Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

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Q927310 Português

Passeio noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.


Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? 

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia. 

Referência: FONSECA, Rubem. Passeio Noturno, in: Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.

Com base no texto “Passeio noturno” responda as questões abaixo

Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao perfil psicológico do personagem protagonista da história:

Alternativas
Q925271 Português

Releia este trecho da parte verbal do Texto 3:


“Ofender um funcionário público que está exercendo seu trabalho é crime de desacato.”.


Com o segmento destacado, o autor pretendeu:

Alternativas
Q925270 Português

Na leitura e interpretação do Texto 3, o leitor deve considerar tanto o texto verbal (o que é composto pelas palavras) quanto o texto não verbal, isto é, as imagens e os demais recursos gráficos.


Sobre o modo como os recursos verbais e os não verbais são empregados no Texto 3, analise as afirmativas a seguir.


1. No texto verbal, o emprego do recurso gráfico das letras maiúsculas (DESACATO) pretende destacar o tema.

2. Na figura humana da direita, os três traços próximos ao rosto e o dedo em riste indicam movimento e uma postura ativa, agressiva. Tais recursos são apropriados para representar um ataque ao funcionário.

3. Imagens no balão de fala da figura humana à direita, como cobra e bomba, além de sobrancelhas arqueadas e dentes à mostra, são recursos que conferem agressividade à cena.

4. As duas figuras humanas se assemelham, tanto pelos traços estilísticos do artista quanto pela postura igualmente passiva, como tais figuras são retratadas no texto.


Estão CORRETAS:

Alternativas
Q925265 Português

TEXTO 2


                              Furto de flor


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. p. 76.

Para uma leitura adequada do Texto 2, é indispensável a apreciação de seus recursos expressivos. Acerca de tais recursos, analise as afirmativas a seguir:


1. O tom sério, confessional, como o narrador assume o seu “crime” só pode ser admitido se o texto for considerado no plano ficcional, literário.

2. A linguagem rebuscada, rigorosamente atenta à norma culta, destoa da situação narrativa a tal ponto que impede que a história possa ser aceita, mesmo como ficção.

3. A flor aparece no texto como elemento personificado, isto é, com características e ações humanas, como “não estar feliz”, “agradecer” e “empalidecer”.

4. A percepção do porteiro em relação à flor, revelada por sua fala no desfecho da história, coincide com os sentimentos e a percepção fantasiosa do narrador.


Estão CORRETAS, apenas:

Alternativas
Q925262 Português

Releia:


“Pode-se dizer que [a atividade pública] é um trabalho invejado especialmente em época de crise. Por outro lado, em certas ocasiões, os funcionários ou servidores públicos são percebidos de maneira crítica por alguns setores da sociedade (...)”.


Com a expressão destacada, o autor:

Alternativas
Q925261 Português

Acerca de elementos coesivos presentes no Texto 1, analise as afirmações a seguir.


1. A repetição da expressão “servidor público” em todos os parágrafos do texto contribui para a manutenção do tema ao longo de todo o texto.

2. No trecho: “Uma vez aprovado no exame, o servidor público pode assegurar seu lugar e obter um cargo de trabalho específico à sua função.”, o autor optou pelo uso de uma forma singular, mas o leitor deve perceber que a afirmação que vem na sequência vale para todos os servidores públicos.

3. No trecho: “Esses trabalhadores existem em todos os países e têm um valor estratégico para o conjunto da sociedade.”, as formas verbais “existem” e “têm” compartilham o mesmo sujeito, razão pela qual ele não precisou ser repetido antes de “têm”.

4. No trecho: “No entanto, independentemente do tipo de avaliação feita sobre esses empregados, sua função social é indiscutível.”, o segmento destacado deve ser compreendido como: “a função social desses empregados” (os funcionários públicos).


Estão CORRETAS:

Alternativas
Q925260 Português
No Texto 1, por meio da expressão destacada, o autor sinaliza equivalência de sentidos entre dois segmentos no seguinte trecho:
Alternativas
Q925259 Português
Pode-se admitir que uma palavra ou expressão está em relação de oposição com outra, quando entre elas se estabelece um contraste de sentidos. No Texto 1, observam-se sentidos opostos entre:
Alternativas
Q925258 Português

Analise as informações a seguir.


1. As pessoas que trabalham em instituições de segurança nacional são servidores públicos.

2. Para concorrer a uma vaga no serviço público, os cidadãos devem atender a alguns requisitos.

3. Servidores públicos têm os melhores salários, quando comparados aos da iniciativa privada.

4. No Brasil, a sociedade costuma reconhecer e admirar o trabalho dos servidores públicos.


Estão em conformidade com as informações do Texto 1,

Alternativas
Q925257 Português
O título de um texto pode destacar não só o seu tema como também o ponto de vista do autor sobre esse tema. Considerando o Texto 1, assinale o título que sintetiza o ponto de vista do autor acerca do serviço público.
Alternativas
Q922529 Português

TEXTO 3


Imagem associada para resolução da questão


No Texto 3, o autor se vale de recursos verbais e não verbais com o propósito de chamar a atenção do leitor, prioritariamente, para:

Alternativas
Q922525 Português

TEXTO 2


                                Hino de Pernambuco


                          Coração do Brasil em teu seio

                          Corre o sangue de heróis – rubro veio

                          Que há de sempre o valor traduzir

                          És a fonte da vida e da história

                          Desse povo coberto de glória

                          O primeiro, talvez, no porvir


                           Salve, ó terra dos altos coqueiros!

                           De belezas soberbo estendal!

                           Nova Roma de bravos guerreiros

                           Pernambuco, imortal! Imortal!


                           Esses montes e vales e rios

                           Proclamando o valor de teus brios

                           Reproduzem batalhas cruéis

                           No presente és a guarda avançada

                           Sentinela indormida e sagrada

                           Que defende da Pátria os lauréis


                           Salve, ó terra dos altos coqueiros!

                           De belezas soberbo estendal!

                           Nova Roma de bravos guerreiros

                           Pernambuco, imortal! Imortal!

Trecho do Hino de Pernambuco. Letra de Oscar Brandão da Rocha e música de Nicolino Milano. Disponível em: https://www.letras.mus.br/hinos-de-estados/1655087/. Acesso em: 10/07/2018.

O Texto 2 é bastante conhecido dos pernambucanos e, como é típico de textos do gênero em que ele se organiza, exalta aspectos culturais, geográficos e sócio-históricos de um determinado lugar.


No caso do Texto 2, há exaltação explícita:


1. à semelhança geográfica entre a cidade do Recife e Roma, a capital italiana.

2. à vegetação típica de Pernambuco, especialmente aos coqueirais do estado.

3. à coragem e ao espírito aguerrido de cidadãos da terra, que a defenderam em batalhas.

4. ao anseio por tornar-se nação independente do Brasil, característico do povo pernambucano.


Estão CORRETOS

Alternativas
Q922521 Português

Analise as relações de sentido apresentadas a seguir.


1. A informação de que “Em 2015, 3.320 pessoas foram mortas em intervenções policiais no Brasil” equivale semanticamente à de que “Em 2015, as atuações policiais foram responsáveis pela morte de 3.320 pessoas no Brasil”.

2. A informação de que o Brasil está “no topo do ranking entre os países com maior letalidade policial” corresponde à de que o Brasil está “em primeiro lugar entre os países com maior letalidade policial”.

3. Afirmar que a África do Sul é “país extremamente desigual e igualmente detentor de altos índices de criminalidade” é o mesmo que afirmar que a África do Sul é “país intrinsecamente desigual e igualmente fomentador de altos índices de criminalidade”.

4. Informar que “o delegado federal está há três meses à frente do cargo” significa informar que “o delegado federal ocupa posição subalterna há três meses”.


Estão CORRETAS

Alternativas
Q922520 Português

Releia o seguinte trecho: “ele diz que, apesar do descrédito da população em relação ao trabalho das Corregedorias, a instituição tem apresentado resultados.”.


As relações sintático-semânticas presentes nesse trecho estão mantidas na seguinte alternativa:

Alternativas
Q922519 Português

Ao construir o Texto 1, a autora empregou algumas estratégias com as quais obteve certos efeitos de sentido. Acerca dessas estratégias e de seus efeitos, analise as afirmativas a seguir.


1. O destaque para duas ações extremas e contrastantes (matar e morrer) imprimiu certa dramaticidade ao texto, já a partir do título.

2. Na construção do período inicial, o ponto final interrompe o discurso para dar lugar a certa perplexidade diante da informação.

3. O emprego de dados oficiais como principal base do texto amplia o grau de confiança do leitor nas informações veiculadas.

4. A escolha dos países cujos dados são comparados aos do Brasil é aleatória e desvinculada da linha argumentativa empregada no texto.


Estão CORRETAS

Alternativas
Q922518 Português
Com a publicação do Texto 1 em veículo de grande circulação no estado de Pernambuco, a autora pretendeu, principalmente:
Alternativas
Q922425 Português

TEXTO 1


Mulheres comemoram uma década no Corpo de Bombeiros do Paraná


Uma década após a primeira turma, mulheres têm o respeito dos colegas, mas ainda têm longo caminho pela igualdade na corporação criada há cem anos


(1) O Corpo de Bombeiros do Paraná, criado em 1912, se aproximava dos 100 anos quando a primeira mulher vestiu o fardamento. Foi há uma década, quando uma lei estadual permitiu à corporação a inclusão das bombeiras. Na primeira turma, entraram 23 “bombeiros militares do sexo feminino”. Em dez anos, elas chegam a 119, entre oficiais e soldados. Foi o tempo de conquistar o respeito dentro da corporação. Mas o caminho até um Corpo de Bombeiros igualitário não terminou de ser trilhado, e passa por uma maior inclusão, tanto na base quanto no topo da hierarquia.

(2) A ampliação esbarra na lei, que hoje restringe a 50% a entrada de mulheres nos concursos. Tanto o concurso para soldado, realizado pela última vez em 2013, pela Fafipa, quanto o de oficiais, organizado pela UFPR, são claros: “Atingido o limite previsto não serão nomeados candidatos do sexo feminino, independente da classificação final obtida no certame”.

(3) A recíproca não é verdadeira. Se as primeiras posições forem conquistadas por homens, só eles entram. Uma mudança na regra poderia afrouxar a pirâmide que aponta que a proporção de mulheres diminui conforme a hierarquia sobe.

(4) Em dez anos, a patente mais alta atingida por uma mulher foi a de capitã. Para chegar a coronel, topo da carreira, a média na corporação é de 30 anos de serviço. Atualmente, as bombeiras representam menos de 4% de um efetivo de 3.126 bombeiros. A presença está concentrada nos grandes centros; no interior, há muitos batalhões sem presença feminina.

(5) Mesmo sendo poucas, elas já causam uma mudança de mentalidade dentro da instituição. Os próprios colegas homens que, no começo, diziam duvidar da capacidade das mulheres de fazer um bom trabalho, hoje admitem que era preconceito. [...]


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/mulheres-comemoram-uma-decada-no-corpo-de-bombeirosdo-parana-33v4kzdyhiyg7ks9gdlcsrr3e. Acesso em: 02/07/18. Adaptado.

Releia o trecho: “Mesmo sendo poucas, elas já causam uma mudança de mentalidade dentro da instituição.” (5º parágrafo).
As relações sintático-semânticas observadas nesse trecho estão, também, empregadas em:
Alternativas
Q922424 Português

TEXTO 1


Mulheres comemoram uma década no Corpo de Bombeiros do Paraná


Uma década após a primeira turma, mulheres têm o respeito dos colegas, mas ainda têm longo caminho pela igualdade na corporação criada há cem anos


(1) O Corpo de Bombeiros do Paraná, criado em 1912, se aproximava dos 100 anos quando a primeira mulher vestiu o fardamento. Foi há uma década, quando uma lei estadual permitiu à corporação a inclusão das bombeiras. Na primeira turma, entraram 23 “bombeiros militares do sexo feminino”. Em dez anos, elas chegam a 119, entre oficiais e soldados. Foi o tempo de conquistar o respeito dentro da corporação. Mas o caminho até um Corpo de Bombeiros igualitário não terminou de ser trilhado, e passa por uma maior inclusão, tanto na base quanto no topo da hierarquia.

(2) A ampliação esbarra na lei, que hoje restringe a 50% a entrada de mulheres nos concursos. Tanto o concurso para soldado, realizado pela última vez em 2013, pela Fafipa, quanto o de oficiais, organizado pela UFPR, são claros: “Atingido o limite previsto não serão nomeados candidatos do sexo feminino, independente da classificação final obtida no certame”.

(3) A recíproca não é verdadeira. Se as primeiras posições forem conquistadas por homens, só eles entram. Uma mudança na regra poderia afrouxar a pirâmide que aponta que a proporção de mulheres diminui conforme a hierarquia sobe.

(4) Em dez anos, a patente mais alta atingida por uma mulher foi a de capitã. Para chegar a coronel, topo da carreira, a média na corporação é de 30 anos de serviço. Atualmente, as bombeiras representam menos de 4% de um efetivo de 3.126 bombeiros. A presença está concentrada nos grandes centros; no interior, há muitos batalhões sem presença feminina.

(5) Mesmo sendo poucas, elas já causam uma mudança de mentalidade dentro da instituição. Os próprios colegas homens que, no começo, diziam duvidar da capacidade das mulheres de fazer um bom trabalho, hoje admitem que era preconceito. [...]


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/mulheres-comemoram-uma-decada-no-corpo-de-bombeirosdo-parana-33v4kzdyhiyg7ks9gdlcsrr3e. Acesso em: 02/07/18. Adaptado.

Analise as relações de sentido propostas para os enunciados a seguir.
1. O trecho: “Na primeira turma, entraram 23 ‘bombeiros militares do sexo feminino.’ ” (1º parágrafo) significa o mesmo que “Na primeira turma, foram admitidos 23 bombeiros militares do sexo feminino.”. 2. O trecho: “Foi o tempo de conquistar o respeito dentro da corporação.” (1º parágrafo) equivale a: “Foi o tempo de dominar toda a corporação.”. 3. Ao afirmar que: “Mesmo sendo poucas, elas já causam uma mudança de mentalidade dentro da instituição.” (5° parágrafo), o autor do texto quer dizer: “Mesmo sendo poucas, elas já causam uma mudança na disciplina da instituição.”. 4. O enunciado: “Uma mudança na regra poderia afrouxar a pirâmide (...)” (3º parágrafo) deve ser compreendido como: “Uma mudança na regra poderia reduzir a diferença (...)”.
Estão CORRETAS, apenas
Alternativas
Q922423 Português

TEXTO 1


Mulheres comemoram uma década no Corpo de Bombeiros do Paraná


Uma década após a primeira turma, mulheres têm o respeito dos colegas, mas ainda têm longo caminho pela igualdade na corporação criada há cem anos


(1) O Corpo de Bombeiros do Paraná, criado em 1912, se aproximava dos 100 anos quando a primeira mulher vestiu o fardamento. Foi há uma década, quando uma lei estadual permitiu à corporação a inclusão das bombeiras. Na primeira turma, entraram 23 “bombeiros militares do sexo feminino”. Em dez anos, elas chegam a 119, entre oficiais e soldados. Foi o tempo de conquistar o respeito dentro da corporação. Mas o caminho até um Corpo de Bombeiros igualitário não terminou de ser trilhado, e passa por uma maior inclusão, tanto na base quanto no topo da hierarquia.

(2) A ampliação esbarra na lei, que hoje restringe a 50% a entrada de mulheres nos concursos. Tanto o concurso para soldado, realizado pela última vez em 2013, pela Fafipa, quanto o de oficiais, organizado pela UFPR, são claros: “Atingido o limite previsto não serão nomeados candidatos do sexo feminino, independente da classificação final obtida no certame”.

(3) A recíproca não é verdadeira. Se as primeiras posições forem conquistadas por homens, só eles entram. Uma mudança na regra poderia afrouxar a pirâmide que aponta que a proporção de mulheres diminui conforme a hierarquia sobe.

(4) Em dez anos, a patente mais alta atingida por uma mulher foi a de capitã. Para chegar a coronel, topo da carreira, a média na corporação é de 30 anos de serviço. Atualmente, as bombeiras representam menos de 4% de um efetivo de 3.126 bombeiros. A presença está concentrada nos grandes centros; no interior, há muitos batalhões sem presença feminina.

(5) Mesmo sendo poucas, elas já causam uma mudança de mentalidade dentro da instituição. Os próprios colegas homens que, no começo, diziam duvidar da capacidade das mulheres de fazer um bom trabalho, hoje admitem que era preconceito. [...]


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/mulheres-comemoram-uma-decada-no-corpo-de-bombeirosdo-parana-33v4kzdyhiyg7ks9gdlcsrr3e. Acesso em: 02/07/18. Adaptado.

No Texto 1, a abordagem acerca da presença das mulheres no Corpo de Bombeiros do Paraná destaca o seguinte ponto de vista:
Alternativas
Q916317 Português
Segundo a canção, só NÃO é apontado como indicador de intranquilidade nas favelas a/o
Alternativas
Respostas
2941: D
2942: A
2943: A
2944: B
2945: D
2946: E
2947: A
2948: E
2949: A
2950: D
2951: D
2952: E
2953: A
2954: E
2955: B
2956: C
2957: B
2958: C
2959: D
2960: C