Questões Militares
Sobre coesão e coerência em português
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“Qualquer empresa (...) entrega e volume” (L.30-33): Empresas, que usam sucata em suas linhas de produção, tem dificuldade em encontrar fornecedores por causa da qualidade e do volume do material reciclado e do prazo de entrega.
Segundo o texto, embora a qualidade do alumínio reciclado seja inferior à do metal primário, as empresas dão preferência ao produto reciclado por motivos ambientais e sociais.
Sexta feira foi feriado em São Paulo, o
que levou milhares de
paulistanos ao litoral paulista.
Como os paulistanos adoram
aproveitar até o último momento
de seu merecido descanso,
resolveram voltar todos no
mesmo horário. Em virtude
disso...
Bruno Lichtenstein
Rubem Braga
18 de Julho de 1939
Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:
"se entre os amigos encontrei cachorros,
entre os cachorros encontrei-te, amigo".
Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.
Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.
Um vulto se destacou em um salto - e um focinho e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era para a rua, para a liberdade, para a vida ...
Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.
Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.
Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.
O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em Porto Alegre (Uma fada no front)", Ed. Record Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37.
Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale
somente UMA opção correta em cada questão.

A partir do texto acima, julgue os itens a seguir.
Na linha 5, o pronome de terceira pessoa em “compará-lo” e em “o de” retoma, no desenvolvimento das ideias, “O mundo” (l.4).
O desenvolvimento das ideias do texto permite substituir “no que” (l.3) por naquilo que, sem que se prejudique a coerência textual ou se desrespeite as normas gramaticais.
No que diz respeito às relações de coesão textual, é correto afirmar que o conectivo “que” (l.14) substitui a expressão “direitos e valores” (l.13).
Mantém-se o texto coerente e gramaticalmente correto ao se substituir “que uma pessoa não seja” (l.11-12) por uma pessoa não ser.
A inserção da preposição de imediatamente antes de “que os problemas” (l.3) preservaria a coerência da argumentação e manteria o texto correto com relação às normas gramaticais.
Serão preservadas a coerência e a correção do texto, se os termos da primeira oração forem reescritos em posição diferente daquela em que ocorrem no texto, da seguinte forma: Tem consequências muito sérias o fato de existir a necessidade de viver em sociedade..
1 - Aluno de Direito ao fazer prova oral: - O que é uma fraude? - É
2 - o que o senhor professor está fazendo - responde o aluno. O
3 - professor fica indignado: - Ora essa, explique-se.Então diz o
4- aluno: - Segundo o Código Penal, ‘comete fraude todo aquele
5 -que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar’.
I- A palavra “indignado” (linha 3) pode ser substituída por “revoltado” sem perder o sentido.
II- Em “Ora essa, explique-se” há um sujeito explícito, tendo em vista que a partícula “se” faz referência ao aluno.
III- Em [...] “Segundo o Código Penal” [...] (linha 4) o termo em destaque foi empregado para exprimir conformidade ao que estabelece a lei.
IV- Em “[...]’comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar’” (linhas 4-5) o pronome oblíquo “o” substitui o termo “outro”.
Está(ão) CORRETA(S), apenas:
I- A forma verbal “não deixe” é derivada do presente do subjuntivo.
II- O termo “nenhum” equivale a “algum” e não varia em gênero e número.
III- O termo “essa” funciona como demonstrativo de “lista”.
Analise as proposições, acima, e marque a(s) verdadeira(s). Está(ão) CORRETA(S), apenas:
( ) O pronome “Ele” faz referência a herói.
( ) O termo “que” introduz uma oração subordinada.
( ) O conectivo “até” foi usado com o sentido de estabelecer uma gradação.
( ) Os termos “leão, tigre, onça e cascavel” funcionam sintaticamente como sujeito composto.
Analise as proposições, acima, e coloque V para Verdadeira e F para Falsa.
Marque a alternativa CORRETA.

Com referência ao texto acima, julgue o item que se segue.
O trecho “são apreendidos através da relação” (l.17-18) refere-se sintaticamente à expressão “conteúdos curriculares” (l.8).




