Questões Militares Comentadas sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português

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Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-ES Prova: IDECAN - 2026 - PM-ES - Soldado Combatente |
Q4380033 Português

O risco que ignoramos


    O câncer ainda é uma das principais causas de morte no mundo, em grande parte relacionado a fatores modificáveis. Para entender melhor esse panorama, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo de mapeamento dos casos da doença no mundo e a relação com fatores que podem ser evitados.

    O tabagismo (15,1%), as infecções (10,2%) e o consumo de álcool (3,2%) foram os principais contribuintes para a carga de câncer. O estudo considerou ainda fatores como índice de massa corporal elevado, atividade física insuficiente, tabaco sem fumaça, poluição do ar e radiação ultravioleta.

    A divulgação dessas informações é extremamente importante. Afinal, conhecer os fatores de risco é o primeiro passo para poder combatê-los. O problema é que muitas vezes acabamos focando somente nos riscos que recebem mais destaque e deixamos de olhar para outros que atingem uma parcela muito maior da população. O Brasil é um excelente exemplo disso.

    Graças a décadas de campanhas educativas, restrições à publicidade, aumento de impostos e ambientes livres de fumaça, o número de fumantes caiu de forma impressionante. Hoje, menos de 10% da população adulta brasileira fuma regularmente. Trata-se de uma das maiores vitórias da saúde pública do país. Mas, enquanto comemoramos essa conquista, outro problema cresce silenciosamente.

    Segundo pesquisa da Quest, cerca de 52% dos brasileiros se consideram sedentários. Quando analisamos os critérios da OMS, a situação se torna ainda mais preocupante: aproximadamente 76% da população não atinge os níveis mínimos de atividade física recomendados para a manutenção da saúde. Isso significa que o sedentarismo está presente na vida de milhões de brasileiros todos os dias. E o impacto disso vai muito além da perda de condicionamento físico.

    Outro fator que merece atenção é a obesidade. Hoje, cerca de 30% da população brasileira é obesa. E a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer. Mais uma vez, existe uma ligação direta com a atividade física.

    É importante deixar claro: o objetivo desta reflexão não é minimizar os riscos do cigarro ou do álcool. O ponto é outro. Quando pensamos em saúde pública, precisamos considerar não apenas o tamanho do risco individual, mas também o número de pessoas expostas a ele.

    Se menos de 10% da população fuma, mas mais da metade é sedentária e três em cada quatro brasileiros não alcançam sequer o mínimo recomendado de atividade física, talvez estejamos diante de uma das maiores oportunidades de prevenção da atualidade.

    A prevenção não depende apenas de eliminar hábitos ruins. Ela também exige a construção de hábitos saudáveis. E poucas intervenções de estilo de vida oferecem benefícios tão amplos quanto o movimento físico.

    Não é necessário se tornar atleta. Não é preciso correr maratonas nem passar horas por dia na academia. A mudança pode começar com atitudes simples: caminhar mais, usar escadas, levantar-se frequentemente ao longo do dia, brincar com os filhos, passear com cachorro, pedalar, dançar ou praticar qualquer atividade prazerosa. O exercício físico estruturado continua sendo algo extremamente importante, entretanto não podemos ignorar o valor do movimento incorporado à rotina. Nosso corpo foi feito para se mover. Cada passo conta.

    Talvez o maior desafio da saúde moderna não seja apenas convencer as pessoas a evitar o cigarro. Talvez seja fazê-las entender que passar grande parte do dia sentado também tem consequências importantes para a saúde. Alguns riscos são facilmente identificados. Outros são silenciosos, fazem parte da rotina e acabam sendo normalizados. O sedentarismo é um deles.


ATALLA, Marcio. O risco que ignoramos. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 3. jun. 2026. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 4. jun. 2026

 No trecho “O problema é que muitas vezes acabamos focando somente nos riscos que recebem mais destaque e deixamos de olhar para outros que atingem uma parcela muito maior da população”, a palavra “que” aparece escrita três vezes. A correta classificação morfossintática de cada uma dessas ocorrências, na ordem em que surgem no texto, está indicada em:
Alternativas
Q4372875 Português
Diferença de sotaques apenas demonstra que as línguas mudam conforme o contexto social e regional

    “Uai”, “bah”, “égua”, “oxe”, todas essas expressões fazem parte da diversidade linguística brasileira. Com cinco regiões e mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo. Com um vasto território, o idioma pode ser o mesmo, mas cada um possui suas particularidades. O português faz parte da família de línguas que se originou do latim (a qual chamamos de família latina ou românica). Vinda de Portugal no século 16, a língua portuguesa sofreu alterações quando chegou ao território brasileiro. O professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) Manoel Mourivaldo Santiago Almeida fala um pouco sobre o processo de formação dos diferentes sotaques.

    “Esse dialeto está em formação, variação e mudança desde seus primeiros contatos ocorridos na extensa região do então planalto de Piratininga entre falantes da língua portuguesa e das diversas línguas indígenas. A partir dos séculos 17 e 18, essa variedade se expandiu para o interior tanto paulista quanto brasileiro, principalmente para o Centro-Oeste do Brasil, tendo como caminho as águas do Tietê, pela ação dos bandeirantes e bolseiros, aqueles que se utilizam de vias fluviais, e também para o Sul do Brasil pela rota dos tropeiros. É preciso somar a esse contexto o contato entre as línguas africanas, da época da escravidão e também depois com as línguas europeias, como o italiano, dentre outras e de outros continentes”, afirma.

    A criação de sotaques diversos tem relação histórica: como exemplo, a vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro. “Por exemplo, é comum dizer que o C ou o S chiado no final de sílaba do falante carioca, como em casca, e que também está presente na maioria dos sotaques litorâneos do Sul ao Norte do Brasil, é devido à maior presença do português europeu, que também chia o C ou o S no mesmo contexto de final de sílaba, e é de prestígio. É um ingrediente sócio-histórico e cultural que ativa a formação e a constante variação em mudança de diferentes sotaques, dialetos ou variedades linguísticas em toda e qualquer língua, em todo e qualquer tempo, em todo e qualquer lugar”, acrescenta o professor da FFLCH.


    Morfologia e o estudo da língua portuguesa

    Em alguns casos, as variações morfológicas, como o uso de certas formas verbais ou pronominais, podem estar associadas a diferenças de sotaque. A morfologia trata de um modo geral do estudo da estrutura e formação das palavras. O professor Santiago Almeida exemplifica diferentes formas semânticas de estudar a variedade linguística. “Existem diferenças de diversas naturezas. Semântico-lexical, que trata da diferença de sentido de uma palavra de região para região, como mandioca, aipim, macaxeira, rapariga, moça. Morfossintática, que trata da diferença de construção de uma estrutura de uma frase ou de emprego de termos ou de concordância: tu vais, ele vai etc. Fonético-fonológico, que geralmente é a mais comentada e que trata da realização dos fonemas ou sons de uma língua. Por exemplo, os diferentes tipos de pronunciar um Re ou um R, como um retroflexo, porta, um aspirado ou um vibrante. E, como já foi dito, essas diferenças são reflexos da história social e cultural e dos contatos linguísticos de cada região ou lugar onde tais variações são percebidas”, comenta.


    Preconceito linguístico

    Apesar de ser um país extremamente diverso, o preconceito linguístico ainda é um fator existente no Brasil. O preconceito linguístico é a discriminação ou o julgamento negativo que ocorre com base na maneira como uma pessoa fala, escreve ou utiliza a língua. Ele se manifesta quando se valoriza uma forma de falar ou de escrever (geralmente a variante considerada “padrão” ou “culta”) em detrimento de outras variedades linguísticas, como dialetos regionais, sotaques ou formas de linguagem de grupos sociais específicos. O preconceito linguístico reflete desigualdades sociais e culturais, associando certas formas de falar a estereótipos de inferioridade, à falta de educação ou até mesmo à incapacidade.

    “Eu diria que não é só no Brasil, no mundo todo existem preconceitos linguísticos. O preconceito linguístico ocorre, obviamente, a partir da percepção que cada um tem naturalmente de variedades ou dialetos e sotaques distintos do seu sotaque, da sua variedade. O preconceito linguístico ou estigma tem a ver com a identificação do falante de uma determinada região ou grupo social que, por algum motivo, é também estigmatizado pelo preconceituoso”, discorre o professor.

    Esse tipo de preconceito ignora que as línguas são vivas e mudam conforme o contexto social e regional, e que a variação linguística é uma característica natural e legítima de qualquer idioma. A língua é parte essencial da identidade cultural de cada indivíduo e grupo social e discriminar alguém, com base no seu modo de falar, perpetua desigualdades históricas e sociais. Enfrentar esse preconceito é garantir o reconhecimento da diversidade linguística como uma riqueza cultural, além de assegurar que todos tenham igualdade de oportunidades, independentemente de sua forma de comunicar. A valorização das variantes linguísticas contribui para a construção de uma educação mais democrática e de um convívio social livre de discriminação.

    Santiago conclui ressaltando a importância da diversidade. “É preciso reconhecer que, quando se discute a variedade de uma determinada língua, com o risco de lhe imprimir um único selo ou lhe caracterizar por apenas uma de suas multifaces, o que se pode destacar dentro do redemoinho da variação infinita de toda e qualquer língua são tendências ao maior ou menor grau de inclinação para uma ou outra de suas multifaces. Aí, por ser a língua produto da ação histórica, sociocultural de seus falantes, podemos rumar por caminhos distintos quão distinta seja essa ação histórica, social e cultural. Enfim, basta que o tema seja posto, livre de qualquer inclinação que o conduza deliberadamente para o estigma daquilo que, por natureza, é diverso”, finaliza.

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/diferenca-de-sotaques-apenas-demonstra-que-as-linguas-mudam-conforme-o-contexto-social-e-regional/.
Acesso em: 15 jul. 2026.
Os elementos conectores enumerados a seguir introduzem respectivamente orações:
“‘Enfim, basta que o tema seja posto, livre de qualquer inclinação que¹ o conduza deliberadamente para o estigma daquilo que², por natureza, é diverso’, finaliza.”
Alternativas
Q4350938 Português
Considerando as relações sintáticas de subordinação estabelecidas no período composto abaixo, bem como a classificação das orações e dos termos que as constituem, analise a estrutura e identifique a alternativa que apresenta interpretação tecnicamente correta, em estrita conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
“Embora os alunos que se dedicaram intensamente ao estudo tenham alcançado bom desempenho, é necessário que se reconheça que a complexidade do conteúdo, cuja abordagem exige domínio teórico aprofundado, impõe dificuldades que nem sempre podem ser superadas apenas com esforço individual.” 
Alternativas
Q4188139 Português
Para responder à questão, leia o texto do imperador Marco Aurélio (121 – 180 d.C.) a seguir:


    O próprio Hipócrates, que curou muitas doenças, caiu doente e morreu. Os caldeus* previram as mortes de multidões e, ao final, o destino também ceifou suas vidas. Alexandre Pompeu e Caio César, que destruíram muitas cidades e tiraram a vida de milhares de soldados de cavalaria e infantaria no campo de batalha, também um dia deixaram esta vida. Heráclito, que muito especulou sobre a conflagração do mundo, morreu engolido pela água e coberto de estrume de gado. Demócrito foi destruído por vermes; Sócrates foi morto por outro tipo de verme. Por que tudo isso?

    Embarcaste, empreendeste tua viagem e atracaste no ancoradouro. Desembarca. Se for em outra vida, lá também haverá um Deus; se for no meio do nada, ao menos não haverá mais dores e prazeres e não serás mais escravo de um corpo tão vil quanto seu escravo. A alma é, pois, inteligência e divindade, mas o corpo, pó e corrupção.

(Marco Aurélio, Meditações. Adaptado)


*Caldeus: habitantes da Caldeia, país na antiga Mesopotâmia.
Na relação de subordinação entre orações, uma oração (ou mais de uma) exerce uma função sintática de outra, dita principal.

A partir dessa informação, assinale a alternativa em que uma oração exerce função sintática de outra.
Alternativas
Q4175846 Português
Assinale a opção em que o pronome relativo está empregado corretamente.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Provas: CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Alergologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Nuclear | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Mastologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina de Família e Comunidade | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ginecologia e Obstetrícia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hematologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina do Trabalho | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Clínica Médica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hemoterapia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Intensiva | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Psiquiatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Dermatologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Infectologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Médico Generalista | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Radiologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Endocrinologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Reumatologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Nefrologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Urologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Gastroenterologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Geriatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Neurocirurgia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pediatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pediatria Neonatal | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia de Cabeça e Pescoço | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Geral | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Plástica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pneumologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Vascular Periférica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Proctologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Neurologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Oftalmologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ortopedia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Otorrinolaringologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anatomia Patológica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anestesiologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cancerologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cardiologia |
Q4139843 Português

A vírgula é um sinal de pontuação que desempenha diversas funções na organização sintática do período, podendo indicar a separação de termos coordenados, o isolamento de elementos explicativos ou a marcação de deslocamentos dentro da oração. Entretanto, seu emprego inadequado pode provocar ambiguidade ou violar relações sintáticas fundamentais, como a ligação entre sujeito e predicado ou entre verbo e complemento.


Considerando essas normas da pontuação na Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a vírgula está empregada corretamente.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Provas: CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Alergologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Nuclear | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Mastologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina de Família e Comunidade | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ginecologia e Obstetrícia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hematologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina do Trabalho | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Clínica Médica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hemoterapia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Intensiva | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Psiquiatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Dermatologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Infectologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Médico Generalista | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Radiologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Endocrinologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Reumatologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Nefrologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Urologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Gastroenterologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Geriatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Neurocirurgia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pediatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pediatria Neonatal | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia de Cabeça e Pescoço | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Geral | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Plástica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pneumologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Vascular Periférica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Proctologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Neurologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Oftalmologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ortopedia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Otorrinolaringologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anatomia Patológica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anestesiologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cancerologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cardiologia |
Q4139825 Português
A questão refere-se ao fragmento do conto A nova Califórnia, de Lima Barreto.

O carteiro, cujo velho sonho era a formatura do filho, viu logo ali meios de consegui-la. Castrioto, o escrivão do juiz de paz, que o ano passado conseguiu comprar uma casa, mas ainda não pudera cercar, pensou no muro, que lhe devia proteger a horta e a criação. Pelos olhos do sitiante Marques, que andava desde anos atrapalhado para arranjar um pasto, passou logo o prado verde do Costa, onde seus bois engordariam e ganhariam forças [..]

Fonte: BARRETO, Lima. A nova Califórnia. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 40.

Com base na análise sintática do período, especialmente quanto à classificação das orações coordenadas e subordinadas presentes no fragmento, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Provas: CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Alergologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Nuclear | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Mastologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina de Família e Comunidade | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ginecologia e Obstetrícia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hematologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina do Trabalho | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Clínica Médica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hemoterapia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Intensiva | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Psiquiatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Dermatologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Infectologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Médico Generalista | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Radiologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Endocrinologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Reumatologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Nefrologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Urologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Gastroenterologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Geriatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Neurocirurgia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pediatria | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pediatria Neonatal | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia de Cabeça e Pescoço | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Geral | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Plástica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pneumologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Vascular Periférica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Proctologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Neurologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Oftalmologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ortopedia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Otorrinolaringologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anatomia Patológica | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anestesiologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cancerologia | CIAAR - 2026 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cardiologia |
Q4139822 Português
Considere a frase abaixo.

“O relatório técnico, que foi elaborado pela comissão responsável após meses de análise minuciosa dos dados coletados em diferentes regiões do país, apresentou conclusões divergentes das inicialmente esperadas.”

Com base na análise sintática da oração destacada, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4375654 Português
Texto para a questão.

Sobre peixes e linguagem
Marcos Bagno

        Me ocorre frequentemente a ideia de que nós nos relacionamos com a linguagem assim como os peixes se relacionam com a água. Fora da água, o peixe não existe, toda a sua natureza, seu desenho, seu organismo, seu modo de ser estão indissociavelmente vinculados à água. Outros animais até conseguem sobreviver na água ou se adaptar a ela, como focas, pinguins, sapos e salamandras, que levam uma existência anfíbia. Mas os peixes não: ser peixe é ser na água. Com os seres humanos é a mesma coisa: não existimos fora da linguagem, não conseguimos sequer imaginar o que é não ter linguagem — nosso acesso à realidade é mediado por ela de forma tão absoluta que podemos dizer que para nós a realidade não existe, o que existe é a tradução que dela nos faz a linguagem, implantada em nós de forma tão intrínseca e essencial quanto nossas células e nosso código genético. Ser humano é ser linguagem. Mas a comparação com o peixe também pode se aplicar a uma outra dimensão da linguagem, que é a única forma como a linguagem realmente adquire existência: a dimensão textual. Abrir a boca para falar, empunhar um instrumento para grafar o que quer que seja, ativar a memória, raciocinar, sonhar, esquecer... todas essas atividades humanas só se realizam como textos. Só tem linguagem onde tem texto. No entanto, por alguma misteriosa razão, os estudos linguísticos, durante quase dois milênios, desprezaram esse caráter essencialmente textual da linguagem humana.
    
        Talvez justamente por ele ser tão íntimo e inevitável quanto respirar, algo que fazemos tão intuitivamente que nunca nos estudo da língua, na escola, à palavra solta e à frase isolada.
    
        Uma palavra solta, uma frase isolada são um peixe fora d’água. O texto é o ambiente natural para qualquer palavra, qualquer frase. Fora do texto, a palavra sufoca, a frase estrebucha e morre. E como pode o peixe vivo viver fora da água fria?

Prefácio do livro Análise de texto: fundamentos e prática, de Irandé Antunes.

Analise os períodos I e II, para demarcar o item correto, em se tratando do uso ou da ausência da vírgula em relação aos elementos conectores destacados.
I. "Outros animais até conseguem sobreviver na água ou se adaptar a ela, como focas, pinguins, sapos e salamandras, que levam uma existência anfíbia.
II. "E as consequências desse desprezo, para a educação, configuram a tragédia pedagógica que tão bem conhecemos [...]"
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFMT Órgão: PM-MT Prova: UFMT - 2025 - PM-MT - Oficial Complementar |
Q4202561 Português
Até o século 8 a.C., o ano do mundo romano da Antiguidade – do qual herdamos essas medidas – tinha apenas dez meses e se iniciava em 1º de março (martius), depois vinha aprilis, maius, iunius e, a partir daí, foram usados numerais (de 5 a 10) para denominar os meses seguintes (quinctilis, sextilis, september, october, november e december).

O emprego de preposição antes de pronome relativo depende da regência verbal da palavra à qual ele se refere. Na oração do qual herdamos essas medidas, o pronome relativo vem precedido de preposição em função da regência do verbo herdar. Assinale a alternativa que apresenta o pronome relativo precedido de preposição correta.
Alternativas
Q4157501 Português

O trabalho remunerado e mal pago e a crise global da desigualdade


O trabalho de cuidado é essencial para nossas sociedades e para a economia. Ele inclui o trabalho de cuidar de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais, bem como o trabalho doméstico diário que inclui cozinhar, limpar, lavar, consertar coisas e buscar água e lenha. Se ninguém investisse tempo, esforços e recursos nessas tarefas diárias essenciais, comunidades, locais de trabalho e economias inteiras ficariam estagnadas. Em todo o mundo, o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago é desproporcionalmente assumido por mulheres e meninas em situação de pobreza, especialmente por aquelas que pertencem a grupos que, além da discriminação de gênero, sofrem preconceito em decorrência de sua raça, etnia, nacionalidade, sexualidade e casta. As mulheres são responsáveis por mais de três quartos do cuidado não remunerado e compõem dois terços da força de trabalho envolvida em atividades de cuidado remuneradas.


Disponível em: https://www.oxfam.org.br/wp-content/uploads/2021/04/1579272776200120_Tempo_de_Cuidar_PT-BR_sumario_executivo.pdf. Acesso em: 7 set. 2025.

As orações iniciadas pelos termos destacados, no excerto que segue, são respectivamente:
“[...] especialmente por aquelas que pertencem a grupos que, além da discriminação de gênero, sofrem preconceito.”
Alternativas
Q3220492 Português
Leia o texto a seguir:


As células do cérebro não envelhecem


   Hoje eu quero contar para vocês sobre um estudo inovador realizado na Columbia University, que confirma que as células cerebrais não envelhecem.

   Na verdade, o que se descobriu é que você tem exatamente o mesmo número de células nervosas (ou neurônios) quando jovem.

   Isso foi admitido inclusive como certo pelo diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

   Eles provaram que o cérebro pode continuar criando novos neurônios para sempre.

   Portanto, a velha teoria de que cérebros humanos não podem construir novos neurônios cai por terra!

   Então, por que ocorre o declínio mental?

   O que ocorre, na verdade, é que não é o número de células do seu cérebro que diminui, mas sim o número de células-tronco cerebrais e os vasos sanguíneos que as alimentam que diminuem.

   Os cientistas da Columbia estudaram cérebros doados por pessoas idosas que morreram de causas naturais. Eles descobriram que os cérebros dos idosos tinham a mesma quantidade de novos neurônios que os jovens.

   Além disso, eles também encontraram um número menor de células-tronco inativas, ou "quiescentes", em uma área do cérebro ligada à resistência cognitivo-emocional.

   Trata-se das nossas forças de reserva que alimentam nossa capacidade de aprender e se adaptar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/colunistas/saude-e-alimentacao/2024/11/1053100-ascelulas-do-cerebro-nao-envelhecem.html. Texto adaptado. Acesso em 27/11/2024
“Os cientistas da Columbia estudaram cérebros doados por pessoas idosas que morreram de causas naturais” (8º parágrafo). Nesse trecho, a oração destacada é classificada como subordinada:
Alternativas
Q3307727 Português

Para responder à questão, considere os seguintes textos:


Texto 1:


Excertos do Edital DRH/CRS Nº 14/2023 - CFSd QPE-PM


3.2 Função geral/missão do cargo de Soldado da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais: Executar atividades de policiamento ostensivo, a fim de prevenir e reprimir a criminalidade, garantindo a ordem e a segurança pública e promovendo os direitos fundamentais para o alcance da paz social. (...)


3.5 Condições gerais de exercício do cargo: trabalhar em contato cotidiano com o público, de forma individual ou em equipe, sob supervisão permanente, em ambiente de trabalho que pode ser fechado ou a céu aberto, a pé, montado ou em veículos, em horários diversos (diurno, noturno ou em rodízio de turnos); atuar em condições adversas e de risco de contágio de moléstias e de morte em sua rotina de trabalho.


POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS. Edital DRH/CRS Nº 14/2023CFSd QPE-PM. Disponível em: https://intranet.policiamilitar.mg.gov.br/conteudoportal/sites/concurso/071220232023278950.pdf. Acesso em: 10 de jan. de 2024.


Texto 2:


EMOCIONANTE


Militar faz parto às margens de rodovia: 'Ajudei uma criança a nascer'


Ele realizou um parto às margens da MG-010, nas proximidades do bairro Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Um Policial Militar viveu, nesta terça-feira (27), uma experiência fora da rotina do combate e prevenção à criminalidade. Ele realizou um parto às margens da MG-010, nas proximidades do bairro Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o militar que atendeu a ocorrência, o cabo Walace Ferreira, uma gestante estava acompanhada do marido e do cunhado quando precisou de ajuda. Eles estavam a caminho do hospital quando a mulher entrou em trabalho de parto dentro do veículo da família. Para tentar auxiliar a mulher, que estava no banco traseiro do veículo, o pai da criança estacionou o carro às margens da rodovia. Por sorte, militares passaram pelo local, no momento do parto. O homem, então, solicitou auxílio dos policiais que realizaram o parto e o corte do cordão umbilical. Após o nascimento da criança, a mãe e o bebê foram encaminhados para o Hospital Risoleta Neves, onde exames seriam realizados. "Tenho 16 anos de corporação e esta foi a primeira vez que participei de uma ocorrência deste tipo. Sempre atendi ocorrências de grande complexidade e perigo e, hoje, pude ter uma experiência inédita, inovadora e gratificante, de ajudar uma criança nascer", lembrou o militar.


BRITO, Alice. MARÇAL, Manuel. O tempo.com.br.2022. Militar faz parto às margens de rodovia: 'Ajudei uma criança a nascer'. Disponível em:  https://www.otempo.com.br/cidades/video-militar-faz-parto-as-margens-derodovia-ajudei-uma-crianca-a-nascer-1.2740817. Acesso em: 10 de jan. de 2024. 


Texto 3:


Segunda Pele – o preço da ordem


Quanto custa ao ser humano que veste uma farda combater a crueldade do crime? Essa pergunta deu origem à Segunda Pele, nova série policial criada pela Polícia Militar de Minas Gerais, com direção de Guto Aeraphe e produção de Humberto de C.Rezende. Com 6 episódios de 20 minutos cada, a série foi idealizada pela Diretoria de Comunicação Organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais como parte do plano de comunicação da PMMG. Inspirada em diversas ocorrências, e principalmente, na vida cotidiana dos policiais militares, a série tem o objetivo de valorizar estas pessoas que dedicam suas vidas a servir a comunidade, mesmo com o risco iminente de perderem a vida.


POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS. Série Segunda Pele. Disponível em: <https://www.policiamilitar.mg.gov.br/site/4bpm/noticias/244323/serie-segunda-pele> Acesso em: 10 de jan. de 2024. 

Considere o seguinte trecho: “Para tentar auxiliar a mulher, que estava no banco traseiro do veículo, o pai da criança estacionou o carro às margens da rodovia. É CORRETO afirmar que a oração destacada seja uma: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2024 - PM-SP - Soldado PM de 2ª Classe |
Q2553702 Português
Assinale a frase em que a oração adjetiva sublinhada foi substituída por um adjetivo semanticamente inadequado.
Alternativas
Q2470657 Português

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda às questões propostas.


 O poder criativo da imperfeição


Já escrevi sobre como nossas teorias científicas sobre o mundo são aproximações de uma realidade que podemos compreender apenas em parte. Nossos instrumentos de pesquisa, que tanto ampliam nossa visão de mundo, têm necessariamente limites de precisão. Não há dúvida de que Galileu, com seu telescópio, viu mais longe do que todos antes dele. Também não há dúvida de que hoje vemos muito mais longe do que Galileu poderia ter sonhado em 1610. E certamente, em cem anos, nossa visão cósmica terá sido ampliada de forma imprevisível.


No avanço do conhecimento científico, vemos um conceito que tem um papel essencial: simetria. Já desde os tempos de Platão, há a noção de que existe uma linguagem secreta da natureza, uma matemática por trás da ordem que observamos.


Platão – e, com ele, muitos matemáticos até hoje – acreditava que os conceitos matemáticos existiam em uma espécie de dimensão paralela, acessível apenas através da razão. Nesse caso, os teoremas da matemática (como o famoso teorema de Pitágoras) existem como verdades absolutas, que a mente humana, ao menos as mais aptas, pode ocasionalmente descobrir. Para os platônicos, a matemática é uma descoberta, e não uma invenção humana.


Ao menos no que diz respeito às forças que agem nas partículas fundamentais da matéria, a busca por uma teoria final da natureza é a encarnação moderna do sonho platônico de um código secreto da natureza. As teorias de unificação, como são chamadas, visam justamente a isso, formular todas as forças como manifestações de uma única, com sua simetria abrangendo as demais.


Culturalmente, é difícil não traçar uma linha entre as fés monoteístas e a busca por uma unidade da natureza nas ciências. Esse sonho, porém, é impossível de ser realizado. Primeiro, porque nossas teorias são sempre temporárias, passíveis de ajustes e revisões futuras. Não existe uma teoria que possamos dizer final, pois nossas explicações mudam de acordo como conhecimento acumulado que temos das coisas. Um século atrás, um elétron era algo muito diferente do que é hoje. Em cem anos, será algo muito diferente outra vez. Não podemos saber se as forças que conhecemos hoje são as únicas que existem.


Segundo, porque nossas teorias e as simetrias que detectamos nos padrões regulares da natureza são em geral aproximações. Não existe uma perfeição no mundo, apenas em nossas mentes. De fato, quando analisamos com calma as “unificações” da física, vemos que são aproximações que funcionam apenas dentro de certas condições.


O que encontramos são assimetrias, imperfeições que surgem desde as descrições das propriedades da matéria até as das moléculas que determinam a vida, as proteínas e os ácidos nucleicos (RNA e DNA). Por trás da riqueza que vemos nas formas materiais, encontramos a força criativa das imperfeições.


GLEISER, Marcelo. O poder criativo da imperfeição (adaptação). Folha de S. Paulo. Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2013/08/1331313-o-poder-criativo-da-imperfeicao.shtml . Acesso em 12 jan 23.

Sobre o enunciado: “Nossos instrumentos de pesquisa, que tanto ampliam nossa visão de mundo, têm necessariamente limites de precisão”, pode-se AFIRMAR que:
Alternativas
Q2469259 Português
Assinale a alternativa que não contém oração subordinada adjetiva.  
Alternativas
Q3232280 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



Incêndios Florestais e Aquecimento Global


Airton Bodstein


   Todos aqueles que acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional. De acordo com o Ministério da Ecologia francês, o país tem, em média, 4 mil incêndios florestais por ano, sendo 90% provocados por atividade humana, geralmente por desconhecimento dos riscos ou imprudência; desse total, 10% são criminosos.

    Entretanto, os incêndios florestais podem também ocorrer devido a causas naturais. A queda de um raio sobre uma vegetação seca pode provocar um incêndio localizado, mas, se houver ventos fortes e baixa umidade do ar, pode rapidamente se espalhar, dependendo da topografia do terreno, de forma a atingir grandes áreas de vegetação e até zonas habitadas. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os raios ocorrem durante o período de chuvas que podem dificultar a propagação do fogo.

    Os incêndios florestais se caracterizam por um fogo intenso fora de controle, capaz de produzir graves danos ao meio ambiente pela destruição da vegetação nativa, liberação de grande quantidade de fumaça com gases tóxicos, além de provocar a morte de muitos animais selvagens. Quando ocorrem nas proximidades de áreas habitadas, podem destruir casas e outras instalações, causar a morte de animais domésticos e colocar em risco a vida de pessoas, que, por qualquer razão, não tenham sido evacuadas a tempo; ou ainda provocar sérios acidentes rodoviários por falta de visibilidade nas estradas ocasionada pela fumaça intensa. Aviões e helicópteros utilizados no combate a incêndios também já sofreram acidentes, bem como outros veículos, voluntários e bombeiros que foram cercados pelas chamas em função da mudança repentina de direção dos ventos. O tipo de vegetação também pode influenciar na propagação do fogo. Algumas plantas produzem óleos que atuam como combustível, aumentando a disseminação das chamas. Nos períodos de calor intenso, nos quais aumentam as emissões de radiações UV, pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca produzindo fogo, sem intervenção humana. Os grandes incêndios florestais podem provocar a morte de muitas pessoas, mas o calor intenso, nas áreas urbanas, produz um número bem maior de vítimas. Neste verão europeu, já perderam a vida, por excesso de calor, mais de 1.700 pessoas, segundo o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os mais vulneráveis são os bebês, as crianças e os idosos.

    O verão, no hemisfério norte, neste ano, vem apresentando temperaturas muito elevadas, bem acima das médias de verões anteriores naqueles países, superando recordes de séculos. Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos têm sido submetidos a temperaturas que ultrapassam os 40ºC e que têm causado mortes por calor e incêndios florestais. No dia 16 de julho deste ano, a agência de meteorologia francesa, a Météo France, divulgou um mapa mostrando temperaturas acima da média em todo o território francês, que variavam dos 32ºC até valores extremos para os padrões franceses, de 42ºC. É o que eles chamam de canicule ou onda de calor. Os especialistas atribuem essas altas temperaturas às mudanças climáticas, e a tendência é de elevação na próxima década. A climatologista Françoise Vimeu, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, não descarta temperaturas em torno de 50°C em futuro próximo. O efeito dessas temperaturas elevadas sobre a população europeia é bastante danoso, uma vez que esses países, acostumados com o frio, não possuem as estruturas de minimização dos efeitos do calor, como nos países de clima quente. As habitações são pouco ventiladas, com os telhados revestidos de material escuro que absorve calor e há quase total ausência de aparelhos de ar-condicionado nas residências, as quais possuem apenas os clássicos aquecedores.

    Na mesma semana de julho, o Brasil também apresentou temperaturas bem elevadas para a estação do inverno, conforme apresentado no mapa do Instituto Nacional de Meteorologia. Apesar de os brasileiros já estarem bem acostumados com o calor e o uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado ser comum em nossas residências, com moradias bem adaptadas para temperaturas altas, vale lembrar que as médias acima de 40ºC ocorrem no verão, geralmente nos meses de dezembro a fevereiro, e com duração de alguns dias, sendo logo amenizadas pelas fortes chuvas tropicais, também comuns no verão do país. E, dado o que vem ocorrendo no hemisfério norte, neste ano, é de se esperar temperaturas extremamente elevadas no próximo verão, agora no hemisfério sul. Então, precisamos nos preparar para o enfrentamento de grandes incêndios florestais, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos e, principalmente, estabelecer os protocolos de saúde pública necessários para reduzir os riscos de mortes por calor junto às nossas crianças e idosos.

    Como dito anteriormente, 90% dos incêndios florestais são ocasionados por ação humana, daí a grande importância da prevenção por parte da população. Além de evitar as práticas já citadas, não coloque fogo em lixo e nem solte balões. Esta semana, um cidadão norte-americano de 26 anos foi preso em Utah, por provocar um grande incêndio florestal ao queimar uma aranha com um isqueiro na mata. Proteja as nossas florestas e a nossa população.


https://www.revistaemergencia.com.br/blogs/incendios-florestais-e-aquecimento-global/ [Adaptado]

Para responder à questão, considere o trecho a seguir.


Todos aqueles que [1] acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que [2] estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que [3] incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional.


Em relação aos termos em destaque,

Alternativas
Q3232279 Português

Para responder à questão, considere o texto abaixo.



Incêndios Florestais e Aquecimento Global


Airton Bodstein


   Todos aqueles que acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional. De acordo com o Ministério da Ecologia francês, o país tem, em média, 4 mil incêndios florestais por ano, sendo 90% provocados por atividade humana, geralmente por desconhecimento dos riscos ou imprudência; desse total, 10% são criminosos.

    Entretanto, os incêndios florestais podem também ocorrer devido a causas naturais. A queda de um raio sobre uma vegetação seca pode provocar um incêndio localizado, mas, se houver ventos fortes e baixa umidade do ar, pode rapidamente se espalhar, dependendo da topografia do terreno, de forma a atingir grandes áreas de vegetação e até zonas habitadas. Vale lembrar que, na maioria dos casos, os raios ocorrem durante o período de chuvas que podem dificultar a propagação do fogo.

    Os incêndios florestais se caracterizam por um fogo intenso fora de controle, capaz de produzir graves danos ao meio ambiente pela destruição da vegetação nativa, liberação de grande quantidade de fumaça com gases tóxicos, além de provocar a morte de muitos animais selvagens. Quando ocorrem nas proximidades de áreas habitadas, podem destruir casas e outras instalações, causar a morte de animais domésticos e colocar em risco a vida de pessoas, que, por qualquer razão, não tenham sido evacuadas a tempo; ou ainda provocar sérios acidentes rodoviários por falta de visibilidade nas estradas ocasionada pela fumaça intensa. Aviões e helicópteros utilizados no combate a incêndios também já sofreram acidentes, bem como outros veículos, voluntários e bombeiros que foram cercados pelas chamas em função da mudança repentina de direção dos ventos. O tipo de vegetação também pode influenciar na propagação do fogo. Algumas plantas produzem óleos que atuam como combustível, aumentando a disseminação das chamas. Nos períodos de calor intenso, nos quais aumentam as emissões de radiações UV, pode ocorrer a ignição espontânea da vegetação seca produzindo fogo, sem intervenção humana. Os grandes incêndios florestais podem provocar a morte de muitas pessoas, mas o calor intenso, nas áreas urbanas, produz um número bem maior de vítimas. Neste verão europeu, já perderam a vida, por excesso de calor, mais de 1.700 pessoas, segundo o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os mais vulneráveis são os bebês, as crianças e os idosos.

    O verão, no hemisfério norte, neste ano, vem apresentando temperaturas muito elevadas, bem acima das médias de verões anteriores naqueles países, superando recordes de séculos. Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos têm sido submetidos a temperaturas que ultrapassam os 40ºC e que têm causado mortes por calor e incêndios florestais. No dia 16 de julho deste ano, a agência de meteorologia francesa, a Météo France, divulgou um mapa mostrando temperaturas acima da média em todo o território francês, que variavam dos 32ºC até valores extremos para os padrões franceses, de 42ºC. É o que eles chamam de canicule ou onda de calor. Os especialistas atribuem essas altas temperaturas às mudanças climáticas, e a tendência é de elevação na próxima década. A climatologista Françoise Vimeu, do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, não descarta temperaturas em torno de 50°C em futuro próximo. O efeito dessas temperaturas elevadas sobre a população europeia é bastante danoso, uma vez que esses países, acostumados com o frio, não possuem as estruturas de minimização dos efeitos do calor, como nos países de clima quente. As habitações são pouco ventiladas, com os telhados revestidos de material escuro que absorve calor e há quase total ausência de aparelhos de ar-condicionado nas residências, as quais possuem apenas os clássicos aquecedores.

    Na mesma semana de julho, o Brasil também apresentou temperaturas bem elevadas para a estação do inverno, conforme apresentado no mapa do Instituto Nacional de Meteorologia. Apesar de os brasileiros já estarem bem acostumados com o calor e o uso de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado ser comum em nossas residências, com moradias bem adaptadas para temperaturas altas, vale lembrar que as médias acima de 40ºC ocorrem no verão, geralmente nos meses de dezembro a fevereiro, e com duração de alguns dias, sendo logo amenizadas pelas fortes chuvas tropicais, também comuns no verão do país. E, dado o que vem ocorrendo no hemisfério norte, neste ano, é de se esperar temperaturas extremamente elevadas no próximo verão, agora no hemisfério sul. Então, precisamos nos preparar para o enfrentamento de grandes incêndios florestais, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos e, principalmente, estabelecer os protocolos de saúde pública necessários para reduzir os riscos de mortes por calor junto às nossas crianças e idosos.

    Como dito anteriormente, 90% dos incêndios florestais são ocasionados por ação humana, daí a grande importância da prevenção por parte da população. Além de evitar as práticas já citadas, não coloque fogo em lixo e nem solte balões. Esta semana, um cidadão norte-americano de 26 anos foi preso em Utah, por provocar um grande incêndio florestal ao queimar uma aranha com um isqueiro na mata. Proteja as nossas florestas e a nossa população.


https://www.revistaemergencia.com.br/blogs/incendios-florestais-e-aquecimento-global/ [Adaptado]

Para responder à questão, considere o trecho a seguir.


Todos aqueles que [1] acompanham diariamente o noticiário nacional e internacional, através dos principais meios de comunicação, têm se deparado com imagens impressionantes de grandes incêndios florestais que [2] estão ocorrendo em várias partes do mundo, principalmente no hemisfério norte. Todos sabemos que [3] incêndios em florestas sempre ocorreram em função de diversos fatores, como queimadas de vegetação nativa utilizadas na pecuária e na agricultura, acidentes envolvendo crianças brincando com fogo, turistas descuidados fazendo fogueiras para um acampamento provisório ou ainda atos criminosos que provocam os incêndios de maneira intencional.


Considerando as relações sintático-semânticas do português escrito padrão,

Alternativas
Q2201193 Português
Assinale a alternativa que apresenta classificação incorreta da oração reduzida em destaque. 
Alternativas
Q2201188 Português
No trecho Como eu não podia caminhar, Melissa veio ao meu encontro, a oração em destaque é classificada como oração subordinada  
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: C
4: E
5: C
6: A
7: B
8: B
9: D
10: A
11: A
12: A
13: B
14: B
15: D
16: B
17: A
18: A
19: C
20: D