Questões Militares Sobre português

Foram encontradas 14.652 questões

Q3468971 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Sobre o texto 2, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3468970 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
Q11_19__.png (712×222)

LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
“Santo Agostinho, um dos grandes pensadores da Idade Média, refletiu profundamente sobre o tempo, reconhecendo sua natureza paradoxal: ‘O que é o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; mas se eu desejar explicar a quem me pergunta, não o sei’” (texto 2, linhas 13 a 15).

Para Santo Agostinho, o tempo apresentava uma “natureza paradoxal”. Os elementos que compõem esse paradoxo, segundo o pensador, são:
Alternativas
Q3468969 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
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LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Em relação ao texto 2, assinale a alternativa em que o uso da vírgula se justifica pela presença de um aposto:
Alternativas
Q3468968 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


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LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Observe o excerto do texto 2:

Contudo, temos uma pergunta a responder antes disso: afinal, o que é tempo?” (linhas 4 e 5)

A alternativa em que o conectivo destacado foi alterado preservando o sentido do texto original é:
Alternativas
Q3468967 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
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LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Em relação ao texto 2, considere as seguintes afirmações:

I. Em “Vamos explorar as várias perspectivas que têm moldado nossa compreensão dessa dimensão misteriosa” (linhas 7 e 8), o termo em destaque é um pronome relativo que exerce função de sujeito.
II. Em “Se ninguém me perguntar, eu sei [...]” (linhas 14 e 15), o pronome em destaque exerce a função de objeto indireto.
III. Em “Nessa visão, o tempo é tratado como uma dimensão semelhante às três dimensões espaciais [...]” (linhas 24 e 25), o termo em destaque é um adjunto adverbial que indica assunto.

Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3468966 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
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LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
“À luz da Ciência, será que somos mesmo prisioneiros do tempo que avança só num sentido, isto é, do presente para o futuro?” (texto 2, linhas 3 e 4)

A alternativa em que a palavra em negrito mantém o valor morfossintático e semântico do vocábulo destacado no trecho acima é:
Alternativas
Q3468965 Português
Texto 2


COMO A CIÊNCIA DEFINE O QUE É TEMPO?


Q11_19.png (712×605)
Q11_19_.png (710×324)
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LAPOLA, Marcelo. Como a ciência define o que é tempo?, 2024. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/coluna/2024/06 /como-a-ciencia-define-o-que-e-tempo-fisico-explica-entenda.ghtml. Acesso em: 27 de ago. de 2024. (texto adaptado)
Sobre a representação do tempo apresentada no texto 2, infere-se que:
Alternativas
Q3468964 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

Q1_10_.png (709×138)

Q1_10__.png (710×526)

Q1_10___.png (710×466)

Q_1_10.png (709×353)


ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

No texto de Machado de Assis, empregam-se diversos recursos estilísticos a fim de construir um discurso mais expressivo na linguagem. Considere o trecho a seguir:

“Bebera o resto do elixir, e assim como a primeira metade lhe dera a vida, a segunda dava-lhe a morte. E, dito isto, expirou.” (linhas 95 e 96, texto 1)

No excerto apresentado, temos as seguintes figuras de linguagem:
Alternativas
Q3468963 Português

Texto 1


O IMORTAL


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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Considere o excerto do texto 1:

“— Não, disse ele. Pirajuá não bebe. Pirajuá quer morrer. Está cansado, viu muita lua, muita lua. Pirajuá quer descansar na terra, está aborrecido.” (linhas 56 e 57)

As palavras podem ser usadas com sentidos vários a depender do contexto empregado. O sentido a que se quer alcançar com a reiteração do termo “muita lua” é:
Alternativas
Q3468962 Português

Texto 1


O IMORTAL


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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

O contista e romancista Machado de Assis, autor da obra “Os imortais”, publicada em 1882, em uma escrita atemporal, disponibiliza uma reflexão com abordagens da sociedade e da condição humana por meio de uma inovação literária. A respeito do texto 1, considere as seguintes assertivas:

I. A quebra de um princípio lógico das leis naturais, característica marcante nas obras machadianas, é apresentada no conto por um narrador onisciente.
II. Com linguagem culta e direta, detalhando com precisão cenas e personagens, a obra de Machado de Assis pode ser inserida na escola literária realista, assim como, a narrativa concisa representa a oposição dentre os dois planos: real e irreal com elementos inverossímeis, característicos da literatura fantástica.

III. A dificuldade inicial da descrença dos interlocutores é exemplificada em “— Logo, não era imortal, concluiu o tabelia˜ o triunfante. Imortal se diz quando uma pessoa não morre, mas seu pai morreu.” (linhas 20 e 21) e perdura até o encerramento da narrativa, exemplificando assim um recurso retórico utilizado pelo autor na tentativa de convencimento dos personagens.

Está (ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3468961 Português

Texto 1


O IMORTAL


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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Observe a natureza morfossintática do conectivo “QUE” no período:

“Tinha provado tudo, esgotado tudo; agora era a repetição, a monotonia, sem esperanças, sem nada. Tinha de relatar a outros filhos, vinte ou trinta séculos mais tarde, o que me estava agora dizendo; e depois a outros, e outros, e outros, um não acabar mais nunca.” (texto 1, linhas 89 a 91)

Assinale a alternativa que apresenta a mesma classificação do elemento coesivo em destaque:
Alternativas
Q3468960 Português

Texto 1


O IMORTAL


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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Segundo os preceitos da gramática normativa, considere as seguintes assertivas do texto 1:

I. Em “[...] chegara a` vila, dez ou doze dias antes” (linha 9), a ocorrência do acento crase justifica-se, pois o verbo anterior, regente, exige a preposição “a” e o termo posterior exige o artigo “a”.
II. O segmento “[...] foi à rede de meu pai” (linha 37) pode ser adaptado para “[...] foi até a rede de meu pai” sem prejudicar a correção e o sentido original, visto que exemplifica o emprego facultativo da crase.
III. O sinal indicativo de crase, em “E pensando assim, resolveu transportar-se ao lugar, à margem do arroio, tirou o boião, e bebeu a metade do conteúdo.” (linhas 69 e 70) é um caso obrigatório em razão da locução prepositiva presente no segmento e apresenta um verbo bitransitivo.

Está (ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s): 
Alternativas
Q3468959 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

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Q1_10___.png (710×466)

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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Leia atentamente o excerto do texto 1 abaixo:

Estupefação dos ouvintes, que eram dois, o coronel Bertioga, e o tabelião da vila, João Linhares.” (linha 4)

O vocábulo afim ao campo semântico da palavra “estupefação” e´ :
Alternativas
Q3468958 Português

Texto 1


O IMORTAL


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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

“Tempos depois, adoeceu, e tão gravemente que foi dado por perdido. O curandeiro do lugar anunciou a Maracujá que ia ficar viúva. Meu pai não ouviu a notícia, mas leu-a em uma página de lágrimas, no rosto da consorte, e sentiu em si mesmo que estava acabado.” (linhas 64 a 66)



Em nome da coesão textual, usam-se termos para evitar repetições desnecessárias e ganhar uma progressão fluida de leitura. Assinale a alternativa em que os termos destacados representam essa função no excerto retirado do texto 1: 

Alternativas
Q3468957 Português

Texto 1


O IMORTAL


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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

“— Não tenho interesse em contar-lhes a vida de meu pai, respondeu o dr. Leão. Falaram-me no macróbio que mora nos fundos da matriz; disse-lhes que, em negócio de macróbios, conheci o que há mais espantoso no mundo, um homem imortal...” (linhas 15 a 17)

Quanto aos termos em destaque do texto 1, considere as seguintes afirmações:

I. O termo acessório e preposicionado “de meu pai” complementa o substantivo “vida” e exerce a função de complemento nominal.
II. Em “conheci o que há [...]”, de acordo com a análise morfossintática, o termo em destaque é um pronome e objeto direto.
III. Quanto à predicação, em “contar-lhes a vida de meu pai”, apresenta um verbo bitransitivo.

Está (ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3468956 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Observe o excerto destacado do texto 1 abaixo:

“O coronel e o tabelia˜ o ficaram algum tempo calados, sem saber que pensassem da famosa história; mas a seriedade do médico era tão profunda, que não havia duvidar.” (linhas 97 e 98)

Entre os segmentos do período em negrito, é CORRETO afirmar que a relação lógico-semântica tem sentido
Alternativas
Q3468955 Português

Texto 1


O IMORTAL


Q1_10.png (709×580)

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Q1_10__.png (710×526)

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ASSIS, Machado. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (texto adaptado).

Sobre o texto 1, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3465642 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
Considerando o seguinte trecho do texto: "Como eu já expliquei, os gregos chamavam os livros de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro.", assinale a alternativa que indica, respectivamente, as relações lógico-sintáticas expressas nas frases em destaque: 
Alternativas
Q3465640 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos sinais diacríticos e sinais de pontuação presentes no texto: 
Alternativas
Q3465639 Português
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda à questão proposta.


No princípio eram as árvores 


  Os livros são filhos das árvores, que foram o primeiro lar da nossa espécie e, talvez, o mais antigo receptáculo das palavras escritas. A etimologia da palavra contém um velho relato sobre os primórdios. Em latim, líber, que significa "livro", originariamente dava nome à casca da árvore ou, mais exatamente, à película fibrosa que separa a casca da madeira do tronco. Plínio, o Velho, afirma que os romanos escreviam em cascas de árvore antes de conhecer os rolos egípcios. Durante muitos séculos, diversos materiais - o papiro, o pergaminho - ocuparam o lugar daquelas antigas páginas de madeira, mas, numa viagem de ida e volta, com adoção do papel, os livros voltaram a nascer das árvores. 

  Como eu já expliquei, os gregos chamavam o livro de biblíon, rememorando a cidade fenícia de Biblos, famosa pela exportação de papiro. Atualmente o emprego dessa palavra, em sua evolução, ficou reduzido ao título de uma única obra, a Bíblia. Para os romanos, líber não evocava cidades nem rotas comerciais, mas o mistério do bosque onde seus antepassados começaram a escrever, em meio aos sussurros do vento nas folhas. Os nomes germânicos - book, Buch, boek - também descendem de uma palavra arbórea: a faia de tronco esbranquiçado. 

  Em latim, o termo que significa "livro" tem quase o mesmo som que o adjetivo que significa "livre", embora as raízes indo-europeias de ambos os vocábulos tenham origens diferentes. Muitas línguas neolatinas, como o espanhol, o francês, o italiano e o português, herdaram a coincidência dessa semelhança fonética, que convida ao jogo de palavras, identificando leitura e liberdade. Para os iluministas de todas as épocas, são duas paixões que sempre acabam confluindo.

  Hoje aprendemos a escrever com luz sobre telas de cristal líquido ou de plasma, mas ainda ouvimos o chamado originário das árvores. Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade. Antonio Machado, em seus passeios pelos Campos de Castela, costumava parar junto ao rio para ler algumas linhas desse livro dos amantes:

  Voltei a ver os álamos dourados,

  álamos do caminho na ribeira

  do Douro, entre San Polo e San Saturio,

  atrás das muralhas velhas de Soria [. .. ].

  Estes choupos do rio, que acompanham

  com o som de suas folhas secas

  o som da água, quando o vento sopra,

  têm em suas cascas

  gravadas iniciais que são nomes

  de apaixonados, números que são datas. 

  Quando um adolescente risca duas iniciais com a ponta do canivete na casca prateada de um álamo, reproduz, sem saber, um gesto muito antigo. Calímaco, o bibliotecário de Alexandria, já menciona no século Ili a.C. uma mensagem amorosa numa árvore. Não é o único. Um personagem de Virgílio imagina como a casca, com o passar dos anos, irá se alargar e corroer seu nome e o dela: "E gravar meus amores nas jovens árvores; crescerão as árvores e com elas crescerão vocês, amores meus." Talvez o costume, ainda vivo, de tatuar letras na pele de uma árvore para conservar a lembrança de alguém que viveu e amou tenha sido um dos episódios mais antigos de escrita na Europa. Talvez, à beira de um rio que corre e passa e sonha, como dizia Machado, os antigos gregos e romanos tenham escrito os primeiros pensamentos e as primeiras palavras de amor. Sabe-se lá quantas dessas árvores acabaram se transformando em livros.


Fonte: VALLEJO, Irene. O Infinito em um Junco: A Invenção dos Livros no Mundo Antigo. Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman. 1ª ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.


GLOSSÁRIO:

Álamo - árvore ornamental de flores pequenas e casca rugosa, o mesmo que choupo;

Papiro - folha para escrever feita das hastes dos juncos provenientes das margens do rio Nilo;

Pergaminho - pele de cabra ou de ovelha preparada para a escrita ou encadernação;

Choupos - o mesmo que álamo;

Junco - nome comum a várias plantas herbáceas;

Faia - espécie de árvore; e

Indo-europeu - origem comum das línguas europeias.  

 
No trecho "Em suas cascas redigimos um disperso inventário amoroso da humanidade.", qual é o núcleo do objeto direto: 
Alternativas
Respostas
1141: C
1142: E
1143: C
1144: B
1145: D
1146: A
1147: E
1148: C
1149: B
1150: B
1151: C
1152: B
1153: B
1154: D
1155: E
1156: C
1157: B
1158: A
1159: A
1160: C