Questões de Vestibular
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(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995.)
O excerto sustenta que, no âmbito da Guerra Fria, os armamentos nucleares
(Kauê Lopes dos Santos. Africano: uma introdução ao continente, 2022. Adaptado.)
Pode-se entender a chamada política de substituição de importações como
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
O excerto apresenta o AI-5, emitido em dezembro de 1968, como uma ferramenta
Outro desafio foi o fim do tráfico negreiro internacional em 1850.
(Miriam Dolhnikoff. História do Brasil império, 2019. Adaptado.)
As alternativas encontradas para superar, na segunda metade do século XIX, os “dois problemas cruciais” citados no excerto correspondem
(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999.)
A globalização identificada pelo excerto foi resultado, entre outros fatores,
Leia o excerto para responder à questão.
A presença feminina foi sempre destacada no exercício do pequeno comércio em vilas e cidades do Brasil colonial. Desde os primeiros tempos, em lugares como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, estabeleceu-se uma divisão de trabalho assentada em critérios sexuais, em que o comércio ambulante representava ocupação preponderantemente feminina. A quase exclusiva presença de mulheres num mercado onde se consumiam gêneros a varejo resultou da convergência de duas referências culturais determinantes no Brasil. A primeira delas está relacionada à influência africana, uma vez que nessas sociedades tradicionais as mulheres desempenhavam tarefas de alimentação e distribuição de gêneros de primeira necessidade. O segundo tipo de influência deriva da transposição para o mundo colonial da divisão de papéis sexuais vigentes em Portugal, onde a legislação amparava de maneira incisiva a participação feminina.
(Luciano Figueiredo. “Mulheres nas Minas Gerais”.
In: Mary del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)
Leia o excerto para responder à questão.
A presença feminina foi sempre destacada no exercício do pequeno comércio em vilas e cidades do Brasil colonial. Desde os primeiros tempos, em lugares como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, estabeleceu-se uma divisão de trabalho assentada em critérios sexuais, em que o comércio ambulante representava ocupação preponderantemente feminina. A quase exclusiva presença de mulheres num mercado onde se consumiam gêneros a varejo resultou da convergência de duas referências culturais determinantes no Brasil. A primeira delas está relacionada à influência africana, uma vez que nessas sociedades tradicionais as mulheres desempenhavam tarefas de alimentação e distribuição de gêneros de primeira necessidade. O segundo tipo de influência deriva da transposição para o mundo colonial da divisão de papéis sexuais vigentes em Portugal, onde a legislação amparava de maneira incisiva a participação feminina.
(Luciano Figueiredo. “Mulheres nas Minas Gerais”.
In: Mary del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)
[...] a fome começou a alastrar-se por toda a superfície da Terra, e chegou-se a temer o quase total desaparecimento do gênero humano. As condições atmosféricas, com efeito, a tal ponto iam contra o curso normal das estações que o tempo nunca se mostrava propício às semeaduras e, sobretudo por causa das inundações, jamais se apresentava favorável às colheitas. Parecia que os elementos estavam lutando entre si, mas não havia dúvidas de que se punia assim o orgulho da humanidade.
(Raoul Glaber. Histoires. Apud: Georges Duby. A Europa na Idade Média, 1988. Adaptado.)
O monge atribui a temporada de fome ocorrida naquele período
(Pedro Paulo Funari. Grécia e Roma, 2019.)
Ao abordar a questão religiosa na Roma Antiga, o excerto
Para responder à questão, leia o trecho de uma crônica de Machado de Assis, publicada originalmente em 16.06.1878.
Estrugiram1 os últimos foguetes de Santo Antônio; não tarda chegar a vez de S. João e de S. Pedro. [...] Indague quem quiser o motivo histórico deste foguetear os três santos, uso que herdamos dos nossos maiores; a realidade é que, não obstante o ceticismo do tempo, muita e muita dezena de anos há de correr, primeiro que o povo perca os seus antigos amores. Nestas noites abençoadas é que as crendices sãs abrem todas as velas. As consultas, as sortes, os ovos guardados em água, e outras sublimes ridicularias2, ria-se delas quem quiser; eu vejo-as com respeito, com simpatia, e se alguma coisa me molestam é por eu não as saber já praticar. [...]
Os dias passam, e os meses, e os anos, e as situações políticas, e as gerações e os sentimentos, e as ideias. Cada olimpíada3 traz nas mãos uma nova andaina4 do tempo. [...]
Duas coisas, entretanto, perduram no meio da instabilidade universal: 1o a constância da polícia, que todos os anos declara editalmente ser proibido queimar fogos, por ocasião das festas de S. João e seus comensais; 2o a disposição do povo em desobedecer às ordens da polícia. A proibição não é simples vontade do chefe; é uma postura municipal de 1856. Anualmente aparece o mesmo edital, escrito com os mesmos termos; o chefe rubrica essa chapa inofensiva, que é impressa, lida e desrespeitada. Da tenacidade com que a polícia proíbe, e da teimosia com que o povo infringe a proibição, fica um resíduo comum: o trecho impresso e os fogos queimados.
(Machado de Assis. Notas semanais, 2008.)
1 estrugir: soar ou vibrar fortemente.
2 ridicularia: coisa mínima e sem importância; insignificância.
3 olimpíada: período de quatro anos.
4 andaina: veste.
Para responder à questão, leia o trecho de uma crônica de Machado de Assis, publicada originalmente em 16.06.1878.
Estrugiram1 os últimos foguetes de Santo Antônio; não tarda chegar a vez de S. João e de S. Pedro. [...] Indague quem quiser o motivo histórico deste foguetear os três santos, uso que herdamos dos nossos maiores; a realidade é que, não obstante o ceticismo do tempo, muita e muita dezena de anos há de correr, primeiro que o povo perca os seus antigos amores. Nestas noites abençoadas é que as crendices sãs abrem todas as velas. As consultas, as sortes, os ovos guardados em água, e outras sublimes ridicularias2, ria-se delas quem quiser; eu vejo-as com respeito, com simpatia, e se alguma coisa me molestam é por eu não as saber já praticar. [...]
Os dias passam, e os meses, e os anos, e as situações políticas, e as gerações e os sentimentos, e as ideias. Cada olimpíada3 traz nas mãos uma nova andaina4 do tempo. [...]
Duas coisas, entretanto, perduram no meio da instabilidade universal: 1o a constância da polícia, que todos os anos declara editalmente ser proibido queimar fogos, por ocasião das festas de S. João e seus comensais; 2o a disposição do povo em desobedecer às ordens da polícia. A proibição não é simples vontade do chefe; é uma postura municipal de 1856. Anualmente aparece o mesmo edital, escrito com os mesmos termos; o chefe rubrica essa chapa inofensiva, que é impressa, lida e desrespeitada. Da tenacidade com que a polícia proíbe, e da teimosia com que o povo infringe a proibição, fica um resíduo comum: o trecho impresso e os fogos queimados.
(Machado de Assis. Notas semanais, 2008.)
1 estrugir: soar ou vibrar fortemente.
2 ridicularia: coisa mínima e sem importância; insignificância.
3 olimpíada: período de quatro anos.
4 andaina: veste.
No contexto em que se insere, o trecho sublinhado expressa ideia de
Para responder à questão, leia o trecho de uma crônica de Machado de Assis, publicada originalmente em 16.06.1878.
Estrugiram1 os últimos foguetes de Santo Antônio; não tarda chegar a vez de S. João e de S. Pedro. [...] Indague quem quiser o motivo histórico deste foguetear os três santos, uso que herdamos dos nossos maiores; a realidade é que, não obstante o ceticismo do tempo, muita e muita dezena de anos há de correr, primeiro que o povo perca os seus antigos amores. Nestas noites abençoadas é que as crendices sãs abrem todas as velas. As consultas, as sortes, os ovos guardados em água, e outras sublimes ridicularias2, ria-se delas quem quiser; eu vejo-as com respeito, com simpatia, e se alguma coisa me molestam é por eu não as saber já praticar. [...]
Os dias passam, e os meses, e os anos, e as situações políticas, e as gerações e os sentimentos, e as ideias. Cada olimpíada3 traz nas mãos uma nova andaina4 do tempo. [...]
Duas coisas, entretanto, perduram no meio da instabilidade universal: 1o a constância da polícia, que todos os anos declara editalmente ser proibido queimar fogos, por ocasião das festas de S. João e seus comensais; 2o a disposição do povo em desobedecer às ordens da polícia. A proibição não é simples vontade do chefe; é uma postura municipal de 1856. Anualmente aparece o mesmo edital, escrito com os mesmos termos; o chefe rubrica essa chapa inofensiva, que é impressa, lida e desrespeitada. Da tenacidade com que a polícia proíbe, e da teimosia com que o povo infringe a proibição, fica um resíduo comum: o trecho impresso e os fogos queimados.
(Machado de Assis. Notas semanais, 2008.)
1 estrugir: soar ou vibrar fortemente.
2 ridicularia: coisa mínima e sem importância; insignificância.
3 olimpíada: período de quatro anos.
4 andaina: veste.
Para responder à questão, leia o trecho de uma crônica de Machado de Assis, publicada originalmente em 16.06.1878.
Estrugiram1 os últimos foguetes de Santo Antônio; não tarda chegar a vez de S. João e de S. Pedro. [...] Indague quem quiser o motivo histórico deste foguetear os três santos, uso que herdamos dos nossos maiores; a realidade é que, não obstante o ceticismo do tempo, muita e muita dezena de anos há de correr, primeiro que o povo perca os seus antigos amores. Nestas noites abençoadas é que as crendices sãs abrem todas as velas. As consultas, as sortes, os ovos guardados em água, e outras sublimes ridicularias2, ria-se delas quem quiser; eu vejo-as com respeito, com simpatia, e se alguma coisa me molestam é por eu não as saber já praticar. [...]
Os dias passam, e os meses, e os anos, e as situações políticas, e as gerações e os sentimentos, e as ideias. Cada olimpíada3 traz nas mãos uma nova andaina4 do tempo. [...]
Duas coisas, entretanto, perduram no meio da instabilidade universal: 1o a constância da polícia, que todos os anos declara editalmente ser proibido queimar fogos, por ocasião das festas de S. João e seus comensais; 2o a disposição do povo em desobedecer às ordens da polícia. A proibição não é simples vontade do chefe; é uma postura municipal de 1856. Anualmente aparece o mesmo edital, escrito com os mesmos termos; o chefe rubrica essa chapa inofensiva, que é impressa, lida e desrespeitada. Da tenacidade com que a polícia proíbe, e da teimosia com que o povo infringe a proibição, fica um resíduo comum: o trecho impresso e os fogos queimados.
(Machado de Assis. Notas semanais, 2008.)
1 estrugir: soar ou vibrar fortemente.
2 ridicularia: coisa mínima e sem importância; insignificância.
3 olimpíada: período de quatro anos.
4 andaina: veste.
Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga.
Cai a cinta a Vênus1 bela,
Sem cautela recostada;
E turbada2 entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
O tesouro se procura,
Os desejos se interessam,
Os cuidados já se apressam,
E a ternura vai também.
Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;
Mas em vão: que perda triste!
Só eu vi, sei onde existe;
E dizê-lo não convém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Roubador do puro ornato
Foi Antero e foi Cupido3;
E o levaram escondido
Com recato, eu sei a quem.
Receosos pelo insulto,
Que traidores cometeram,
No teu seio se acolheram,
Onde oculto asilo têm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Dos meus olhos não se escondem
Os meninos4 , a quem amo:
Se os procuro, espreito e chamo,
Correspondem, mas não vêm.
Com acenos expressivos
De alegria suspeitosa
Mostram faixa preciosa,
Que atrativos mil contêm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Se piedade aflito rogo,
E que cessem teus rigores,
(Ah cruéis, lindos Amores!)
Fogem logo e com desdém.
Abrandá-los não consigo,
E já deles tenho medo:
Guarda, Ninfa, este segredo,
Que não digo a mais ninguém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)
1Vênus: deusa do Amor.
2 turbada: aflita, transtornada.
3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.
4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.
Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga.
Cai a cinta a Vênus1 bela,
Sem cautela recostada;
E turbada2 entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
O tesouro se procura,
Os desejos se interessam,
Os cuidados já se apressam,
E a ternura vai também.
Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;
Mas em vão: que perda triste!
Só eu vi, sei onde existe;
E dizê-lo não convém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Roubador do puro ornato
Foi Antero e foi Cupido3;
E o levaram escondido
Com recato, eu sei a quem.
Receosos pelo insulto,
Que traidores cometeram,
No teu seio se acolheram,
Onde oculto asilo têm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Dos meus olhos não se escondem
Os meninos4 , a quem amo:
Se os procuro, espreito e chamo,
Correspondem, mas não vêm.
Com acenos expressivos
De alegria suspeitosa
Mostram faixa preciosa,
Que atrativos mil contêm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Se piedade aflito rogo,
E que cessem teus rigores,
(Ah cruéis, lindos Amores!)
Fogem logo e com desdém.
Abrandá-los não consigo,
E já deles tenho medo:
Guarda, Ninfa, este segredo,
Que não digo a mais ninguém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)
1Vênus: deusa do Amor.
2 turbada: aflita, transtornada.
3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.
4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.
Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga.
Cai a cinta a Vênus1 bela,
Sem cautela recostada;
E turbada2 entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
O tesouro se procura,
Os desejos se interessam,
Os cuidados já se apressam,
E a ternura vai também.
Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;
Mas em vão: que perda triste!
Só eu vi, sei onde existe;
E dizê-lo não convém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Roubador do puro ornato
Foi Antero e foi Cupido3;
E o levaram escondido
Com recato, eu sei a quem.
Receosos pelo insulto,
Que traidores cometeram,
No teu seio se acolheram,
Onde oculto asilo têm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Dos meus olhos não se escondem
Os meninos4 , a quem amo:
Se os procuro, espreito e chamo,
Correspondem, mas não vêm.
Com acenos expressivos
De alegria suspeitosa
Mostram faixa preciosa,
Que atrativos mil contêm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Se piedade aflito rogo,
E que cessem teus rigores,
(Ah cruéis, lindos Amores!)
Fogem logo e com desdém.
Abrandá-los não consigo,
E já deles tenho medo:
Guarda, Ninfa, este segredo,
Que não digo a mais ninguém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)
1Vênus: deusa do Amor.
2 turbada: aflita, transtornada.
3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.
4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.
Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga.
Cai a cinta a Vênus1 bela,
Sem cautela recostada;
E turbada2 entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
O tesouro se procura,
Os desejos se interessam,
Os cuidados já se apressam,
E a ternura vai também.
Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;
Mas em vão: que perda triste!
Só eu vi, sei onde existe;
E dizê-lo não convém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Roubador do puro ornato
Foi Antero e foi Cupido3;
E o levaram escondido
Com recato, eu sei a quem.
Receosos pelo insulto,
Que traidores cometeram,
No teu seio se acolheram,
Onde oculto asilo têm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Dos meus olhos não se escondem
Os meninos4 , a quem amo:
Se os procuro, espreito e chamo,
Correspondem, mas não vêm.
Com acenos expressivos
De alegria suspeitosa
Mostram faixa preciosa,
Que atrativos mil contêm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Se piedade aflito rogo,
E que cessem teus rigores,
(Ah cruéis, lindos Amores!)
Fogem logo e com desdém.
Abrandá-los não consigo,
E já deles tenho medo:
Guarda, Ninfa, este segredo,
Que não digo a mais ninguém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)
1Vênus: deusa do Amor.
2 turbada: aflita, transtornada.
3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.
4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.
Para responder à questão, leia o poema “A cinta de Vênus”, do poeta árcade Silva Alvarenga.
Cai a cinta a Vênus1 bela,
Sem cautela recostada;
E turbada2 entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
O tesouro se procura,
Os desejos se interessam,
Os cuidados já se apressam,
E a ternura vai também.
Empenhou-se, ó Glaura, o zelo;
Mas em vão: que perda triste!
Só eu vi, sei onde existe;
E dizê-lo não convém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Roubador do puro ornato
Foi Antero e foi Cupido3;
E o levaram escondido
Com recato, eu sei a quem.
Receosos pelo insulto,
Que traidores cometeram,
No teu seio se acolheram,
Onde oculto asilo têm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Dos meus olhos não se escondem
Os meninos4 , a quem amo:
Se os procuro, espreito e chamo,
Correspondem, mas não vêm.
Com acenos expressivos
De alegria suspeitosa
Mostram faixa preciosa,
Que atrativos mil contêm.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
Se piedade aflito rogo,
E que cessem teus rigores,
(Ah cruéis, lindos Amores!)
Fogem logo e com desdém.
Abrandá-los não consigo,
E já deles tenho medo:
Guarda, Ninfa, este segredo,
Que não digo a mais ninguém.
Cai a cinta a Vênus bela,
Sem cautela recostada;
E turbada entre os pesares
Pede aos mares que lha deem.
(Silva Alvarenga. Obras poéticas: poemas líricos, 2005.)
1Vênus: deusa do Amor.
2 turbada: aflita, transtornada.
3Antero e Cupido: irmãos, filhos de Vênus.
4meninos: os filhos de Vênus, ou seja, Antero e Cupido.
Nessas condições, e desconsiderando os intervalos de tempo de aceleração dessa partícula, ela terá dado 10 voltas completas ao longo do perímetro do triângulo em, aproximadamente,
O sólido espacial gerado após essa rotação tem volume igual a