Questões Militares Comentadas sobre português

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Q3774077 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere o trecho:

•  Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia?

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão de emprego dos pronomes, por:
Alternativas
Q3774076 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere os trechos do 2o parágrafo:

•  ...  estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído.
•  Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir.

É correto afirmar que os termos destacados estabelecem, respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3774075 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
É correto afirmar que no trecho “Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto” (3o parágrafo), o autor procura
Alternativas
Q3774074 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
A respeito das transformações nas formas de relacionamento interpessoal com as tecnologias digitais, o autor do texto 
Alternativas
Q3774073 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Foi empregada em sentido figurado a palavra destacada em:
Alternativas
Q3774072 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere os trechos:

•  Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós... (2o parágrafo)
•  ...  sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante... (2o parágrafo)

No contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas têm como sinônimos, respectivamente,
Alternativas
Q3774071 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Quanto à comparação feita no texto entre o Brasil e outros países, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3774070 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Em relação à “cadeia de solidariedade intergeracional” (1o parágrafo), é correto afirmar, com base no texto, que esta
Alternativas
Q3774069 Português

Leia o poema para responder à questão:



Há estes dias em que pressentimos na casa


a ruína da casa


e no corpo


a morte do corpo


e no amor


o fim do amor


estes dias


em que tomar o ônibus é no entanto perdê-lo


e chegar a tempo é já chegar demasiado tarde


não são coisas que se expliquem


apenas são dias em que de repente sabemos


o que sempre soubemos e todos sabem


que a madeira é apenas o que vem logo antes


da cinza


e por mais vidas que tenha


cada gato é o cadáver de um gato



(Ana Martins Marques. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015)

Assinale a alternativa em que o acréscimo de vírgula(s) está em conformidade com a norma-padrão de emprego desse sinal de pontuação. 
Alternativas
Q3774068 Português

Leia o poema para responder à questão:



Há estes dias em que pressentimos na casa


a ruína da casa


e no corpo


a morte do corpo


e no amor


o fim do amor


estes dias


em que tomar o ônibus é no entanto perdê-lo


e chegar a tempo é já chegar demasiado tarde


não são coisas que se expliquem


apenas são dias em que de repente sabemos


o que sempre soubemos e todos sabem


que a madeira é apenas o que vem logo antes


da cinza


e por mais vidas que tenha


cada gato é o cadáver de um gato



(Ana Martins Marques. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015)

A partir da leitura do poema, é correto afirmar que o eu lírico expressa
Alternativas
Q3743893 Português
Antropopatismos são atribuições de sentimentos humanos a Deus. Esses são recursos literários utilizados para tornar conceitos transcendentais (como Deus) ou abstratos mais compreensíveis e visuais para o leitor. Nesse sentido, podemos dizer que a Bíblia, ao afirmar que Deus se arrependeu, pretende descrever, de modo:
Alternativas
Q3743859 Português
O anacronismo semântico pode ser definido como o ato de se interpretar uma palavra que se encontra em determinado texto, dando-lhe um significado que ela:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743290 Português
Observe a sentença:

“O bem mais precioso que uma pessoa possui é o tempo, portanto, gaste-o bem.”

Qual/Quais a(s) classe(s) gramatical (ais) dos vocábulos grifados, respectivamente?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743289 Português
TEXTO 4

Furto de Flor

    FURTEI UMA FLOR daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p.80. 
Leia os seguintes trechos: “O porteiro do edifício cochilava…”; “Nem apelar para o médico das flores.”; “O porteiro estava atento (…)” e assinale a opção que possui a classificação morfológica correta dos vocábulos destacados:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743288 Português
TEXTO 4

Furto de Flor

    FURTEI UMA FLOR daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p.80. 
No trecho “Não adiantava restituí-la ao jardim.”, o verbo restituir é: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743287 Português
TEXTO 4

Furto de Flor

    FURTEI UMA FLOR daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p.80. 
No trecho “Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição.”, qual é a função sintática do pronome destacado?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743286 Português
TEXTO 4

Furto de Flor

    FURTEI UMA FLOR daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p.80. 
De acordo com a leitura do texto, o tipo de sujeito presente na oração “Furtei uma flor daquele jardim (…)” é:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743285 Português
Texto 3

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

[Refrão]
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

[Verso]
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Cartola
Assinale a figura de linguagem empregada no trecho: “O mundo é um moinho”:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743284 Português
Texto 3

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

[Refrão]
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

[Verso]
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Cartola
“Vai reduzir as ilusões a pó”.

Com base no exemplo acima, acerca da correta utilização da crase, e dadas as proposições abaixo, marque a opção que preenche corretamente as lacunas:
Joana foi __ igreja ontem. __ partir de amanhã, começarei a trabalhar.
A lanchonete abre ___ 10h. Eles ficaram face ___ face.
Ela gostava de ir __ praia todas as manhãs.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743283 Português
Texto 3

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

[Refrão]
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

[Verso]
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Cartola
Assinale a alternativa que segue a mesma regra de acentuação do vocábulo “pés”:
Alternativas
Respostas
461: E
462: B
463: C
464: A
465: D
466: E
467: D
468: B
469: C
470: B
471: D
472: B
473: E
474: B
475: C
476: A
477: C
478: E
479: A
480: D