Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

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Q376656 Português
       A relação do baiano Dorival Caymmi com a música teve início quando, ainda menino, cantava no coro da igreja com voz de baixo-cantante. Esse pontapé inicial foi o estímulo necessá­rio para a construção, já em terras cariocas, entre reis e rainhas do rádio, de um estilo inconfundível quase sem seguidores na música popular brasileira.
       No Rio, em 1938, depois de pegar um lia (navios que faziam transporte de passageiros do norte do país em direção ao sul) em busca de meihores oportunidades de emprego, Dorival Caymmi chegou a pensar em ser jornalista e ilustrador. No entanto, para felicidade de seu amigo Jorge Amado, acabou sendo cooptado pelo mar de melodias e poesias que circulava em seu rico processo de criação.
       A obra de Caymmi é equilibrada peta qualidade: melodia e letra apresentam um grande poder de sintetizar o simples, eternizar o regional, declarar em música as tradições de sua amada Bahia, O mar, Itapoã, as festas do Bonfim e da Conceição da Praia, os fortes em ruínas, tudo sobrevive em Caymmi, que cresceu ouvindo histórias nas praias da Bahia, junto aos pescadores, convivendo com o drama das mulheres que esperam seus maridos voltarem (ou não) em saveiros e jangadas.


                     (André Diniz Almanaque do samba Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed , 2006 p 78


... tudo sobrevive em Caymmi ... (3º parágrafo)

0 pronome grifado acima
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Q376654 Português
       A relação do baiano Dorival Caymmi com a música teve início quando, ainda menino, cantava no coro da igreja com voz de baixo-cantante. Esse pontapé inicial foi o estímulo necessá­rio para a construção, já em terras cariocas, entre reis e rainhas do rádio, de um estilo inconfundível quase sem seguidores na música popular brasileira.
       No Rio, em 1938, depois de pegar um lia (navios que faziam transporte de passageiros do norte do país em direção ao sul) em busca de meihores oportunidades de emprego, Dorival Caymmi chegou a pensar em ser jornalista e ilustrador. No entanto, para felicidade de seu amigo Jorge Amado, acabou sendo cooptado pelo mar de melodias e poesias que circulava em seu rico processo de criação.
       A obra de Caymmi é equilibrada peta qualidade: melodia e letra apresentam um grande poder de sintetizar o simples, eternizar o regional, declarar em música as tradições de sua amada Bahia, O mar, Itapoã, as festas do Bonfim e da Conceição da Praia, os fortes em ruínas, tudo sobrevive em Caymmi, que cresceu ouvindo histórias nas praias da Bahia, junto aos pescadores, convivendo com o drama das mulheres que esperam seus maridos voltarem (ou não) em saveiros e jangadas.


                     (André Diniz Almanaque do samba Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed , 2006 p 78


O texto deixa claro que Dorival Caymmi
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Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356735 Português

TEXTO II
Aula de português

01   A linguagem
       na ponta da língua,
      tão fácil de falar
      e de entender.

05   A linguagem
       na superfície estrelada de letras,
       sabe lá o que ela quer dizer?

       Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
       e vai desmatando
10   o amazonas de minha ignorância.
       Figuras de gramática, esquipáticas,
       atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

       Já esqueci a língua em que comia,
       em que pedia para ir lá fora,
15   em que levava e dava pontapé,
       a língua, breve língua entrecortada
       do namoro com a prima.

     O português são dois; o outro, mistério.

(ANDPADE, Carlos D. Aula de Português. Boitempo - Esquecer para lembrar. São Paulo: Record, 2006).

Assinale a opção que apresenta a afirmação correta acerca do poema .
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Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356734 Português

TEXTO II
Aula de português

01   A linguagem
       na ponta da língua,
      tão fácil de falar
      e de entender.

05   A linguagem
       na superfície estrelada de letras,
       sabe lá o que ela quer dizer?

       Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
       e vai desmatando
10   o amazonas de minha ignorância.
       Figuras de gramática, esquipáticas,
       atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

       Já esqueci a língua em que comia,
       em que pedia para ir lá fora,
15   em que levava e dava pontapé,
       a língua, breve língua entrecortada
       do namoro com a prima.

     O português são dois; o outro, mistério.

(ANDPADE, Carlos D. Aula de Português. Boitempo - Esquecer para lembrar. São Paulo: Record, 2006).

Qual a opção apresenta uma passagem do texto que revela os sentimentos do poeta em relação à aula de português?
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Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356729 Português
Qual opção apresenta ideias em conformidade com o texto?
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Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356728 Português
A passagem que apresenta o fato responsável pela mudança de opinião do narrador quanto à invencibilidade do brasileiro no uso dos diminutivos está em que opção?
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Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356727 Português
Em "Ó vidinha" (linha 4) e "Ah vidinha. . ." (linha 7) , as palavras sublinhadas apresentam, respectivamente, sentido de
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Ano: 2012 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2012 - EAM - Marinheiro |
Q356726 Português
Assinale a opção que apresenta uma análise correta acerca da frase "Mas ninguém bate o brasileiro." (linhas 14-15).
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Q340617 Português
Imagem 003.jpg

A atenta observação dos elementos que compõem o quadro permite ao observador concluir todas as afirmações abaixo, exceto:
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Q340616 Português


Texto II

O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
                          (Manuel Bandeira)

No verso “O bicho, meu Deus, era um homem”, ocorre a figura de linguagem conhecida como:

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Q340615 Português


Texto II

O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
                          (Manuel Bandeira)

A organização das palavras de um texto funciona como um recurso expressivo na criação artística. Manuel Bandeira, em seu primeiro verso, conseguiu dar maior destaque:

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Q340614 Português


Texto II

O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
                          (Manuel Bandeira)

Considerando-se a observação das características temático-formais do poema e sua relação com os estilos literários, é correto afirmar que se trata de um texto:

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Q340613 Português






Texto I
A vida no lixão de Gramacho - RJ

      Considerado o maior aterro sanitário da América Latina, o Lixão de Gramacho é conhecido pelos seus diversos catadores e pelas histórias que ali com eles vivem.
      Histórias das Ruas foi até lá para conhecer um pouco dessa realidade e poder trazer para vocês alguns fatos que não apenas chocam mas incomodam até mesmo os mais desinteressados.
      O Lixão se localiza no bairro do Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias. O local recebe mais de 7 mil toneladas de lixo por dia. O bairro possui 20 mil habitantes que vivem na miséria e mais de 50% da população tiram sua renda da reciclagem de lixo que catam no aterro.
      As pessoas que vivem trabalhando com a reciclagem moram ao redor do aterro, em barracos de madeiras e papelão, em meio a muita lama e lixo, muito lixo. [...]
      Adentramos a favela e, tudo o que eu via, me impressionava muito. Mesmo não sendo a rampa (nome dado à montanha de lixo que é localizada dentro do aterro), a quantidade de lixo diante dos meus olhos era extremamente exagerada. Ficava difícil até ver o chão, forrado de lixo. Durante a nossa caminhada, João [um dos catadores] me explicou como era a vida no Lixão. “Aqui
nós trabalhamos para duas empresas que são donas de todo esse lixo. Não podemos trabalhar por conta própria. Enquanto eles se enriquecem com esse lixo que nós catamos e reciclamos, nós vivemos assim, nessa situação.”
      O cenário daquela comunidade era praticamente um cenário de guerra. Carros tombados, pessoas com semblantes muito sofridos e crianças carregando crianças. O cheiro era muito forte, também devido à quantidade enorme de porcos que viviam no meio do monte de lixo, porcos que dividiam o espaço onde as crianças da comunidade brincavam. Além disso, percebi que não havia saneamento no local.
      Perguntei ao Sr. João se ele fazia ideia de quantas crianças viviam lá e ele me respondeu: “Não tem como ter ideia disso.
São realmente muitas crianças que vivem no meio desse lixo e cada vez mais aumenta o número delas.”[...]
      Conversei com muitas pessoas e pude perceber que a maioria não queria contar a sua história de vida. Percebi que quase ninguém gostava de tocar no assunto de como foi parar ali; era um assunto que incomodava a todos e espalhava certa tristeza no ar, tristeza muito mais nítida do que a pobreza em que eles vivem.
      O Lixão será desativado até o dia 03/06. Para mim, ficou evidente que aquelas pessoas que vivem lá dependem daquele lixo para sobreviver, pois é de onde tiram o próprio sustento. Com todos os moradores que eu consegui conversar, perguntei o que eles iriam fazer e para onde pensarão ir depois que o Lixão fosse desativado. A resposta era sempre a mesma: “Não sabemos,
estamos esperando o governo decidir o que vai fazer com todo mundo que mora aqui.” Alguns até disseram estar tristes devido ao fato de que o lixão iria fechar.[...]
      No dia seguinte, voltando para São Paulo, vi algumas notícias em jornais de grande circulação em todo o país dizendo que o fim do Lixão de Gramacho marca um novo começo, uma nova vida para os moradores de lá. Fiquei chocado! Como a imprensa,
que tem como principal missão reportar a verdade dos fatos com espírito crítico, pode manipulá-los a ponto de “sugerir” que o mal é um bem?
(Fonte: www.historiasdasruas.com/2012 )



“Histórias das Ruas foi até lá para conhecer um pouco dessa realidade”

O pronome em destaque presente no trecho acima, foi usado em uma referência:

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Q340612 Português






Texto I
A vida no lixão de Gramacho - RJ

      Considerado o maior aterro sanitário da América Latina, o Lixão de Gramacho é conhecido pelos seus diversos catadores e pelas histórias que ali com eles vivem.
      Histórias das Ruas foi até lá para conhecer um pouco dessa realidade e poder trazer para vocês alguns fatos que não apenas chocam mas incomodam até mesmo os mais desinteressados.
      O Lixão se localiza no bairro do Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias. O local recebe mais de 7 mil toneladas de lixo por dia. O bairro possui 20 mil habitantes que vivem na miséria e mais de 50% da população tiram sua renda da reciclagem de lixo que catam no aterro.
      As pessoas que vivem trabalhando com a reciclagem moram ao redor do aterro, em barracos de madeiras e papelão, em meio a muita lama e lixo, muito lixo. [...]
      Adentramos a favela e, tudo o que eu via, me impressionava muito. Mesmo não sendo a rampa (nome dado à montanha de lixo que é localizada dentro do aterro), a quantidade de lixo diante dos meus olhos era extremamente exagerada. Ficava difícil até ver o chão, forrado de lixo. Durante a nossa caminhada, João [um dos catadores] me explicou como era a vida no Lixão. “Aqui
nós trabalhamos para duas empresas que são donas de todo esse lixo. Não podemos trabalhar por conta própria. Enquanto eles se enriquecem com esse lixo que nós catamos e reciclamos, nós vivemos assim, nessa situação.”
      O cenário daquela comunidade era praticamente um cenário de guerra. Carros tombados, pessoas com semblantes muito sofridos e crianças carregando crianças. O cheiro era muito forte, também devido à quantidade enorme de porcos que viviam no meio do monte de lixo, porcos que dividiam o espaço onde as crianças da comunidade brincavam. Além disso, percebi que não havia saneamento no local.
      Perguntei ao Sr. João se ele fazia ideia de quantas crianças viviam lá e ele me respondeu: “Não tem como ter ideia disso.
São realmente muitas crianças que vivem no meio desse lixo e cada vez mais aumenta o número delas.”[...]
      Conversei com muitas pessoas e pude perceber que a maioria não queria contar a sua história de vida. Percebi que quase ninguém gostava de tocar no assunto de como foi parar ali; era um assunto que incomodava a todos e espalhava certa tristeza no ar, tristeza muito mais nítida do que a pobreza em que eles vivem.
      O Lixão será desativado até o dia 03/06. Para mim, ficou evidente que aquelas pessoas que vivem lá dependem daquele lixo para sobreviver, pois é de onde tiram o próprio sustento. Com todos os moradores que eu consegui conversar, perguntei o que eles iriam fazer e para onde pensarão ir depois que o Lixão fosse desativado. A resposta era sempre a mesma: “Não sabemos,
estamos esperando o governo decidir o que vai fazer com todo mundo que mora aqui.” Alguns até disseram estar tristes devido ao fato de que o lixão iria fechar.[...]
      No dia seguinte, voltando para São Paulo, vi algumas notícias em jornais de grande circulação em todo o país dizendo que o fim do Lixão de Gramacho marca um novo começo, uma nova vida para os moradores de lá. Fiquei chocado! Como a imprensa,
que tem como principal missão reportar a verdade dos fatos com espírito crítico, pode manipulá-los a ponto de “sugerir” que o mal é um bem?
(Fonte: www.historiasdasruas.com/2012 )



“O cenário daquela comunidade era praticamente um cenário de guerra. Carros tombados, pessoas com semblantes muito sofridos e crianças carregando crianças. O cheiro era muito forte, também devido à quantidade enorme de porcos que viviam no meio do monte de lixo, porcos que dividiam o espaço onde as crianças da comunidade brincavam.”

Para evidenciar o caráter descritivo do texto e construir uma imagem para o leitor, o autor combina os seguintes sentidos no trecho acima:

Alternativas
Q340611 Português






Texto I
A vida no lixão de Gramacho - RJ

      Considerado o maior aterro sanitário da América Latina, o Lixão de Gramacho é conhecido pelos seus diversos catadores e pelas histórias que ali com eles vivem.
      Histórias das Ruas foi até lá para conhecer um pouco dessa realidade e poder trazer para vocês alguns fatos que não apenas chocam mas incomodam até mesmo os mais desinteressados.
      O Lixão se localiza no bairro do Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias. O local recebe mais de 7 mil toneladas de lixo por dia. O bairro possui 20 mil habitantes que vivem na miséria e mais de 50% da população tiram sua renda da reciclagem de lixo que catam no aterro.
      As pessoas que vivem trabalhando com a reciclagem moram ao redor do aterro, em barracos de madeiras e papelão, em meio a muita lama e lixo, muito lixo. [...]
      Adentramos a favela e, tudo o que eu via, me impressionava muito. Mesmo não sendo a rampa (nome dado à montanha de lixo que é localizada dentro do aterro), a quantidade de lixo diante dos meus olhos era extremamente exagerada. Ficava difícil até ver o chão, forrado de lixo. Durante a nossa caminhada, João [um dos catadores] me explicou como era a vida no Lixão. “Aqui
nós trabalhamos para duas empresas que são donas de todo esse lixo. Não podemos trabalhar por conta própria. Enquanto eles se enriquecem com esse lixo que nós catamos e reciclamos, nós vivemos assim, nessa situação.”
      O cenário daquela comunidade era praticamente um cenário de guerra. Carros tombados, pessoas com semblantes muito sofridos e crianças carregando crianças. O cheiro era muito forte, também devido à quantidade enorme de porcos que viviam no meio do monte de lixo, porcos que dividiam o espaço onde as crianças da comunidade brincavam. Além disso, percebi que não havia saneamento no local.
      Perguntei ao Sr. João se ele fazia ideia de quantas crianças viviam lá e ele me respondeu: “Não tem como ter ideia disso.
São realmente muitas crianças que vivem no meio desse lixo e cada vez mais aumenta o número delas.”[...]
      Conversei com muitas pessoas e pude perceber que a maioria não queria contar a sua história de vida. Percebi que quase ninguém gostava de tocar no assunto de como foi parar ali; era um assunto que incomodava a todos e espalhava certa tristeza no ar, tristeza muito mais nítida do que a pobreza em que eles vivem.
      O Lixão será desativado até o dia 03/06. Para mim, ficou evidente que aquelas pessoas que vivem lá dependem daquele lixo para sobreviver, pois é de onde tiram o próprio sustento. Com todos os moradores que eu consegui conversar, perguntei o que eles iriam fazer e para onde pensarão ir depois que o Lixão fosse desativado. A resposta era sempre a mesma: “Não sabemos,
estamos esperando o governo decidir o que vai fazer com todo mundo que mora aqui.” Alguns até disseram estar tristes devido ao fato de que o lixão iria fechar.[...]
      No dia seguinte, voltando para São Paulo, vi algumas notícias em jornais de grande circulação em todo o país dizendo que o fim do Lixão de Gramacho marca um novo começo, uma nova vida para os moradores de lá. Fiquei chocado! Como a imprensa,
que tem como principal missão reportar a verdade dos fatos com espírito crítico, pode manipulá-los a ponto de “sugerir” que o mal é um bem?
(Fonte: www.historiasdasruas.com/2012 )



Os modalizadores são palavras ou expressões que indicam intenções e pontos de vista do enunciador. O termo em destaque é um exemplo de modalizador em:

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Q340608 Português






Texto I
A vida no lixão de Gramacho - RJ

      Considerado o maior aterro sanitário da América Latina, o Lixão de Gramacho é conhecido pelos seus diversos catadores e pelas histórias que ali com eles vivem.
      Histórias das Ruas foi até lá para conhecer um pouco dessa realidade e poder trazer para vocês alguns fatos que não apenas chocam mas incomodam até mesmo os mais desinteressados.
      O Lixão se localiza no bairro do Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias. O local recebe mais de 7 mil toneladas de lixo por dia. O bairro possui 20 mil habitantes que vivem na miséria e mais de 50% da população tiram sua renda da reciclagem de lixo que catam no aterro.
      As pessoas que vivem trabalhando com a reciclagem moram ao redor do aterro, em barracos de madeiras e papelão, em meio a muita lama e lixo, muito lixo. [...]
      Adentramos a favela e, tudo o que eu via, me impressionava muito. Mesmo não sendo a rampa (nome dado à montanha de lixo que é localizada dentro do aterro), a quantidade de lixo diante dos meus olhos era extremamente exagerada. Ficava difícil até ver o chão, forrado de lixo. Durante a nossa caminhada, João [um dos catadores] me explicou como era a vida no Lixão. “Aqui
nós trabalhamos para duas empresas que são donas de todo esse lixo. Não podemos trabalhar por conta própria. Enquanto eles se enriquecem com esse lixo que nós catamos e reciclamos, nós vivemos assim, nessa situação.”
      O cenário daquela comunidade era praticamente um cenário de guerra. Carros tombados, pessoas com semblantes muito sofridos e crianças carregando crianças. O cheiro era muito forte, também devido à quantidade enorme de porcos que viviam no meio do monte de lixo, porcos que dividiam o espaço onde as crianças da comunidade brincavam. Além disso, percebi que não havia saneamento no local.
      Perguntei ao Sr. João se ele fazia ideia de quantas crianças viviam lá e ele me respondeu: “Não tem como ter ideia disso.
São realmente muitas crianças que vivem no meio desse lixo e cada vez mais aumenta o número delas.”[...]
      Conversei com muitas pessoas e pude perceber que a maioria não queria contar a sua história de vida. Percebi que quase ninguém gostava de tocar no assunto de como foi parar ali; era um assunto que incomodava a todos e espalhava certa tristeza no ar, tristeza muito mais nítida do que a pobreza em que eles vivem.
      O Lixão será desativado até o dia 03/06. Para mim, ficou evidente que aquelas pessoas que vivem lá dependem daquele lixo para sobreviver, pois é de onde tiram o próprio sustento. Com todos os moradores que eu consegui conversar, perguntei o que eles iriam fazer e para onde pensarão ir depois que o Lixão fosse desativado. A resposta era sempre a mesma: “Não sabemos,
estamos esperando o governo decidir o que vai fazer com todo mundo que mora aqui.” Alguns até disseram estar tristes devido ao fato de que o lixão iria fechar.[...]
      No dia seguinte, voltando para São Paulo, vi algumas notícias em jornais de grande circulação em todo o país dizendo que o fim do Lixão de Gramacho marca um novo começo, uma nova vida para os moradores de lá. Fiquei chocado! Como a imprensa,
que tem como principal missão reportar a verdade dos fatos com espírito crítico, pode manipulá-los a ponto de “sugerir” que o mal é um bem?
(Fonte: www.historiasdasruas.com/2012 )



Considerando o conteúdo da última frase do texto, o autor sugere que o “mal” faz referência:
Alternativas
Q325847 Português
Qual fenômeno semântico está presente no trecho em destaque?

“Em seu livro „Como a mente funciona?, o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva", feita para „pinicar? áreas cerebrais envolvidas em funções importantes".
(Disponível em:http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/encanto....Acesso em 08 de março de 2012.)
Alternativas
Q325845 Português
Assinale a afirmativa cuja sentença está de acordo com as afirmativas abaixo.
I. A expressão em outras palavras e isto é são elementos coesivos que realizam paráfrase. II. A elipse estabelece coesão por meio da substituição.
III. O paralelismo é um recurso de substituição.


Alternativas
Q325843 Português
Ordene os fragmentos de modo que constituam um parágrafo coerente e coeso e,em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.( ) Meia hora antes do show, ele se tranca no camarim e, além de exercícios vocais, sopra um canudo numa garrafa d?água. ( ) “É um dos maiores discos da história. É a maturidade de Chico.”, exultava o crítico musical Zuza Homem de Mello.( ) O novo segredo de Chico Buarque, receitado por uma fonoaudióloga para aquecer a voz, virou hábito desde novembro, quando iniciou sua turnê. ( ) A estreia em São Paulo ganhou aplausos efusivos.

Alternativas
Q325839 Português

Vampira medicinal

Durante milênios, um dos principais remédios usados no mundo foi um verme capaz de chupar o sangue das pessoas. Loucura? Pode até ser, mas, após cair no ostracismo no século 20, a sanguessuga, acreditem ou não, tem sido “receitada” novamente por vários médicos. Esse estranho parasita, encontrado na água doce e que se assemelha a uma lesma bem escura, começou a ser usado na Índia há cerca de 2.500 anos. Não tardou para ele fazer sucesso também na Grécia antiga e se difundir por todo o Ocidente. Acreditava-se então que as doenças, de uma dor de cabeça à hemorroida, eram causadas por problemas de concentração no sangue, o que poderia ser resolvido com uma simples sangria. Como a especialidade desse verme é justamente chupar o sangue de seus hospedeiros sem causar desconforto, o tratamento se tornou popular. Tal crença atravessou a Idade Média e chegou ao século 19, época em que os hospitais de Paris usavam até 6 milhões de sanguessugas para retirar 300 mil litros de sangue por ano dos pacientes!

(Revista Superinteressante, Vampira medicinal, maio, 2003, p. 19.)

Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.

Alternativas
Respostas
6301: E
6302: C
6303: E
6304: D
6305: D
6306: C
6307: A
6308: E
6309: A
6310: D
6311: B
6312: D
6313: A
6314: A
6315: C
6316: B
6317: B
6318: D
6319: D
6320: D