Questões Militares
Sobre interpretação de textos em português
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No Rio, em 1938, depois de pegar um lia (navios que faziam transporte de passageiros do norte do país em direção ao sul) em busca de meihores oportunidades de emprego, Dorival Caymmi chegou a pensar em ser jornalista e ilustrador. No entanto, para felicidade de seu amigo Jorge Amado, acabou sendo cooptado pelo mar de melodias e poesias que circulava em seu rico processo de criação.
A obra de Caymmi é equilibrada peta qualidade: melodia e letra apresentam um grande poder de sintetizar o simples, eternizar o regional, declarar em música as tradições de sua amada Bahia, O mar, Itapoã, as festas do Bonfim e da Conceição da Praia, os fortes em ruínas, tudo sobrevive em Caymmi, que cresceu ouvindo histórias nas praias da Bahia, junto aos pescadores, convivendo com o drama das mulheres que esperam seus maridos voltarem (ou não) em saveiros e jangadas.
(André Diniz Almanaque do samba Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed , 2006 p 78
0 pronome grifado acima
No Rio, em 1938, depois de pegar um lia (navios que faziam transporte de passageiros do norte do país em direção ao sul) em busca de meihores oportunidades de emprego, Dorival Caymmi chegou a pensar em ser jornalista e ilustrador. No entanto, para felicidade de seu amigo Jorge Amado, acabou sendo cooptado pelo mar de melodias e poesias que circulava em seu rico processo de criação.
A obra de Caymmi é equilibrada peta qualidade: melodia e letra apresentam um grande poder de sintetizar o simples, eternizar o regional, declarar em música as tradições de sua amada Bahia, O mar, Itapoã, as festas do Bonfim e da Conceição da Praia, os fortes em ruínas, tudo sobrevive em Caymmi, que cresceu ouvindo histórias nas praias da Bahia, junto aos pescadores, convivendo com o drama das mulheres que esperam seus maridos voltarem (ou não) em saveiros e jangadas.
(André Diniz Almanaque do samba Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed , 2006 p 78
TEXTO II
Aula de português
01 A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
05 A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
10 o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
15 em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
(ANDPADE, Carlos D. Aula de Português. Boitempo - Esquecer para lembrar. São Paulo: Record, 2006).
TEXTO II
Aula de português
01 A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
05 A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
10 o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
15 em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
(ANDPADE, Carlos D. Aula de Português. Boitempo - Esquecer para lembrar. São Paulo: Record, 2006).

A atenta observação dos elementos que compõem o quadro permite ao observador concluir todas as afirmações abaixo, exceto:
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O pronome em destaque presente no trecho acima, foi usado em uma referência:
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Para evidenciar o caráter descritivo do texto e construir uma imagem para o leitor, o autor combina os seguintes sentidos no trecho acima:
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“Em seu livro „Como a mente funciona?, o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva", feita para „pinicar? áreas cerebrais envolvidas em funções importantes".
(Disponível em:http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/encanto....Acesso em 08 de março de 2012.)
I. A expressão em outras palavras e isto é são elementos coesivos que realizam paráfrase. II. A elipse estabelece coesão por meio da substituição.
III. O paralelismo é um recurso de substituição.
Vampira medicinal
Durante milênios, um dos principais remédios usados no mundo foi um verme capaz de chupar o sangue das pessoas. Loucura? Pode até ser, mas, após cair no ostracismo no século 20, a sanguessuga, acreditem ou não, tem sido “receitada” novamente por vários médicos. Esse estranho parasita, encontrado na água doce e que se assemelha a uma lesma bem escura, começou a ser usado na Índia há cerca de 2.500 anos. Não tardou para ele fazer sucesso também na Grécia antiga e se difundir por todo o Ocidente. Acreditava-se então que as doenças, de uma dor de cabeça à hemorroida, eram causadas por problemas de concentração no sangue, o que poderia ser resolvido com uma simples sangria. Como a especialidade desse verme é justamente chupar o sangue de seus hospedeiros sem causar desconforto, o tratamento se tornou popular. Tal crença atravessou a Idade Média e chegou ao século 19, época em que os hospitais de Paris usavam até 6 milhões de sanguessugas para retirar 300 mil litros de sangue por ano dos pacientes!
(Revista Superinteressante, Vampira medicinal, maio, 2003, p. 19.)