Questões Militares Sobre coesão e coerência em português

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Q1344409 Português
Na frase: “... ocorreu-lhe aquela que tiraria Klaus da hipnose, aquela que simplesmente poderia salvar a vida de todos eles.” (L. 46/47), o termo destacado refere-se aos:
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Q1344404 Português
Ao dizer que: “Se desta vez alguma coisa não der certo, terei que mandá-los para um colégio interno...” (L. 03/04), o uso da forma verbal terei mostra que o Sr. Poe:
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Q1339482 Português

TEXTO III

Bolinha de gude vence Playstation

Garotada tem computador, celular e videogame moderno, mas não dispensa brincadeira à moda antiga


O sucesso das figurinhas da Copa do mundo, com 2 milhões de pacotinhos vendidos por semana no Brasil, tem surpreendido muitos pais. Afinal, como um hobby que remete aos "velhos tempos", caiu no gosto das novas gerações? Mas os bairros periféricos indicam: manias infantis dos tempos do vovô ainda cativam a molecada.

João Augusto Diniz, de 12 anos, por exemplo, tem videogame e internet em casa desde os 3, mas não dispensa uma partida de futebol com os amigos na rua onde mora, no bairro do Limão, zona norte. "Adoro jogar bola", resumiu João, enquanto arriscava seus dribles. Além do futebol, a turma do bairro também gosta de bolinha de gude, peão, pipa e carrinho de rolimã.

"Estamos vendo a reorganização dos antigos jogos. Para a criança, se uma brincadeira é legal, basta!" disse a psicopedagoga especialista em comportamento infantil, Maria Irene Maluf. 

No caso de João, o incentivo vem dos pais. "A criança precisa aprender a soltar pipa, peão. Não quero meu filho trancado em casa o tempo todo", disse Jorge Diniz, de 43, pai de João.

No mesmo bairro, Thiago Fernandes da Costa, de 9, também, dá um "pause" no videogame e se diverte na rua. E, se a mãe, Robélia Fernandes, de 32, não o chama para dentro, o menino passa o dia na rua com os amigos. "Ando de bicicleta, brinco de esconde-esconde, jogo peão", disse o menino. 

Ué, então para que serve o videogame? "Decidi comprar um para ele, pois ele ficava muito tempo jogando na casa dos outros", explicou Robélia.

Pais também preferem ruas.

Não são só os garotos que gostam de jogar bola em pleno asfalto ou empinar pipa. Os pais, também, dizem preferir isso, por propiciar um melhor convívio social e aprendizagem. 

"Se ralar na rua, se sujar, tudo isso faz parte do crescimento. Essas brincadeiras são boas e fazem bem até para o preparo físico das crianças", disse Jorge Diniz, pai de João Augusto.

Mas a questão da segurança preocupa, por isso os pais se viram como podem para tomar conta de seus pupilos. "A gente procura orientar a respeitar os vizinhos, não brigar, tomar cuidado com os carros, principalmente. Qualquer coisa é melhor que ficar enfiado dentro de casa o dia inteiro", afirma Robélia Nascimento Fernandes.

Para a psicopedagoga especialista em comportamento infantil, Maria Irene Maluf, o ideal é que haja meio termo entre o tempo dedicado a entretenimentos eletrônicos, com videogames, por exemplo, e as brincadeiras de rua.

"É preciso bom senso. Não é comum uma criança não gostar de ficar na frente do computador, assim como é incomum um menino não querer brincar com os coleguinhas", explicou.

No caso dos passatempos eletrônicos, os pais devem ficar atentos à internet e seus perigos. Por isso, é preferível que um adulto acompanhe a navegação. "Para eles é como um cheque em branco. Qualquer informação, como endereço ou telefone, é repassada sem qualquer censura", afirmou Maria. 

(Diário de S. Paulo. Dia a dia. p.8. 7 de maio de 2010)


Considere a frase " 'Adoro jogar bola', resumiu João, enquanto arriscava seus dribles." Qual das alternativas abaixo substituiria a palavra destacada sem mudar o sentido da frase?
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Q1339472 Português

TEXTO I

A Bola

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse: "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. 

Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

- Como é que liga? - perguntou.

- Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

- Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros. 
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
-Você pensou que fosse o quê?
-Nada, não.

O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela.

O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

(VERÍSSIMO , Luis Fernando. Com édias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.p.p.41-2)


Marque a alternativa em que os fatos apresentados no texto estejam na ordem cronológica.
I- O pai sentiu muito prazer ao ganhar sua primeira bola. II- O pai descobriu que o filho era bom no jogo virtual III- O pai deu uma bola de presente ao filho. IV- O pai pensou na hipótese de a bola vir com manual de instrução em inglês. V- O pai tentou despertar o interesse do filho pelo presente.
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Q1339357 Português

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes às relações sintáticas e semânticas no texto 4.

( ) Se passássemos o período para a voz passiva analítica, teríamos “Uma vida supostamente interessante pode ser feita pelas redes sociais".

( ) O termo supostamente pode ser deslocado para depois da locução verbal podem fazer sem que haja mudança no sentido do texto.

( ) Há erro de pontuação na postagem, pois não se usam vírgulas entre os termos que se complementam.

( ) A locução verbal podem fazer não pode ser substituída pelo verbo fazem, pois provocaria mudança de sentido do texto.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

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Q1339354 Português

         

Sobre os elementos do texto 2, é correto afirmar que
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Q1339340 Português
Na frase ”Para uma comunidade conhecida pela violência, crimes, tráfico de drogas etc, o ato foi admirável” (linhas 17–18), as palavras destacadas referem-se, respectivamente,
Alternativas
Q1339334 Português

      

        


Existem abaixo duas colunas. Numere a 1ª de acordo com a 2ª, indicando a intenção que cada frase revela. Depois escolha a alternativa que corresponda a sua resposta.

1. curiosidade

2. dúvida, incerteza

3. ordem

4. finalidade, intenção

( ) Certo dia, ele mandou anunciar que todas as crianças do reino deveriam comparecer ao palácio. (linhas 16-18) 

( ) Como fazer essa escolha? (linha 14) 

( ) Crianças do país inteiro dirigiram-se ao palácio para pegar suas sementes de flores. (linhas 22-23) 

( ) - Quem provar que fez o melhor possível dentro de um ano – ele declarou - será meu sucessor. (linhas 20-21) 

( ) - Por que você trouxe um vaso sem flor? (linha 49) 

Alternativas
Q1339327 Português

      

        


Os fatos a seguir mostram os cuidados de Ping com sua sementinha, mas estão embaralhados. Ordene-os, colocando nos parênteses os números correspondentes. Depois assinale a alternativa correspondente.

( ) Os dias se passaram, mas nada crescia no vaso.

( ) Ping recebeu sua semente do imperador e ficou felicíssimo.

( ) Então correram ao palácio com suas lindas flores, ansiosas por serem escolhidas. Ping estava com vergonha de seu vaso sem flor.

( ) Pôs terra nova e melhor num vaso maior. Depois transplantou a semente para aquela terra escura e fértil.

( ) Ping encheu o vaso com terra de boa qualidade e plantou a semente com muito cuidado.

( ) Todos os dias ele regava o vaso.

( ) Esperou mais dois meses e nada aconteceu. Assim se passou o ano inteiro.

Alternativas
Q1334970 Português
No que se refere às relações estabelecidas pelos elementos coesivos do texto 3, assinale a afirmação correta.
Alternativas
Q1334904 Português


As faces da maldade

Veja o que é considerado bullying pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia):

Colocar apelidos – Ofender – Zoar – Gozar – Encarnar – Sacanear – Humilhar – Fazer sofrer – Discriminar – Excluir – Isolar – Ignorar – Intimidar – Perseguir – Assediar – Aterrorizar – Amedrontar – Tiranizar – Dominar – Agredir – Bater – Chutar – Empurrar – Ferir – Roubar – Quebrar pertences 

Acerca das relações estabelecidas entre expressões do texto, marque a opção verdadeira
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Ano: 2015 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2015 - PM-PR - Aspirante |
Q1330134 Português

O texto a seguir é referência para a questão. 

Vontade de punir

Deu no Datafolha que 87% dos brasileiros querem baixar a maioridade penal. Maiorias assim robustas, que já são raras em questões sociais, ficam ainda mais intrigantes quando se considera que, entre especialistas, o assunto é controverso. Como explicar o fenômeno?

Estamos aqui diante de um dos mais fascinantes aspectos da natureza. Se você pretende produzir seres sociais, precisa encontrar um modo de fazer com que eles colaborem uns com os outros e, ao mesmo tempo, se protejam dos indivíduos dispostos a explorá-los. A fórmula que a evolução encontrou para equacionar esse e outros dilemas foi embalar regras de conduta em instintos, emoções e sentimentos que provocam ações que funcionam em mais instâncias do que não funcionam. 

Assim, para evitar a superexploração pelos semelhantes, desenvolvemos verdadeiro horror àquilo que percebemos como injustiças. Na prática, isso se traduz no impulso que temos de punir quem tenta levar vantagem indevida. Quando não podemos castigá-los diretamente, torcemos para que levem a pior, o que, além de garantir o sucesso de filmes de Hollywood, torna a justiça retributiva algo popular em nossa espécie.

Isso, porém, é só parte do problema. Uma sociedade pautada apenas pelo ideal de justiça soçobraria. Se cada mínima ofensa exigisse imediata reparação e todos tivessem de ser tratados de forma rigorosamente idêntica, a vida comunitária seria impossível. A natureza resolve isso com sentimentos como amor e favoritismo, que permitem, entre outras coisas, que mães prefiram seus próprios filhos aos de desconhecidos. 

Nas sociedades primitivas, bandos de 200 pessoas onde todos tinham algum grau de parentesco, o sistema funcionava razoavelmente bem. Os ímpetos da justiça retributiva eram modulados pela empatia familiar. Agora que vivemos em grupos de milhões sem vínculos pessoais, a vontade de punir impera inconteste. 

SCHWARTSMAN, Hélio. Folhaonline, em 24 jun. 2015.



“A fórmula que a evolução encontrou para equacionar esse e outros dilemas foi embalar regras de conduta em instintos, emoções e sentimentos que provocam ações que funcionam em mais instâncias do que não funcionam”. A que dilema a expressão “esse” se refere?
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Q1327520 Português

Sobre o texto 4, responda o item.

TEXTO 4

Isso Sim Que é Vida Boa...


Eu queria ser de circo.

Ai, que vida original!

Trabalhar todas as noites,

Divertindo o pessoal.

Os aplausos da platéia,

toda aquela vibração,

sempre novas gargalhadas,

sempre mais animação!


Eu queria ser de circo,

conhecer os bastidores,

que a platéia nunca vê,

ver de perto os domadores,

dar comida ao chimpanzé,

ver a cama do anão,

ver as focas adestradas,

ver a jaula do leão,

ver a cara do palhaço,

sem pintura e fantasia,

e ver se a mulher barbada

faz a barba todo dia.



Lá no circo, eu imagino,

mal termina a função,

os artistas vão comer,

sem pagar nenhum tostão,

a pipoca que quiserem,

quanto for que os contente,

um montão de algodão-doce,

guaraná e cachorro-quente.


Pedro Bandeira

http://aprcnderecia.blouspot.coni.br/2010/03/is.so-sim-cnie-e-vida-boa.html


Alguns termos são utilizados para retomar palavras já mencionadas no texto e, assim, evitar a repetição desnecessária. No verso da última estrofe “quanto for que os contente,” a palavra sublinhada retoma o termo:
Alternativas
Q1327519 Português

Sobre o texto 4, responda o item.

TEXTO 4

Isso Sim Que é Vida Boa...


Eu queria ser de circo.

Ai, que vida original!

Trabalhar todas as noites,

Divertindo o pessoal.

Os aplausos da platéia,

toda aquela vibração,

sempre novas gargalhadas,

sempre mais animação!


Eu queria ser de circo,

conhecer os bastidores,

que a platéia nunca vê,

ver de perto os domadores,

dar comida ao chimpanzé,

ver a cama do anão,

ver as focas adestradas,

ver a jaula do leão,

ver a cara do palhaço,

sem pintura e fantasia,

e ver se a mulher barbada

faz a barba todo dia.



Lá no circo, eu imagino,

mal termina a função,

os artistas vão comer,

sem pagar nenhum tostão,

a pipoca que quiserem,

quanto for que os contente,

um montão de algodão-doce,

guaraná e cachorro-quente.


Pedro Bandeira

http://aprcnderecia.blouspot.coni.br/2010/03/is.so-sim-cnie-e-vida-boa.html


No verso “Eu queria ser de circo”, a expressão sublinhada exprime:
Alternativas
Q1327506 Português

Leia esta reportagem retirada do jornal Diário de Santa M aria. Esse texto servirá de base para você responder o item.

TEXTO 2

Respeitável circo!

Não é qualquer circo que chega à cidade em setembro. É só dar uma espiadinha no “Youtube” para ter uma pequena noção do espetáculo AbraKdabra, do circo Tihany, de origem Húngara. Com mais de 60 anos de estrada, o circo traz um espetáculo que alia a arte circense tradicional com tecnologia, dança e ilusionismo. A trupe, formada por 54 artistas de 25 nacionalidades, tem figurinos luxuosos, cenários modernos e eleitos especiais. Ontem, a organização ainda analisava dois locais para a montagem da supertenda, climatizada e com poltronas numeradas.

A expectativa é estrear no dia 4 de setembro e ficar um mês aqui. O preço dos ingressos varia de R$50 a R$160. Achou caro? Poderia ser ainda mais, segundo o produtor Marco Strapazzon:

- Somos o segundo maior circo do mundo. Pela estrutura, o ingresso seria entre US$100 e US$120 (R$350 a R$420) como o Cirque du Soleil, mas graças a umas parcerias conseguimos fazer preços mais em conta. 


Diário de Santa Maria. Página 2. M de agosto de 2015


Se os termos sublinhados em “Ontem, a organização ainda analisava dois locais para a montagem da supertenda,” fossem substituídos, respectivamente, por Amanhã e organizadores, a frase sofreria alterações. Indique qual seria a reescritura correta:
Alternativas
Q1327497 Português

Leia com atenção o texto “História do Circo” para responder o item desta prova.

TEXTO 1

História do Circo

A magia do circo nos remete a algo incrível, fazendo-nos viajar na alegria dos palhaços, nas acrobacias dos malabares e na beleza das cores. Relatos trazem que essa arte difundida no mundo todo existe desde a antiguidade.

Na China, foram encontradas pinturas com quase 5000 anos mostrando contorcionistas, acrobatas c equilibristas. Os guerreiros chineses usavam a acrobacia como forma de treinamento, já que isso exigia força, flexibilidade e agilidade. Em 108 a.C., em uma festa em homenagem a alguns visitantes estrangeiros, houve uma apresentação acrobática que encantou também ao imperador. Este, então, determinou que apresentações como essa se repetiriam todos os anos.

As pirâmides do Egito também trazem gravuras com malabaristas. Já em Roma a história do circo foi um tanto quanto trágica. Por volta de 70 a.C., surgiu o Circo Máximo, que foi destruído em um incêndio. No lugar onde ficava instalado, foi construído o Coliseu.

Circo no Brasil


Essa arte que encanta crianças e adultos surgiu no Brasil no século XIX, com famílias vindas da Europa. Essas famílias se manifestavam em apresentações teatrais. Os ciganos, vindos também da Europa, apresentavam-se ao público, demonstrando habilidades como doma de ursos e cavalos e ilusionismo.

As manifestações artísticas ocorriam de acordo com a aceitação do público, o que não agradava não era mais mostrado naquela determinada região. Algumas atrações foram adaptadas ao estilo brasileiro. O palhaço europeu, por exemplo, era menos falante, usando a mímica como base. Já, no Brasil, o palhaço fala muito, utilizando de comédia sorrateira e também de instrumentos musicais, como o violão.

O público brasileiro gosta das atrações perigosas, como os malabares em trapézios e domadores de animais ferozes. O uso de animais em circo é um assunto polêmico, pois muitas vezes esses animais sofrem maus tratos.

Atualmente, as atrações circenses são mais modernas e trazem muitas novidades tecnológicas, exemplo disso é o Cirque du Soleil.

Circo Contemporâneo

Hoje, o circo também tem uma ramificação que é o circo contemporâneo, aprendido em escolas e não só de pai para filho, como anligamente. A primeira escola de circo surgiu no Rio de Janeiro em 1982, chamada Escola Nacional dc Circo. Nessa escola, jovens aprendem as técnicas circenses e, quando formados, criam grupos e passam a sc apresentar ao público.


Hoje a Nau de ícaros, o Teatro de Anônimo, o Circo Escola Picadeiro, o Linhas Aéreas, a Intrépida Trupe, os Parlapatões, o Circo Mínimo, os Acrobáticos Fratelli, Patifes e Paspalhões fazem parte do Circo Contemporâneo Brasileiro.

VOCABULÁRIO: 

sorrateira - que tem manha; astuta, maliciosa, esperta, ardilosa.

Marque a alternativa em que os fatos numerados abaixo, retirados do texto 1, estejam em ordem cronológica:
I - O circo surgiu no Brasil no século XIX. II - Atualmente, as atrações circenses são cheias de novidades tecnológicas. III - O Circo Máximo surgiu por volta de 70 a.C. IV - A primeira escola de circo surgiu no Rio de Janeiro em 1982.
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Ano: 2015 Banca: Aeronáutica Órgão: EEAR Prova: Aeronáutica - 2015 - EEAR - Sargento |
Q1326205 Português
Vai morrer de quê? 

Foi Arthur Schopenhauer quem afirmou que o homem está condenado a ser um eterno insatisfeito. Nós nos esforçamos e sofremos para tentar obter aquilo que desejamos, mas, quando finalmente conseguimos, o sentimento de satisfação é no máximo efêmero. Surge um novo desejo, num ciclo torturante que se repete ao longo de toda a vida.

Para não desmentir o filósofo, faço uma análise pessimista dos avanços da medicina. É verdade que esse ramo do saber deu, ao longo do tempo, passos notáveis, que tiveram significativo impacto na saúde e na vida das pessoas. Em 1950, 40% dos óbitos no Brasil se deviam a moléstias infectocontagiosas; hoje, elas são menos de 10%. Em termos de expectativa de vida ao nascer, passamos dos 43,3 anos em 1950 para 73,5 em 2010. 

Ótimo, não? Sim, mas, como todos precisamos morrer de alguma coisa, quando tiramos as doenças infecciosas da frente, pulamos para o próximo item da lista, que são as moléstias cardiovasculares. Elas representavam 12% do óbitos em 1950 e hoje são 40%. E a coisa não para por aí. As causas cardíacas já vão perdendo espaço para outras moléstias, notadamente os cânceres, mas também demências, doenças que afetam a mobilidade, e as várias enfermidades crônicas capazes de tornar nossa existência especialmente miserável.

Estamos ficando mais saudáveis, mas isso apenas nos empurra para mortes mais sofridas. Schopenhauer morreu do coração em 1860 sentado no sofá de sua casa com seu gato.
(Hélio Schwartsman - texto adaptado, Folha de S. Paulo, 30/11/2014)

Marque V para verdadeiro e F para falso. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

A medicina deu passos notáveis ao longo do tempo, porque

( ) em cerca de 60 anos, o número de óbitos por moléstias infectocontagiosas diminuiu pelo menos 30%.

( ) hoje a expectativa de vida ao nascer é 30,2 anos maior que em 1950.

( ) conseguiu melhorar a saúde e a vida das pessoas, que estão completamente livres das doenças graves.

( ) atualmente morrem menos pessoas por infecção, em comparação com os anos 50.

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Q810978 Português

Texto 3

A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO

    Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caira no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: "Não há nada a fazer, Dona Coió. Este menino é mesmo um caso de poesia".

{Carlos Drummond de Andrade, Histórias para o Rei - 10a ed. - Rio de Janeiro: Record, 2007)

Com relação à coesão textual, assinale a opção correta.
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Q810971 Português

Texto 2

REUNIÃO DE MÃES 

    Na reunião de pais só havia mães. Eu me sentiria constrangido em meio a tanta mulher, por mais simpáticas me parecessem, e acabaria nem entrando - se não pudesse logo distinguir, espalhadas no auditório, duas ou três presenças masculinas que partilhariam de meu ressabiado zelo paterno.

    Sentei-me numa das últimas filas, para não causar espécie à seleta assembleia de progenitoras. Uma delas fazia tricô, e várias conversavam, já confraternizadas de outras reuni- ões. O Padre-Diretor tomou assento à mesa, cercado de professoras, e deu inicio à sessão.

    Eu viera buscar Pedro Domingos para levá-lo ao médico, mas desta vez cabia-me também participar antes da reunião. Afinal de contas andava mesmo precisando de verificar pessoalmente a quantas o menino andava.

    O Padre-Diretor fazia considerações gerais sobre o uniforme de gala a ser adotado. A gravatinha é azul? - perguntou uma das mães. Meia três-quartos? - perguntou outra. E o emblema no bolsinho? - perguntou uma terceira. Outra ainda, à minha frente, quis saber se tinha pesponto - mas sua pergunta não chegou a ser ouvida.

    Invejei-lhes a desenvoltura. Tive vontade de perguntar também alguma coisa, para tornar mais efetivo meu interesse de pai - mas temi aquelas mães todas voltando a cabeça, curiosas e surpreendidas, ante uma destoante voz de homem, meio gaguejante talvez de insegurança. Poderia também não ser ouvido - e se isso me acontecesse eu sumiria na cadeira. Além do mais, não me ocorria nada de mais prático para perguntar senão o que vinha a ser pesponto.

    Acabei concluindo que tanta perguntação quebrava um pouco a solene compostura que devíamos manter, como responsáveis pelo destino de nossos filhos. E dispensei-me de intervir, passando a ouvir a explanação do Padre-Diretor:

- Chegamos agora ao ponto que interessa: o quinto ano. Depois de cuidadosa seleção, foi dividido em três turmas - a turma 14, dos mais adiantados; a turma 13, dos regulares; e a turma 12, dos atrasados, relapsos, irrequietos, indisciplinados. Os da 13 já não são lá essas coisas, mas os da 12 posso assegurar que dificilmente irão para frente, não querem nada com estudo.

    Fiquei atento: em qual delas estaria o menino? Pensei que o Diretor ia ler a lista de cada turma - o meu certamente na 14. Não leu, talvez por consideração para com as mães que tinham filhos na 12. Várias, que já sabiam disso, puseram-se a falar ao mesmo tempo: não era culpa delas; levavam muito dever para casa, não se habituavam com o semi-internato. Uma - a do tricô, se não me engano - chegou mesmo a se queixar do ensino dirigido, que a seu ver não estava dando resultado. Outra disse que tinha três filhos, faziam provas no mesmo dia, como prepará-los de uma só vez? O Padre-Diretor sacudiu a cabeça, sorrindo com simpatia - não posso nem ao menos lastimar que a senhora tenha tanto filho. E voltou a falar nos relapsos, um caso muito sério. Não vai esse Padre dizer que meu filho está entre eles, pensei. Irrequieto, indisciplinado. Ah, mas ele havia de ver comigo: entre os piores!

    E por que não? Quietinho, muito bem-mandado, filhinho do papai, maria vai com as outras ele não era mesmo não. Desafiei o auditório, acendendo um cigarro: ninguém tinha nada com isso. Criança ainda, na idade mesmo de brincar e não levar as coisas tão a sério. 0 curioso é que não me parecesse assim tão vadio - jogava futebol na rua, assistia à televisão, brincava de bandido, mas na hora de estudar o rapazinho estudava, então eu não via? Quem sabe se procurasse ajudá-lo, dar uma mãozinha... Mas essas coisas que ele andava estudando eu já não sabia de cor, tinha de aprender tudo de novo. Outro dia, por exemplo, me embatucou perguntando se eu sabia como se chamam os que nascem na Nova Guiné. Ninguém sabe isso, meu filho, respondi gravemente. Ah, não sabe? Pois ele sabia: guinéu! Não acreditei, fui olhar no dicionário para ver se era mesmo. Era. Talvez estivesse na turma 13, bem que sabia lá uma coisa ou outra, o danadinho.

    Agora o Diretor falava na comida que serviam ao almoço. Da melhor qualidade, mas havia um problema - os meninos se recusavam a comer verdura, ele fazia questão que comessem, para manter dieta adequada. No entanto, algumas mães não colaboravam. Mandavam bilhetinhos pedindo que não dessem verdura aos filhos.

    Eis algo que eu jamais soube explicar: por que menino não gosta de verdura? Quando menino eu também não gostava.

    - Pedem às mães que mandem bilhetinhos, e não é só isso: usam qualquer recurso para não comer verdura. Hoje mesmo me apareceu um com um bilhete da mãe dizendo: não obrigar meu filho a comer verdura. Só que estava escrito com a letra do próprio menino.

    Chegada era a hora de levá-lo ao médico - uma professora amiga foi buscá-lo para mim.

    - Meu filho - perguntei, ansioso, assim que saímos: - Em que turma você está? Na 12 ou na 13?

    - Na 14 - ele respondeu, distraído. Respirei com alí­vio: e nem podia ser de outra maneira, não era isso mesmo?

    - Fico satisfeito de saber - comentei apenas.

    Ele não perdeu tempo:

    - Então eu queria te pedir um favor - aproveitou-se logo: - Que você mandasse ao Padre-Diretor um bilhete dizendo que eu não posso comer verdura.

{SABINO, Fernando. O homem nu - 46a ed. Rio de Janeiro: Record, 2009. )

Marque a opção em que o trecho entre aspas serve para manter a coerência textual interna.
Alternativas
Q810960 Português

Texto 2

REUNIÃO DE MÃES 

    Na reunião de pais só havia mães. Eu me sentiria constrangido em meio a tanta mulher, por mais simpáticas me parecessem, e acabaria nem entrando - se não pudesse logo distinguir, espalhadas no auditório, duas ou três presenças masculinas que partilhariam de meu ressabiado zelo paterno.

    Sentei-me numa das últimas filas, para não causar espécie à seleta assembleia de progenitoras. Uma delas fazia tricô, e várias conversavam, já confraternizadas de outras reuni- ões. O Padre-Diretor tomou assento à mesa, cercado de professoras, e deu inicio à sessão.

    Eu viera buscar Pedro Domingos para levá-lo ao médico, mas desta vez cabia-me também participar antes da reunião. Afinal de contas andava mesmo precisando de verificar pessoalmente a quantas o menino andava.

    O Padre-Diretor fazia considerações gerais sobre o uniforme de gala a ser adotado. A gravatinha é azul? - perguntou uma das mães. Meia três-quartos? - perguntou outra. E o emblema no bolsinho? - perguntou uma terceira. Outra ainda, à minha frente, quis saber se tinha pesponto - mas sua pergunta não chegou a ser ouvida.

    Invejei-lhes a desenvoltura. Tive vontade de perguntar também alguma coisa, para tornar mais efetivo meu interesse de pai - mas temi aquelas mães todas voltando a cabeça, curiosas e surpreendidas, ante uma destoante voz de homem, meio gaguejante talvez de insegurança. Poderia também não ser ouvido - e se isso me acontecesse eu sumiria na cadeira. Além do mais, não me ocorria nada de mais prático para perguntar senão o que vinha a ser pesponto.

    Acabei concluindo que tanta perguntação quebrava um pouco a solene compostura que devíamos manter, como responsáveis pelo destino de nossos filhos. E dispensei-me de intervir, passando a ouvir a explanação do Padre-Diretor:

- Chegamos agora ao ponto que interessa: o quinto ano. Depois de cuidadosa seleção, foi dividido em três turmas - a turma 14, dos mais adiantados; a turma 13, dos regulares; e a turma 12, dos atrasados, relapsos, irrequietos, indisciplinados. Os da 13 já não são lá essas coisas, mas os da 12 posso assegurar que dificilmente irão para frente, não querem nada com estudo.

    Fiquei atento: em qual delas estaria o menino? Pensei que o Diretor ia ler a lista de cada turma - o meu certamente na 14. Não leu, talvez por consideração para com as mães que tinham filhos na 12. Várias, que já sabiam disso, puseram-se a falar ao mesmo tempo: não era culpa delas; levavam muito dever para casa, não se habituavam com o semi-internato. Uma - a do tricô, se não me engano - chegou mesmo a se queixar do ensino dirigido, que a seu ver não estava dando resultado. Outra disse que tinha três filhos, faziam provas no mesmo dia, como prepará-los de uma só vez? O Padre-Diretor sacudiu a cabeça, sorrindo com simpatia - não posso nem ao menos lastimar que a senhora tenha tanto filho. E voltou a falar nos relapsos, um caso muito sério. Não vai esse Padre dizer que meu filho está entre eles, pensei. Irrequieto, indisciplinado. Ah, mas ele havia de ver comigo: entre os piores!

    E por que não? Quietinho, muito bem-mandado, filhinho do papai, maria vai com as outras ele não era mesmo não. Desafiei o auditório, acendendo um cigarro: ninguém tinha nada com isso. Criança ainda, na idade mesmo de brincar e não levar as coisas tão a sério. 0 curioso é que não me parecesse assim tão vadio - jogava futebol na rua, assistia à televisão, brincava de bandido, mas na hora de estudar o rapazinho estudava, então eu não via? Quem sabe se procurasse ajudá-lo, dar uma mãozinha... Mas essas coisas que ele andava estudando eu já não sabia de cor, tinha de aprender tudo de novo. Outro dia, por exemplo, me embatucou perguntando se eu sabia como se chamam os que nascem na Nova Guiné. Ninguém sabe isso, meu filho, respondi gravemente. Ah, não sabe? Pois ele sabia: guinéu! Não acreditei, fui olhar no dicionário para ver se era mesmo. Era. Talvez estivesse na turma 13, bem que sabia lá uma coisa ou outra, o danadinho.

    Agora o Diretor falava na comida que serviam ao almoço. Da melhor qualidade, mas havia um problema - os meninos se recusavam a comer verdura, ele fazia questão que comessem, para manter dieta adequada. No entanto, algumas mães não colaboravam. Mandavam bilhetinhos pedindo que não dessem verdura aos filhos.

    Eis algo que eu jamais soube explicar: por que menino não gosta de verdura? Quando menino eu também não gostava.

    - Pedem às mães que mandem bilhetinhos, e não é só isso: usam qualquer recurso para não comer verdura. Hoje mesmo me apareceu um com um bilhete da mãe dizendo: não obrigar meu filho a comer verdura. Só que estava escrito com a letra do próprio menino.

    Chegada era a hora de levá-lo ao médico - uma professora amiga foi buscá-lo para mim.

    - Meu filho - perguntei, ansioso, assim que saímos: - Em que turma você está? Na 12 ou na 13?

    - Na 14 - ele respondeu, distraído. Respirei com alí­vio: e nem podia ser de outra maneira, não era isso mesmo?

    - Fico satisfeito de saber - comentei apenas.

    Ele não perdeu tempo:

    - Então eu queria te pedir um favor - aproveitou-se logo: - Que você mandasse ao Padre-Diretor um bilhete dizendo que eu não posso comer verdura.

{SABINO, Fernando. O homem nu - 46a ed. Rio de Janeiro: Record, 2009. )

Nos trechos "Depois de cuidadosa seleção, foi dividido em três turmas - a turma 14, dos mais adiantados; a turma 13, dos regulares; e a turma 12, dos atrasados, relapsos, irrequietos, indisciplinados." (7°§) e "Várias, que já sabiam disso, puseram-se a falar ao mesmo tempo: não era culpa delas (8°§), os recursos coesivos em destaque classificam-se, respectivamente, como referenciais
Alternativas
Respostas
441: B
442: B
443: E
444: C
445: A
446: E
447: D
448: C
449: D
450: C
451: D
452: E
453: E
454: A
455: C
456: A
457: A
458: E
459: D
460: D