Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre
gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter
filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não
pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles.
Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de
solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a
maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?
Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares
dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora
é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos
da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao
menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante
e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos
e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção
de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade
acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando
estamos na meia idade.
(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/
dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Em relação à “cadeia de solidariedade intergeracional”
(1o
parágrafo), é correto afirmar, com base no texto, que
esta
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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