Questões Militares
Sobre história do brasil em história
Foram encontradas 1.334 questões
Em 1825, uma rebelião regional proclamou a separação do Brasil e a incorporação do futuro Uruguai às Províncias Unidas do Rio da Prata. Esse fato precipitou a guerra entre Brasil e Buenos Aires, a partir de dezembro de 1825. A guerra foi um desastre militar para os brasileiros, vencidos em Ituzaingó (1827), e uma catástrofe financeira para as duas partes envolvidas. A paz foi alcançada com a mediação da Inglaterra, interessada em restaurar as transações comerciais normais que o conflito aniquilara. O tratado de paz que pôs fim ao conflito garantiu o surgimento do Uruguai como país independente e a livre navegação do [rio da] Prata e de seus afluentes.
(FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp/Imprensa Oficial do Estado, 2002. p. 83.)
O texto base narra um relevante conflito ocorrido no contexto do Brasil Imperial. Tal conflito ficou conhecido na historiografia brasileira como
O Espírito Santo tem ainda a O sua estrutura econômica à base do café, embora não seja dos mais famosos, bem definido pelo fato de que, na época da queima do café, os plantadores de Minas compravam safras capixabas para entregá-las à "cota de sacrifício".
(IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Vol. I. Rio de Janeiro: IBGE, 1957. p. 40.)
Quanto à chamada "cota de sacrifício" existente no contexto da produção cafeeira no estado do Espírito Santo, é correto afirmar que
O navegador [português] chegou na praia de Vila Velha em 23 de maio de 1535 e lá fundou o primeiro povoamento local. Batizou a terra de Espírito Santo em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade da Igreja Católica. Ele dividiu capitania em sesmarias e as distribuiu entre os 60 colonizadores que o acompanharam ao local.
(IBGE. Espírito Santo. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br. Acesso em: 1 jul. 2024.)
O texto base refere-se ao fidalgo português, primeiro donatário da Capitania do Espírito Santo, chamado
Vinte anos após a fundação da Capitania do Espírito Santo, José de Anchieta a visitou como enviado da Europa para transmitir valores cristãos aos indígenas em 1553. Acredita-se que ele viajasse ao Espírito Santo pelo menos uma vez por ano, até que, em 1579, iniciou a fixação dos religiosos de sua ordem na aldeia de Rerigtiba (em tupi, "lugar de muitas ostras", atual Anchieta), onde, entre 1587 e 1592, permaneceu como líder de sua ordem. Lá, viveu boa parte da vida e faleceu, em 9 de junho de 1597.
(Adapt. JANUZZI, Nicolle. Passos de Anchieta: a relação do jesuíta com o estado do Espírito Santo. G1, 14 jun. 2022. Disponível em: < g1.globo.com>. Acesso em: 1 jul. 2024.)
Considerando o contexto político, assinale a afirmativa que corresponde corretamente à ordem religiosa que desempenhou um papel crucial na colonização e aculturação dos povos indígenas, estabelecendo missões católicas ao longo da costa brasileira, e à qual pertenceu José de Anchieta (1534-1597).
Pelo tratado anglo-brasileiro de 1826, todo o tráfico escravo brasileiro se tornou ilegal em março de 1830. O governo brasileiro se viu imediatamente sob intensa pressão britânica para cumprir sua obrigação de criar e colocar em vigor leis proibindo a importação de escravos no Brasil. Finalmente, foi aprovada uma lei em 7 de novembro de 1831. Mas, pelo visto, era apenas "para inglês ver".
(CARVALHO, José Murilo de (Coord.). A construção nacional: 1830-1889. Vol. 2. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 24.)
Considerando o contexto histórico da expressão "para inglês ver" no Brasil e sua relação com a legislação citada no texto base, assinale a afirmativa correta.
A vinte e três de maio de 1535, oitava de Pentecostes (domingo), a caravela [do donatário] aportou à sua Capitania, aproando em uns terrenos baixos, ao fundo de uma enseada, bem junto ao Monte Moreno, à esquerda da entrada da baía que julgaram ser um rio. − primeiro contato com a O terra revelou os tropeços que aguardavam aquele pugilo de aventureiros: os índios preparavam uma recepção nada cordial. Postando-se armados em grupos na praia, mostravam-se dispostos a impedir o desembarque. Alguns disparos das peças de bordo, porém, anularam a pretensão, afugentando-os para a floresta.
(OLIVEIRA, José Teixeira de. História do estado do Espírito Santo. Vitória: Fundação Cultural do Espírito Santo, 1975. p. 35.)
Assinale a afirmativa que corresponde corretamente a um dos povos que habitavam o território que veio a se constituir como a capitania do Espírito Santo, à época do evento narrado no texto base.
COTRIM, G. História Global: Brasil e Geral. 3ª ed. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 70. (Adaptado) Podemos enumerar como causas que levaram os colonizadores a avançar em direção ao interior, exceto:
Com todos os seus defeitos, a Constituição de 1988 refletiu o avanço ocorrido no país […].
Por outro lado, a Constituição refletiu o clima de instabilidade vivido pelo país, pois nasceu com o destino de durar pouco, na sua forma original.
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 525-526)
Um dos aspectos que corroboram o contexto apresentado pelo excerto refere-se ao fato de que
A política de Delfim, que ficou conhecida como “milagre econômico”, estendendo-se de 1963 a 1973, destinava-se a promover o que se chamou de desenvolvimento capitalista associado. Seria engano pensar que essa política aplicava uma receita liberal, deixando à “mão invisível do mercado” a tarefa de promover o desenvolvimento.
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 486. Adaptado)
A afirmação feita pelo historiador Boris Fausto no fragmento pode ser explicada pelo fato de que o governo Médici
O novo governo, encabeçado pelo General Castelo Branco, altera profundamente a política econômica do país, chamando para o ministério dois políticos identificados com uma linha mais ortodoxa, Roberto Campos e Bulhões de Carvalho. As medidas tomadas pela nova equipe objetivavam a retomada imediata do desenvolvimento econômico e a contenção da inflação.
(Maria Yedda Linhares (org.).
História Geral do Brasil, p. 293. Adaptado)
Uma das medidas adotadas, pela equipe mencionada no fragmento, foi constituída
Muito valorizado pelos estudos sobre o período [primeiro governo Vargas, de 1930 a 1934] – sobretudo no que tange ao tratamento dado ao capital estrangeiro –, ele costuma ser interpretado como fruto de uma escolha política conscientemente ditada pelo esforço de construir um capitalismo nacional autônomo no país. Sem desprezar o conteúdo de realidade que o postulado possa ter tido para certos segmentos sociais, convém contextualizá-lo […].
Antes de mais nada é preciso deixar de lado a ligação automática estabelecida entre o nacionalismo e a escassa penetração do capital forâneo no país à época.
(Sônia R. Mendonça. As bases do desenvolvimento capitalista
dependente: da industrialização restringida à internacionalização.
Em: Maria Yedda Linhares (org.). História Geral do Brasil, p. 248-249)
Considerando o contexto apresentado pelo excerto, segundo a autora, a “opção nacionalista” do período foi uma decorrência
A Constituição de 1891 estabeleceu os três poderes – o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – ‘’harmônicos e independentes entre si”. O Poder Executivo, que antes coubera ao imperador, seria exercido por um presidente da República, eleito por um período de quatro anos. Como no Império, o Legislativo foi dividido em Câmara de Deputados e Senado, mas os senadores deixaram de ser vitalícios.
(Boris Fausto. História do Brasil, p. 250)
Em relação ao processo eleitoral, essa Constituição, segundo Boris Fausto,
O desenvolvimento dos estudos de história econômica e o aparecimento de monografias sobre o movimento republicano ofereceram novos subsídios para a interpretação do movimento de 1889. Os historiadores tentaram fazer uma análise mais objetiva dos acontecimentos, partindo de uma nova problemática e recorrendo a novas fontes de informação. Abandonando as versões subjetivas dos testemunhos, procuraram explicar a queda da Monarquia pela inadequação das instituições vigentes ao progresso do país.
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república:
momentos decisivos, p. 451)
Partindo do exposto no fragmento, para a historiadora Emília Viotti, a República foi, em síntese, resultado
Foram, em geral, favoráveis à abolição os representantes das classes urbanas, que começavam a ganhar importância em virtude das transformações econômicas que se processavam no país. Igualmente favoráveis à libertação dos escravos foram os grupos artesanais: trabalhadores livres, nacionais ou estrangeiros, que encontravam novas oportunidades de emprego. Sua colaboração foi decisiva na ação revolucionária desencadeada na década de 1880.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à república:
momentos decisivos, p. 330. Adaptado)
Para a historiadora, tal ação revolucionária refere-se
A grande novidade na economia brasileira das primeiras décadas do século XIX foi o surgimento da produção do café para exportação. A introdução do cafeeiro no Brasil deveu-se a Francisco de Melo Palheta, que em 1727 trouxe para o Pará as primeiras sementes da planta. Utilizado no consumo doméstico, o café chegou ao Rio de Janeiro por volta de 1760, misturando-se aos pequenos cultivos de pomares e hortas dos arredores da capital da Colônia. Foi, porém, no extenso Vale do Rio Paraíba, atravessando uma parte do Rio e de São Paulo, que se reuniram as condições para sua primeira grande expansão em níveis comerciais.
(Boris Fausto, História do Brasil, p. 186)
Sobre tais condições, é correto afirmar que, no Vale do Rio Paraíba,