Questões Militares
Sobre fisioterapia respiratória em fisioterapia
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“Ao Fisioterapeuta: encaminho o lactente EFM, com 3 meses de idade, para sua avaliação. A mãe relata que seu filho apresenta tosse frequente com secreção, já tomou antibiótico no primeiro mês de vida e se cansa durante a mamada. Conforme evidenciou o ecocardiograma, apresenta uma cardiopatia congênita, com shunt esquerdo-direito. Solicito, portanto, avaliação e acompanhamento para a criança, a fim de tratar, principalmente, os sintomas relacionados à fisiopatologia de sua cardiopatia. Atenciosamente: Dr. AJ – Cardiologia Pediátrica.” Considerando a situação hipotética, analise as afirmativas a seguir.
I. De acordo com os sintomas relatados pelo cardiologista, o fisioterapeuta analisa e conclui que o bebê apresenta uma cardiopatia cianogênica com características de hiperfluxo pulmonar como na coactação da aorta.
II. O aumento da resistência vascular pulmonar está presente nas cardiopatias acianogênicas; a causa está ligada diretamente ao volume sanguíneo aumentado na circulação pulmonar e ao tempo de exposição, podendo até levar alterações estruturais nas arteríolas pulmonares.
III. O enunciado não identifica qual cardiopatia o bebê citado apresenta; mas, pelos sintomas descritos, uma das cardiopatias cursam com hiperfluxo pulmonar. Neste caso, há aumento do débito de sangue nos pulmões, alterações nas vias aéreas e no leito vascular pulmonar.
IV. Sabe-se que cardiopatias congênitas têm impacto para a criança, que vão desde o hipodesenvolvimento ponderoestatural, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor até doenças pulmonares crônicas. Diante do relato descrito no encaminhamento médico, a bebê apresenta sinais de hiperfluxo pulmonar comum em cardiopatias cianóticas, como na Tetralogia de Fallot.
V. Cansaço durante as mamadas e tosse irritativa podem ser sintomas de cardiopatia acianótica como na comunicação interventricular – os sintomas descritos evidenciam espessamento da membrana alvéolo-capilar com extravasamento de plasma.
Está correto o que se afirma apenas em
As principais aplicabilidades da espirometria consistem em: diagnóstico funcional; papel prognóstico; avaliação pré-operatória de ressecção pulmonar; e, mesmo de cirurgias abdominais, além de classificação da gravidade funcional para diversas doenças respiratórias. Considerando o exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. O estreitamento das grandes/pequenas vias aéreas resulta em uma maior redução do VEF1 em relação à CVF, resultando em uma relação VEF1 / CVF reduzida (abaixo do Limite Inferior da Normalidade – LIN) ou redução no VEF1 / CVL – característico de distúrbios ventilatórios mistos.
II. Nos processos de causa extrapulmonar, não há aumento dos fluxos expiratórios intermediários. Entretanto, o contexto clínico associado é extremamente importante para a confirmação diagnóstica em pacientes com Distúrbios Ventilatórios Restritivos (DVR).
III. O PFE é utilizado como ferramenta monitora de asmáticos que, usualmente, mostram variação diurna acima de 15%. O diagnóstico pode ainda ser confirmado ao se observar uma melhora de 60 L/min ou 20% após o uso do broncodilatador.
IV. O Distúrbio Ventilatório Restritivo (DVR) é definido como a redução da capacidade pulmonar total e a manutenção da relação VEF1 / CVF normal ou aumentada. A espirometria pode sugerir DVR, quando ocorre redução significativa da Capacidade Vital (CV) associada à relação VEF1 / CVF normal ou aumentada.
V. O comportamento dos fluxos expiratórios na espirometria forçada pode sugerir a etiologia de um Distúrbio Ventilatório Obstrutivo (DVO). Redução da CV abaixo do limite inferior de normalidade se correlaciona em somente em 50% dos casos com CPT reduzida. Portanto, não se deve taxar um distúrbio como sendo obstrutivo somente pela redução da capacidade vital.
Está correto o que se afirma apenas em
I. Sistema cardiovascular (taxa cardíaca, ritmo e pressão arterial anormais). II. Sistema metabólico / endócrino (osteoporose). III. Sistema neuromuscular (fraqueza muscular generalizada, perda de resistência). IV. Sistema pulmonar (taxa, ritmo, padrão respiratório anormal).
Está correto o que se afirma em
I. Ventilação mecânica (VM): uma gama de complicações e efeitos adversos está associada à VM. Complicações especificamente respiratórias podem surgir, tais como pneumotórax, fístula broncopleural, pneumonia nosocomial, empiema, dentre outras, quando não há manejo adequado e criterioso da VM e das vias aéreas.
II. Manobras de desobstrução brônquica (mobilização de secreções): pacientes em pós-operatório de cirurgias torácicas podem apresentar maior possibilidade de retenção de secreções pulmonares, o que pode ser causado pelo efeito da anestesia, tempo de ventilação mecânica, doença de base (DPOC, câncer, bronquiectasias etc.), dor, impossibilidade de promover inspirações profundas e tosse efetiva.
III. Exercícios respiratórios e inspirômetros de incentivo: a utilização de exercícios respiratórios no período pós-operatório de cirurgia torácica é bastante difundida, tendo como objetivo o incremento dos volumes e a capacidade residual funcional e total, como, por exemplo, inspiração máxima sustentada e inspiração em tempos. Os mesmos devem ser associados a manobras de expansão torácica, além de posicionamentos que intensifiquem a ventilação na região a ser expandida.
IV. Mobilização precoce: pacientes desde o pós-operatório imediato ainda na UTI devem ser mobilizados precocemente. Diversos estudos decorrem sobre este tema, sendo descrito que a mobilização precoce poderia aumentar a ventilação, impedir secreções e diminuir o risco de complicações circulatórias como TVP.
Está correto o que se afirma em
I. Instabilidades hemodinâmicas e arritmias. II. Trauma de face. III. Pneumotórax não tratado. IV. Necessidade de intubação para a proteção das vias aéreas.
Está correto o que se afirma em
I. Cornagem: representa o aumento da resistência das vias aéreas por acúmulo de secreção.
II. Sibilos: são ruídos agudos e contínuos observados principalmente na fase expiratória, representando a resistência da saída do ar nas vias aéreas estreitadas (broncoespasmo).
III. Estertores crepitantes: são ruídos homogêneos, finos, do mesmo timbre e intensidade, auscultados na fase inspiratória. São produzidos pelo deslocamento das paredes dos alvéolos devido à entrada de ar no seu interior. Indicam sofrimento alveolar.
IV. Roncos: grande intensidade sonora representando o estreitamento das vias aéreas por acúmulo de secreção.
Está correto o que se afirma apenas em
I. Ulceração da mucosa e parede traqueal. II. Formação de granulomas e necroses. III. Destruição da cartilagem, ruptura traqueal e laceração. IV. Fístula traqueoesofágica, traqueoarterial e lesão da carina.
Está correto o que se afirma em
I. Obstrução do fluxo aéreo, reversível (embora não completamente em alguns pacientes) espontaneamente ou com tratamento.
II. Inflamação na qual as células têm um papel importante, em particular os mastócitos e os eosinófilos.
III. Aumento da reatividade das vias aéreas a uma variedade de estímulos (hiper-reatividade brônquica).
IV. Episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã, ao acordar.
Está correto o que se afirma em
( ) O uso da PEEP é amplamente discutido como forma de minimizar a lesão pulmonar induzida pela ventilação mecânica (LPIV), bem como para melhorar a troca gasosa. Seu uso pode reduzir o shunt pulmonar e a abertura e o fechamento cíclico alveolar (strain dinâmico), estabilizando os alvéolos abertos, tornando possíveis as estratégias protetoras baseadas no uso de baixo volume corrente.
( ) Um grande desafio no manejo da ventilação mecânica, em pacientes com SDRA, é, justamente, indicar ou não o incremento de PEEP e/ou manobras de recrutamento alveolar (MRAs), por conta da dificuldade de determinar quais pacientes realmente se beneficiam dessa abordagem, sendo mais indicada em pacientes com causas pulmonares.
( ) O grau de hipoxemia está correlacionado com a quantidade de tecido não aerado, com a fração de shunt, bem como a hipertensão pulmonar. A complacência pulmonar traduz o tamanho funcional do pulmão (áreas aeradas). Sendo assim, descobriu-se que os pulmões de pacientes com SDRA não são rígidos, mas, sim, pequenos.
( ) Há evidências consideráveis que salientam que o tipo de lesão pulmonar na SDRA interfere diretamente na resposta à MRA. Nesse contexto, estudos sugerem que as MRAs são menos eficazes em pacientes com SDRA de causa pulmonar (primária), quando comparados àqueles com SDRA de causa extrapulmonar (secundária).
( ) Durante a manobra de recrutamento alveolar há o aumento transitório da pressão transpulmonar e a homogeneização pulmonar, proporcionando elevação da pressão de distensão (driving pressure).
( ) A tomografia computadorizada mudou drasticamente a visão científica da SDRA, mostrando um pulmão heterogêneo, com áreas de maiores densidades nas regiões dependentes. Ao quantificar as áreas normalmente ventiladas, medidas no final da expiração, demonstrou uma quantidade de tecido entre 200 e 500 g em casos de SDRA grave.
A sequência está correta em