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PIERRO, Bruno de. Doação de órgãos: a arte de dar más notícias. Revista Pesquisa FAPESP. Edição 237, nov. 2015. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: nov. 2016.
O texto precedente traz os resultados de uma pesquisa conduzida por uma universidade brasileira. Infere-se desse texto que a finalidade comunicativa do seu autor é
VERISSÍMO, Luís Fernando. Papos. Disponível em: https://novaescola.org.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).
O diálogo apresentado anteriormente ilustra, de forma divertida, a situação em que uma personagem tenta mostrar para a outra como usar a língua portuguesa segundo a norma padrão. Caso a personagem A, impaciente, desejasse responder à última fala da personagem B empregando a norma padrão da língua portuguesa, uma frase adequada para o contexto seria
— Onde é que a gente vai agora, vó? — Lá na padaria da praça comprar um pão gostoso. Silêncio pensativo no banco de trás. E então: — Perto da minha casa também tem uma padaria. Os pão lá é muito bom. Momentos de indecisão. Ignorar ou corrigir? Compulsivamente: — Sabe, meu querido, a gente fala assim: OS PÃES SÃO MUITO BONS. Um pão, dois PÃES. O pão é bom, os PÃES são bons. Novo silêncio pensativo no banco de trás. E então: — Quer dizer, vó, que PÃES é DOIS PÃO?
CARONE, Flávia de Barros. Ensinar gramática. Linha d’Água, n.º 5, 1988, p. 52.
Constitui exemplo de marca linguística característica da variedade coloquial do português presente no texto anterior o emprego
Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Atualmente, as tecnologias da comunicação e da informação interferem em vários campos da nossa vida diária. O texto anterior trata da interferência de um tipo de tecnologia em uma área específica da nossa vida social, relacionada às amizades. Que tecnologia é essa?
Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.
Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim, humilhado, e tão digno, no entanto: como alguém que respeitosamente pede desculpas por ter ocupado um lugar que não era seu.
Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão.
MEIRELES, Cecília. Um cão, apenas. Janela mágica. São Paulo: Ed. Moderna, 1983.
No fragmento da crônica de Cecília Meireles, o encontro com o cão provoca no narrador o sentimento de empatia que o leva a compreender
VIEIRA, Antônio. O sermão do bom ladrão. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Padre Antônio Vieira, clérigo jesuíta de origem portuguesa que viveu no Brasil no século XVII, proferiu inúmeros sermões que articulavam questões teológicas e políticas. Em O Sermão do Bom Ladrão — apresentado em 1655, em Lisboa —, para convencer sua audiência do ponto de vista defendido sobre a classe política, Vieira adota como estratégia
Em São Paulo, crianças e jovens aprendem técnicas de respiração e concentração em aulas, palestras, workshops e treinamentos oferecidos por voluntários da Fundação Lama Gangchen para a Cultura de Paz. Os ganhos são visíveis: maior capacidade de concentração e facilidade de aprendizagem. Chama a atenção dos voluntários a dificuldade que as crianças e os adolescentes têm para simplesmente relaxar.
LEAL, Gláucia. Meditação para usar na escola. Disponível em: http://www2.uol.com.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Dalai Lama, famoso líder religioso budista, diz que, se ensinarmos a meditação a cada criança de oito anos, eliminaremos a violência em apenas uma geração. Somente por essa razão valeria a pena tentar a prática. Mas por que a meditação é tão potente?
O primeiro e imediato efeito da meditação nas crianças é acalmá-las, tranquilizá-las. As crianças, assim como os adultos, quando estão calmas, podem focar sua atenção no que quer que seja. Uma vez que a calma chega, o seguinte passo é o enfoque da atenção naquilo que se deseja. Isso pode ser, por exemplo, controlar uma emoção, fazer um exercício, ouvir uma explicação, dizer “não” a algo que possa ser perigoso.
Efetivamente, a meditação ajuda a “alongar” o “músculo” da atenção, e, desse modo, a pessoa fica mais consciente do que acontece dentro e fora dela mesma; do que deseja e do que não deseja; do que sente e do que não sente. E, também, do que desejam, sentem ou fazem os outros.
Benefícios da meditação para as crianças. Disponível em: http://br.guiainfantil.com. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
Ao tratar de meditação como uma prática benéfica, os textos anteriores
Eu quisera poder dar a esta data a denominação seguinte: 15 de novembro, primeiro ano de República; mas não posso infelizmente fazê-lo. O que se fez é um degrau, talvez nem tanto, para o advento da grande era.
Em todo o caso, o que está feito, pode ser muito, se os homens que vão tomar a responsabilidade do poder tiverem juízo, patriotismo e sincero amor à liberdade.
Como trabalho de saneamento, a obra é edificante. Por ora, a cor do governo é puramente militar, e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula.
O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava (...).
LOBO, Aristides. O povo assistiu àquilo bestializado. Diário Popular, Rio de Janeiro, 18 nov. 1889 (adaptado).
O texto expressa a posição de um jornalista sobre um significativo evento para a cultura política brasileira. Conforme seu autor, a participação da população civil na Proclamação da República foi
RIOS, Flavia. O protesto negro no Brasil contemporâneo (1978-2010). Lua Nova, n.º 85, 2012, p. 41-79 (adaptado).
Ao discutir as formas de ação coletiva de combate ao preconceito de cor, a autora do texto anterior recorre à expressão “protesto negro”, caracterizado principalmente como
BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: nov. 2019.
Segundo o dispositivo constitucional reproduzido anteriormente, o Estado brasileiro visa assegurar às populações indígenas
HÖFFE, Otfried. A democracia no mundo hoje. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 135 (adaptado).
A partir das informações do texto precedente, é correto inferir a existência de
PENA, Paulo Gilvane Lopes et al. Taylorismo cibernético e lesões por esforços repetitivos em operadores de telemarketing em Salvador – Bahia. Caderno CRH. Salvador, v. 24, n.º especial 1, 2011, p. 145 (adaptado).
Pelo menos desde o século XVIII, houve profundas transformações no modo como o trabalho se desenvolve, sendo possível identificar, em especial, o papel exercido pelas mudanças tecnológicas e o impacto que elas provocam sobre a organização e o mundo do trabalho. Conforme o texto anterior, que se refere ao trabalho de telemarketing,
Com 65 milhões de deslocados no mundo, o número de refugiados chegou a “níveis históricos”, segundo o documento assinado pela cúpula do G20. (...) Durante o debate sobre o tema, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, alertou que o sistema europeu de amparo está prestes a chegar ao seu limite e que os demais países não podem ficar à margem da crise. Ele pediu que o problema não fosse apenas reconhecido, mas que se tomem medidas concretas para resolvê-lo. Tusk citou os milhões de refugiados que a União Europeia acolheu e os bilhões de euros investidos no Oriente Médio.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: nov. 2016.
O trecho anterior trata, principalmente, da chegada à Europa de milhares de migrantes e refugiados da Síria, país árabe predominantemente mulçumano. No que se refere a esse fenômeno, que se ampliou nos últimos anos, o Brasil e a Inglaterra
ROLLEMBERG, Denise. Entrevista especial com Denise Rollemberg. Revista IHU Online, nov. 2009. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).
Melhor seria que, em vez de “civil-militar”, nos habituássemos a utilizar outra caracterização, que talvez capture com mais precisão a natureza daquele regime: uma ditadura empresarial-militar implantada a partir de uma insurreição contrarrevolucionária das classes dominantes.
MELO, Demian Bezerra de. Ditadura “civil-militar”?: controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Espaço plural, v. 13, n.º 27, 2012 (adaptado).
Na abordagem do regime político que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985, os textos apresentados exprimem pontos de vista que
ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009 [1961].
O trecho anteriormente citado está no início do livro de ficção científica 1984, publicado em 1961. Nele, o autor retrata uma sociedade totalitária, na qual a tecnologia é utilizada pelo Estado para controlar a vida das pessoas. Considerando-se a atualidade, com a Internet, as redes sociais e a disseminação de aparelhos smartphones, o trecho
Disponível em: www.museudefavela.org. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).
A partir das concepções de memória e patrimônio cultural que fundamentam o modelo de museu descrito no texto, conclui-se que
MEYER, Dagmar Estermann et al. Políticas públicas: imperativos e promessas de inclusão social. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação. Rio de Janeiro, v. 22, n.º 85, dez. 2014, p. 1010 (adaptado).
Para a efetivação da imperativa inclusão social, devem-se adotar ações de
BERNARDINO, Joaze. Ação afirmativa e a rediscussão do mito da democracia racial no Brasil. Estudos afro-asiáticos. Rio de Janeiro, v. 24, n.º 2, 2002, p. 249 (adaptado).
Considerando-se as lutas por mudanças nas políticas públicas, uma resposta adequada para a pergunta colocada ao final do texto anterior seria a seguinte: Propor ações afirmativas para a população negra brasileira significa
Depoimento de Davi Kopenawa Yanomami, recolhido em 1998, na aldeia onde vive, e traduzido e editado pelo antropólogo Bruce Albert (Institut de Recherche pour le Développement, Paris). Disponível em: https://pib.socioambiental.org. Acesso em: nov. 2016.
O texto anterior apresenta uma explicação sobre a construção da memória pelo povo Yanomami e remete à prática da alfabetização em povos não indígenas. Conforme o narrador desse texto, a memória do seu povo é constituída
novo. Se demorar espere por mim.
Aqui as crianças estão escondidas e espreitam
o dia com seus pezinhos de lã.
Amanhã preparo o corpo
De perfume e água fria
e vou
rumo ao sul no rasto delas.
Talvez entretanto no pátio dos olhos tenha
Nascido a buganvília.
TAVARES, Paula. Amargos como frutos. São Paulo: Pallas, 2011.
A obra de Paula Tavares, escritora angolana, é marcada pela guerra civil do seu país, ocorrida no processo de descolonização. Nesse contexto, a imagem da criança utilizada no poema é um modo de projetar um futuro político de