calor, mais de 1.700 pessoas, segundo o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os mais vulneráveis são os bebês, as crianças e os idosos.

    O verão, no hemisfério norte, neste ano, vem apresentando temperaturas muito elevadas, bem acima das médias de verões anteriores naqueles países, superando recordes de séculos. Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos têm sido submetidos a temperaturas que ultrapassam os 40ºC e que têm causado mortes por calor e incêndios florestais. No dia 16 de julho deste ano, a agência de meteorologia francesa, a Météo France, divulgou um mapa mostrando temperaturas acima da média em todo o território francês, que variavam dos 32ºC até valores extremos para os padrões franceses, de 42ºC. É o que eles chamam de canicule ou onda de calor. Os especialistas atribuem essas altas temperaturas às mudanças climáticas, e a tendência é de elevação na próxima década. A climatologista Françoise Vimeu, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, não descarta temperaturas em torno de 50°C em futuro próximo. O efeito dessas temperaturas elevadas sobre a população europeia é bastante danoso, uma vez que esses países, acostumados com o frio, não possuem as estruturas de minimização dos efeitos do calor, como nos países de clima quente. As habitações são pouco ventiladas, com os telhados revestidos de material escuro que absorve calor e há quase total ausência de aparelhos de ar-condicionado nas residências, as quais possuem apenas os clássicos aquecedores.

    Na mesma semana de julho, o Brasil também apresentou temperaturas bem elevadas para a estação do inverno, conforme apresentado no mapa do Instituto Nacional de Meteorologia. Apesar de os brasileiros já estarem bem acostumados com o calor e o uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado ser comum em nossas residências, com moradias bem adaptadas para temperaturas altas, vale lembrar que as médias acima de 40ºC ocorrem no verão, geralmente nos meses de dezembro a fevereiro, e com duração de alguns dias, sendo logo amenizadas pelas fortes chuvas tropicais, também comuns no verão do país. E, dado o que vem ocorrendo no hemisfério norte, neste ano, é de se esperar temperaturas extremamente elevadas no próximo verão, agora no hemisfério sul. Então, precisamos nos preparar para o enfrentamento de grandes incêndios florestais, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos e, principalmente, estabelecer os protocolos de saúde pública necessários para reduzir os riscos de mortes por calor junto às nossas crianças e idosos.

    Como dito anteriormente, 90% dos incêndios florestais são ocasionados por ação humana, daí a grande importância da prevenção por parte da população. Além de evitar as práticas já citadas, não coloque fogo em lixo e nem solte balões. Esta semana, um cidadão norte-americano de 26 anos foi preso em Utah, por provocar um grande incêndio florestal ao queimar uma aranha com um isqueiro na mata. Proteja as nossas florestas e a nossa população.


https://www.revistaemergencia.com.br/blogs/incendios-florestais-e-aquecimento-global/ [Adaptado]

No segundo parágrafo, a conjunção “Entretanto” foi utilizada para interligar
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Sargento |
Q2567494 Português
Quando estava entrando na adolescência, no início dos anos 90, era um hábito passar vários finais de semana na casa do meu avô, uma pessoa extremamente sistemática.

     Tinha dias que eu ficava com ele enquanto ele “catava milho”, como minha avó chamava seu hábito de ficar datilografando. Eu gostava muito de fazer companhia para ele. Lembro-me, como se fosse hoje, das histórias que me contava. Eram histórias verídicas, fatos que ele havia vivido e que ele me contava e recontava diversas vezes, como se fossem inéditas a cada vez. E eu sempre as ouvia com muita atenção e admiração, afinal, ele foi meu único referencial de pai.

      Foi o meu avô quem me ensinou a ser íntegro, respeitar os mais velhos e batalhar para ser alguém na vida. Ele sempre usava como exemplo de fracasso pessoas muito próximas, geralmente membros da nossa família, que ele tentou aconselhar, ajudar e dar um direcionamento, mas que foram teimosos e estavam colhendo os frutos ruins de sua teimosia, de não o terem ouvido.

      Agora adulto, vejo que muitas coisas no meu caráter herdei dele: sou sistemático, gosto de estudar, ler e escrever. E algo de que sempre gostei e aprendi, nas tardes e noites ao lado dele, foi a conversar com os mais velhos e a saber ouvi-los.


      Os mais velhos têm muito a contribuir com nossas vidas, independentemente da classe social e origem. Deles podemos extrair momentos preciosos de sabedoria e vivência, porém, para isso, é importante tentar compreendê-los e imaginar como as coisas seriam na época deles, ou na perspectiva deles.

 
      Eu trabalho há quase 10 anos na Previdência Social. Lá atendo, predominantemente, idosos. Pessoas que, na maioria das vezes, além de serem atendidas, querem ser ouvidas. O tempo que passei com o meu avô me auxilia no meu trabalho hoje.

 
     Atendi um senhor de cerca de 70 anos que me inspirou a escrever este texto. Tive necessidade de escrever isso porque, por incrível e estranho que pareça, senti nele o cheiro do meu avô.



(Ruy Carneiro Giraldes Neto. O cheiro do meu avô.
www.folhadelondrina.com.br, 04.03.2014. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal. 
Alternativas
Q2509806 Português
TEXTO III

Hino à Bandeira



A partir do trecho abaixo, retirado do Texto III:



“E o Brasil, por seus filhos amado,

Poderoso e feliz há de ser.”



Assinale a alternativa que faz a análise sintática correta dos termos do trecho.

Alternativas
Q2509803 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal e nominal.
Alternativas
Q2509799 Português
Marque a alternativa que apresenta desvio de concordância.
Alternativas
Q2364910 Português
Texto CB1A1-I   

    É importante não confundir juízos de valor com julgamentos moralizadores. Todos fazemos juízos de valor sobre as qualidades que admiramos na vida; por exemplo, podemos valorizar a honestidade, a liberdade ou a paz. Os juízos de valor refletem o que acreditamos ser melhor para a vida. Fazemos julgamentos moralizadores de pessoas e comportamentos que estão em desacordo com nossos juízos de valor; por exemplo, “A violência é ruim; pessoas que matam outras são más”. Se tivéssemos sido criados falando uma linguagem que facilitasse exprimir compaixão, teríamos aprendido a articular diretamente nossas necessidades e nossos valores, em vez de insinuarmos que algo é ou está errado quando eles não são atendidos. Por exemplo, em vez de “A violência é ruim”, poderíamos dizer: “Tenho medo do uso da violência para resolver conflitos; valorizo a resolução de conflitos por outros meios”.   
    A relação entre linguagem e violência é tema das pesquisas de O. J. Harvey, professor de psicologia na Universidade do Colorado. Ele tomou amostras aleatórias de obras literárias de países mundo afora e tabulou a frequência das palavras que classificam e julgam as pessoas. Seu estudo constata elevada correlação entre o uso frequente dessas palavras e a incidência de violência. Não me surpreende saber que existe consideravelmente menos violência em culturas nas quais as pessoas pensam em termos das necessidades humanas do que em outras nas quais as pessoas se rotulam de “boas” ou “más” e acreditam que as “más” merecem ser punidas. Em 75% dos programas exibidos nos horários em que existe maior probabilidade de as crianças americanas estarem assistindo à TV, o herói ou mata pessoas, ou as espanca. Os telespectadores (a quem se ensinou que os maus merecem castigo) sentem prazer em ver essa violência.   
    Na raiz de grande parte ou talvez de toda violência — verbal, psicológica ou física, entre familiares, tribos ou nações —, está um tipo de pensamento que atribui a causa do conflito ao fato de os adversários estarem errados, assim como a correspondente incapacidade de pensar em si mesmos ou nos outros em termos de vulnerabilidade — o que a pessoa pode estar sentindo, temendo, ansiando, do que pode estar sentindo falta, e assim por diante. 

Marshall Rosenberg. Comunicação não violenta. 
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 
São Paulo: Ágora, 2006, p. 34-35 (com adaptações). 
Assinale a opção que apresenta uma forma verbal que, no texto CB1A1-I, rege complemento direto e complemento indireto. 
Alternativas
Q2364904 Português
Texto CB1A1-I   

    É importante não confundir juízos de valor com julgamentos moralizadores. Todos fazemos juízos de valor sobre as qualidades que admiramos na vida; por exemplo, podemos valorizar a honestidade, a liberdade ou a paz. Os juízos de valor refletem o que acreditamos ser melhor para a vida. Fazemos julgamentos moralizadores de pessoas e comportamentos que estão em desacordo com nossos juízos de valor; por exemplo, “A violência é ruim; pessoas que matam outras são más”. Se tivéssemos sido criados falando uma linguagem que facilitasse exprimir compaixão, teríamos aprendido a articular diretamente nossas necessidades e nossos valores, em vez de insinuarmos que algo é ou está errado quando eles não são atendidos. Por exemplo, em vez de “A violência é ruim”, poderíamos dizer: “Tenho medo do uso da violência para resolver conflitos; valorizo a resolução de conflitos por outros meios”.   
    A relação entre linguagem e violência é tema das pesquisas de O. J. Harvey, professor de psicologia na Universidade do Colorado. Ele tomou amostras aleatórias de obras literárias de países mundo afora e tabulou a frequência das palavras que classificam e julgam as pessoas. Seu estudo constata elevada correlação entre o uso frequente dessas palavras e a incidência de violência. Não me surpreende saber que existe consideravelmente menos violência em culturas nas quais as pessoas pensam em termos das necessidades humanas do que em outras nas quais as pessoas se rotulam de “boas” ou “más” e acreditam que as “más” merecem ser punidas. Em 75% dos programas exibidos nos horários em que existe maior probabilidade de as crianças americanas estarem assistindo à TV, o herói ou mata pessoas, ou as espanca. Os telespectadores (a quem se ensinou que os maus merecem castigo) sentem prazer em ver essa violência.   
    Na raiz de grande parte ou talvez de toda violência — verbal, psicológica ou física, entre familiares, tribos ou nações —, está um tipo de pensamento que atribui a causa do conflito ao fato de os adversários estarem errados, assim como a correspondente incapacidade de pensar em si mesmos ou nos outros em termos de vulnerabilidade — o que a pessoa pode estar sentindo, temendo, ansiando, do que pode estar sentindo falta, e assim por diante. 

Marshall Rosenberg. Comunicação não violenta. 
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 
São Paulo: Ágora, 2006, p. 34-35 (com adaptações). 
No texto CB1A1-I, o segmento “de as crianças americanas estarem assistindo à TV” (penúltimo período do segundo parágrafo) exerce a mesma função sintática que o trecho 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: PM-PB Prova: IBFC - 2023 - PM-PB - Soldado PM - Combatente |
Q2289334 Português
Texto II
Cerca de 5.700 pessoas morrem afogadas no
Brasil a cada ano, diz entidade
Alerta é da Sociedade Brasileira de
Salvamento Aquático (Sobrasa)


        Anualmente, cerca de 5.700 pessoas morrem por afogamento no Brasil, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em balneários, rios e piscinas.
       Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, que atende, em média, de 35 a 40 ocorrências de afogamentos por ano, a maior parte dos casos decorre de imprudência dos banhistas. Bombeiro salva-vidas de Manaus, cidade famosa pelas praias fluviais, o cabo Guaracy dá algumas dicas que ajudam a prevenir o risco de acidentes.[...] 

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/cerca-de-5-
700-pessoas-morrem-afogadas-no-brasil-a-cada-ano-diz-entidade/.
Acesso: 13/08/2023. Adaptado) 
No título e no primeiro parágrafo, ocorrem as seguintes construções: “morrem afogadas” e “morrem por afogamento”. Embora indiquem o mesmo sentido, exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: PM-PB Prova: IBFC - 2023 - PM-PB - Soldado PM - Combatente |
Q2289323 Português
Texto I
O incendiador de caminhos

       Uma das intervenções a que sou chamado a participar em Moçambique destina-se a combater as chamadas “queimadas descontroladas”. Este combate parece ter todo o fundamento: trata-se de proteger ecossistemas e de conservar espaços úteis e produtivos.
      Contudo, eu receio que seja mais uma das ingratas batalhas sem hipótese de sucesso imediato. Na realidade, nós não entendemos a complexa ecologia do fogo na savana africana. Não entendemos as razões que são anteriores ao fogo. De qualquer modo, não param de me pedir para que fale com os camponeses sobre os malefícios dos incêndios rurais. Devo confessar que nunca fui capaz de cumprir essa incumbência.
      Na realidade, o que tenho feito é tentar descortinar algumas das razões que levam os camponeses a converter os capinzais em chamas. Sabe-se que a agricultura de corte e queimada é uma das principais razões para estas práticas incendiárias. Mas fala-se pouco de um outro culpado que é uma personagem a que chamarei de “homem visitador”. É sobre este “homem visitador” que irei falar neste breve depoimento.
        Na família rural de Moçambique, a divisão de tarefas sugere uma sociedade que faz pesar sobre a mulher a maior parte do trabalho. Os que adoram quantificar as relações sociais publicaram já gráficos e tabelas que demonstram profusamente que, enquanto o homem repousa, a mulher se ocupa o dia inteiro. Mas esse mesmo camponês faz outras coisas que escapam aos contabilistas sociais. Entre as ocupações invisíveis do homem rural sobressai a visitação. Essa atividade é central nas sociedades rurais de Moçambique.
      O homem passa meses do ano prestando visitas aos vizinhos e familiares distantes. As visitas parecem não ter um propósito prático e definido. Quando se pergunta a um desses visitantes qual a finalidade da sua viagem ele responde: “Só venho visitar”. Na realidade, prestar visitas é uma forma de prevenir conflitos e construir bons laços de harmonia que são vitais numa sociedade dispersa e sem mecanismos estatais que garantam estabilidade.
       Os visitadores gastam a maior parte do tempo em rituais de boas-vindas e de despedida. Abrir as portas de um sítio requer entendimentos com os antepassados que são os únicos verdadeiros “donos” de cada um dos lugares. Pois os homens visitadores percorrem a pé distâncias inacreditáveis. À medida que progridem, vão ateando fogo ao capim. A não ser que seja em pleno Inverno, esse capim arde pouco. O fogo espalha-se e desfalece pelas imediações do atalho que os viajantes vão percorrendo. Esse incêndio tem serviços e vantagens diversas que se manifestam claramente no regresso: define um mapa de referências, afasta as cobras e os perigos de emboscadas, facilita o piso e torna o retorno mais fácil e seguro. [...]


(COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?. São Paulo: Companhia das Letras. 2011)
Ao considerar a passagem “De qualquer modo, não param de me pedir” (2º§), pode-se afirmar que o sujeito do verbo destacado é, sintaticamente, classificado como:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2023 - EsFCEx - Oficial - Direito |
Q2263464 Português
ChatGPT ajuda a criar roteiro criativo de viagem

         Planejar uma viagem pode ser uma tarefa desafiadora. Os guias, por sua natureza, mandam todos os leitores para os mesmos destinos. E as pesquisas na web podem ter como resultado dados confusos e inúteis. Mas, alguns viajantes que são fãs de tecnologia estão tendo sucesso recorrendo aos chatbots de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Bard, para se inspirar e planejar as férias, tratando esses serviços como agentes de viagens gratuitos e sob demanda.
       Alpa Patel, uma viajante ávida que vive na cidade de Nova Iorque, gostou da ideia de usar o ChatGPT porque ele oferece uma lista muito clara às pessoas. Ela está planejando uma viagem com a família para Edimburgo, na Escócia, no verão. Depois de ficar frustrada com a mesmice de sempre dos sites de viagens que aparecem no Google, Alpa teve uma ideia: que tal pedir alguns conselhos ao ChatGPT?
      Ela perguntou de forma bem específica pelos passeios de um dia, adequados quando se tem um filho que enjoa ao andar de carro. Portanto, ela achava que não seria viável passar horas dentro de um carro para chegar a seu destino. Em resposta, o ChatGPT sugeriu a ela algumas opções nas quais ela poderia deslocar-se de trem.

(Disponível em: estadão.com.br. Acesso em: 26.06.2023. Adaptado)
O elemento de sequenciação e coesão textual – Portanto –, em destaque no terceiro parágrafo, está em coordenação com o enunciado anterior expressando relação de sentido de
Alternativas
Respostas
521: D
522: B
523: C
524: B
525: E
526: C
527: E
528: A
529: A
530: A
531: A
532: C
533: B
534: E
535: E
536: A
537: D
538: D
539: B
540: E