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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010872 Português
O número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil. Em sete anos, a taxa de recusa familiar dobrou, saltando de 22%, em 2008, para 44%, em 2015, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Países como Austrália e Reino Unido enfrentam situação semelhante, que, aliada a falhas na identificação e notificação de potenciais doadores, dificulta a realização de transplantes. Um estudo conduzido por pesquisadores da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo buscou mapear as razões da recusa familiar. O principal motivo identificado pela pesquisa é que boa parte das famílias (21%) não compreendeu o conceito de morte encefálica. Já 19% atribuíram a decisão a crenças religiosas e outros 19% responsabilizaram a falta de competência técnica da equipe hospitalar. 

PIERRO, Bruno de. Doação de órgãos: a arte de dar más notícias. Revista Pesquisa FAPESP. Edição 237, nov. 2015. Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: nov. 2016. 

O texto precedente traz os resultados de uma pesquisa conduzida por uma universidade brasileira. Infere-se desse texto que a finalidade comunicativa do seu autor é 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010871 Português
Personagem A — Me disseram… Personagem B — Disseram-me.  A — Hein?  B — O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.  A — Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é “digo-te”?  B — O quê?  A — Digo-te que você…  B — O “te” e o “você” não combinam.  A — Lhe digo?  B — Também não. O que você ia me dizer?  A — Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?  B — Partir-te a cara.  A — Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.  B — É para o seu bem. 

VERISSÍMO, Luís Fernando. Papos. Disponível em: https://novaescola.org.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado). 

O diálogo apresentado anteriormente ilustra, de forma divertida, a situação em que uma personagem tenta mostrar para a outra como usar a língua portuguesa segundo a norma padrão. Caso a personagem A, impaciente, desejasse responder à última fala da personagem B empregando a norma padrão da língua portuguesa, uma frase adequada para o contexto seria

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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010869 Português
Ensinar gramática

— Onde é que a gente vai agora, vó? — Lá na padaria da praça comprar um pão gostoso. Silêncio pensativo no banco de trás. E então: — Perto da minha casa também tem uma padaria. Os pão lá é muito bom. Momentos de indecisão. Ignorar ou corrigir? Compulsivamente: — Sabe, meu querido, a gente fala assim: OS PÃES SÃO MUITO BONS. Um pão, dois PÃES. O pão é bom, os PÃES são bons. Novo silêncio pensativo no banco de trás. E então: — Quer dizer, vó, que PÃES é DOIS PÃO? 

CARONE, Flávia de Barros. Ensinar gramática. Linha d’Água, n.º 5, 1988, p. 52. 


Constitui exemplo de marca linguística característica da variedade coloquial do português presente no texto anterior o emprego 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010867 Português
Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na Internet? Checa seu email, dá uma olhadinha no Twitter, confere as atualizações dos seus contatos no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na Internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao sítio — que chegou a superar o Google em número de acessos diários. A Internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. 

Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado). 

Atualmente, as tecnologias da comunicação e da informação interferem em vários campos da nossa vida diária. O texto anterior trata da interferência de um tipo de tecnologia em uma área específica da nossa vida social, relacionada às amizades. Que tecnologia é essa? 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010865 Português
      Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens.
       Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.
       Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim, humilhado, e tão digno, no entanto: como alguém que respeitosamente pede desculpas por ter ocupado um lugar que não era seu.
       Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão.


MEIRELES, Cecília. Um cão, apenas. Janela mágica. São Paulo: Ed. Moderna, 1983.


No fragmento da crônica de Cecília Meireles, o encontro com o cão provoca no narrador o sentimento de empatia que o leva a compreender 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010862 Português
        O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só são ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com mancha, já com forças roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam e enforcam. Diógenes que tudo via com mais aguda vista que os outros homens viu que uma grande tropa de varas e ministros da justiça levava a enforcar uns ladrões e começou a bradar: lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos... Quantas vezes se viu em Roma a enforcar o ladrão por ter roubado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo, um cônsul, ou ditador por ter roubado uma província?... De Seronato disse com discreta contraposição Sidônio Apolinário: Nom cessat simul furta, vel punire, vel facere. Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isto não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo para roubar ele só! Declarando assim por palavras não minhas, senão de muito bons autores, quão honrados e autorizados sejam os ladrões de que falo, estes são os que disse, e digo levam consigo os reis ao inferno.

VIEIRA, Antônio. O sermão do bom ladrão. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).

Padre Antônio Vieira, clérigo jesuíta de origem portuguesa que viveu no Brasil no século XVII, proferiu inúmeros sermões que articulavam questões teológicas e políticas. Em O Sermão do Bom Ladrão — apresentado em 1655, em Lisboa —, para convencer sua audiência do ponto de vista defendido sobre a classe política, Vieira adota como estratégia 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010860 Português
        Vários estudos científicos têm comprovado que a meditação favorece a capacidade de aprendizagem e concentração, além de favorecer a percepção das próprias emoções e ajudar a lidar com elas. A prática usada há centenas de anos favorece a sensação de bem-estar e tem se mostrado uma poderosa ferramenta no combate de depressão, ansiedade, hiperatividade, dor crônica, inflamações e até mesmo no combate ao envelhecimento das células.
      Em São Paulo, crianças e jovens aprendem técnicas de respiração e concentração em aulas, palestras, workshops e treinamentos oferecidos por voluntários da Fundação Lama Gangchen para a Cultura de Paz. Os ganhos são visíveis: maior capacidade de concentração e facilidade de aprendizagem. Chama a atenção dos voluntários a dificuldade que as crianças e os adolescentes têm para simplesmente relaxar.

LEAL, Gláucia. Meditação para usar na escola. Disponível em: http://www2.uol.com.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).

       Dalai Lama, famoso líder religioso budista, diz que, se ensinarmos a meditação a cada criança de oito anos, eliminaremos a violência em apenas uma geração. Somente por essa razão valeria a pena tentar a prática. Mas por que a meditação é tão potente?
       O primeiro e imediato efeito da meditação nas crianças é acalmá-las, tranquilizá-las. As crianças, assim como os adultos, quando estão calmas, podem focar sua atenção no que quer que seja. Uma vez que a calma chega, o seguinte passo é o enfoque da atenção naquilo que se deseja. Isso pode ser, por exemplo, controlar uma emoção, fazer um exercício, ouvir uma explicação, dizer “não” a algo que possa ser perigoso.
      Efetivamente, a meditação ajuda a “alongar” o “músculo” da atenção, e, desse modo, a pessoa fica mais consciente do que acontece dentro e fora dela mesma; do que deseja e do que não deseja; do que sente e do que não sente. E, também, do que desejam, sentem ou fazem os outros.

Benefícios da meditação para as crianças. Disponível em: http://br.guiainfantil.com. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).

Ao tratar de meditação como uma prática benéfica, os textos anteriores
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010731 Português
Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1889.

   Eu quisera poder dar a esta data a denominação seguinte: 15 de novembro, primeiro ano de República; mas não posso infelizmente fazê-lo. O que se fez é um degrau, talvez nem tanto, para o advento da grande era.
   Em todo o caso, o que está feito, pode ser muito, se os homens que vão tomar a responsabilidade do poder tiverem juízo, patriotismo e sincero amor à liberdade.
   Como trabalho de saneamento, a obra é edificante. Por ora, a cor do governo é puramente militar, e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula.
   O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava (...).
LOBO, Aristides. O povo assistiu àquilo bestializado. Diário Popular, Rio de Janeiro, 18 nov. 1889 (adaptado).

O texto expressa a posição de um jornalista sobre um significativo evento para a cultura política brasileira. Conforme seu autor, a participação da população civil na Proclamação da República foi 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010730 Português
A expressão “protesto negro” marcou a literatura acadêmica sobre movimentos sociais no Brasil porque abarcava toda sorte de ação coletiva de combate ao preconceito de cor. Interessa-nos separar o protesto das práticas coletivas no interior de organizações e espaços negros. O protesto — como as marchas, passeatas, paradas, ocupações e desfiles pelas ruas — assume franco objetivo de ser evento público, cuja função é chamar a atenção da sociedade e das autoridades, preferencialmente por meio das notícias impressas, a partir das quais ganham mais visibilidade. Mais importante do que isso, os atos públicos são fontes privilegiadas para apreender o movimento como um todo: as alianças, as bandeiras, os oponentes, as organizações, as lideranças, os símbolos, as identidades coletivas e os discursos. Ademais, as marchas públicas permitem visualizar a trajetória do movimento social ao longo do tempo e verificar as regularidades dos eventos, bem como as suas possíveis inovações.

RIOS, Flavia. O protesto negro no Brasil contemporâneo (1978-2010). Lua Nova, n.º 85, 2012, p. 41-79 (adaptado).


Ao discutir as formas de ação coletiva de combate ao preconceito de cor, a autora do texto anterior recorre à expressão “protesto negro”, caracterizado principalmente como 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010727 Direito Constitucional
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: nov. 2019.


Segundo o dispositivo constitucional reproduzido anteriormente, o Estado brasileiro visa assegurar às populações indígenas
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010726 Português
Enquanto permitia a escravidão e a desigualdade da mulher, a Atenas clássica praticava a democracia executora de poder de forma ainda mais enfática que a modernidade. Inversamente, existem Estados que proíbem a escravidão, dão igualdade de direitos às mulheres e reconhecem os direitos de liberdade, mas não são organizados democraticamente.
HÖFFE, Otfried. A democracia no mundo hoje. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 135 (adaptado).

A partir das informações do texto precedente, é correto inferir a existência de 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010725 Português
A base estrutural do desenvolvimento de tecnologias utilizada nas empresas — na esfera da cibercultura — cria novas formas de trabalho, facilita a precarização do trabalho e muda modos de relacionamento com o cliente. Por exemplo, a perspectiva do uso de computador por comando de voz e a difusão do videofone agregarão o deslocamento de riscos no corpo dos teleoperadores (dos membros superiores — mãos, punhos e dedos — para o aparelho fonador e para o aparelho auditivo). Agregadas às práticas gerenciais e a essas revoluções tecnológicas, variadas formas de adoecimento terão visibilidade, além das já conhecidas afecções musculoesqueléticas e dos transtornos psíquicos. Além de o videofone implicar, para os teleoperadores, a emergência da relação face a face, mesmo que virtual, seu uso condicionará novos riscos para a saúde, decorrentes do uso de produtos estéticos.

PENA, Paulo Gilvane Lopes et al. Taylorismo cibernético e lesões por esforços repetitivos em operadores de telemarketing em Salvador – Bahia. Caderno CRH. Salvador, v. 24, n.º especial 1, 2011, p. 145 (adaptado).


Pelo menos desde o século XVIII, houve profundas transformações no modo como o trabalho se desenvolve, sendo possível identificar, em especial, o papel exercido pelas mudanças tecnológicas e o impacto que elas provocam sobre a organização e o mundo do trabalho. Conforme o texto anterior, que se refere ao trabalho de telemarketing
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010722 Português
G20 reconhece crise migratória como problema mundial


Com 65 milhões de deslocados no mundo, o número de refugiados chegou a “níveis históricos”, segundo o documento assinado pela cúpula do G20. (...) Durante o debate sobre o tema, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, alertou que o sistema europeu de amparo está prestes a chegar ao seu limite e que os demais países não podem ficar à margem da crise. Ele pediu que o problema não fosse apenas reconhecido, mas que se tomem medidas concretas para resolvê-lo. Tusk citou os milhões de refugiados que a União Europeia acolheu e os bilhões de euros investidos no Oriente Médio.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: nov. 2016.


O trecho anterior trata, principalmente, da chegada à Europa de milhares de migrantes e refugiados da Síria, país árabe predominantemente mulçumano. No que se refere a esse fenômeno, que se ampliou nos últimos anos, o Brasil e a Inglaterra  
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010717 Português
Esta ideia de que a ditadura é uma questão apenas dos militares, e não da sociedade, é uma construção dos anos 1970. É importante perceber que a ditadura não foi só militar, mas civil e militar. Isso deve ser pensado para compreender porque a luta armada ficou tão isolada. Foi porque a sociedade foi muito participante da ditadura.
ROLLEMBERG, Denise. Entrevista especial com Denise Rollemberg. Revista IHU Online, nov. 2009. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).

Melhor seria que, em vez de “civil-militar”, nos habituássemos a utilizar outra caracterização, que talvez capture com mais precisão a natureza daquele regime: uma ditadura empresarial-militar implantada a partir de uma insurreição contrarrevolucionária das classes dominantes.

MELO, Demian Bezerra de. Ditadura “civil-militar”?: controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Espaço plural, v. 13, n.º 27, 2012 (adaptado).


Na abordagem do regime político que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985, os textos apresentados exprimem pontos de vista que  
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010716 Português
A teletela recebia e transmitia simultaneamente. Todo som produzido por Winston que ultrapassasse o nível de um sussurro muito discreto seria captado por ela; mais: enquanto Winston permanecesse no campo de visão enquadrado pela placa de metal, além de ouvido também poderia ser visto. Claro, não havia como saber se você estava sendo observado num momento específico. Tentar adivinhar o sistema utilizado pela Polícia das Ideias para conectar-se a cada aparelho individual ou frequência com que o fazia não passava de especulação. Era possível inclusive que ela controlasse todo mundo o tempo todo. Fosse como fosse, uma coisa era certa: tinha meios de conectar-se a seu aparelho sempre que quisesse, você era obrigado a viver — e vivia, em decorrência do hábito transformado em instinto — acreditando que todo som que fizesse seria ouvido, se a escuridão não fosse completa, todo movimento seria examinado meticulosamente.

ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009 [1961].


O trecho anteriormente citado está no início do livro de ficção científica 1984, publicado em 1961. Nele, o autor retrata uma sociedade totalitária, na qual a tecnologia é utilizada pelo Estado para controlar a vida das pessoas. Considerando-se a atualidade, com a Internet, as redes sociais e a disseminação de aparelhos smartphones, o trecho 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010714 Português
O Museu da Favela (MUF) é uma organização não governamental privada de caráter comunitário, fundada em 2008 por lideranças culturais moradoras das favelas Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Nesse museu territorial e vivo sobre memórias e patrimônio cultural de favela — o primeiro do mundo —, o acervo é composto de cerca de 20 mil moradores e seus modos de vida, narrativos de parte importante e desconhecida da própria história da cidade do Rio de Janeiro.

Disponível em: www.museudefavela.org. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).


A partir das concepções de memória e patrimônio cultural que fundamentam o modelo de museu descrito no texto, conclui-se que 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010711 Português
Tomar a inclusão como um imperativo implica o questionamento de três entendimentos correntes em nossa cultura. Em primeiro lugar, a inclusão social tem sido entendida como algo natural. Em segundo lugar, ela tem sido compreendida como algo bom em si mesmo. Por fim, ela tem sido apresentada como necessária. Assim assumida, a inclusão social estaria desde sempre aí, esperando para ser efetivada. É a isso que chamamos de imperativo.

MEYER, Dagmar Estermann et al. Políticas públicas: imperativos e promessas de inclusão social. Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação. Rio de Janeiro, v. 22, n.º 85, dez. 2014, p. 1010 (adaptado).


Para a efetivação da imperativa inclusão social, devem-se adotar ações de 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010707 Português
Para os que imaginam e advogam a singularidade paradisíaca brasileira, o critério racial jamais foi relevante para definir as chances de qualquer pessoa no Brasil. Em outras palavras, ainda é fortemente difundida no país a crença de que a cultura brasileira antecipa a possibilidade de um mundo sem raças. Numa nação imaginada como democrática na questão racial, e erigida a partir dessa crença, o que significa propor ações afirmativas para a população negra?

BERNARDINO, Joaze. Ação afirmativa e a rediscussão do mito da democracia racial no Brasil. Estudos afro-asiáticos. Rio de Janeiro, v. 24, n.º 2, 2002, p. 249 (adaptado).



Considerando-se as lutas por mudanças nas políticas públicas, uma resposta adequada para a pergunta colocada ao final do texto anterior seria a seguinte: Propor ações afirmativas para a população negra brasileira significa 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 1º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010706 Português
      No primeiro tempo, quando a floresta estava ainda jovem, nossos antepassados eram humanos com nomes de animais e acabaram virando caça. São eles que flechamos e comemos hoje. Mas suas imagens não desapareceram e são elas que agora dançam para nós como os espíritos xapirapë. (...)      Os brancos desenham suas palavras porque seu pensamento é cheio de esquecimento. Nós guardamos as palavras dos nossos antepassados dentro de nós há muito tempo e continuamos passando-as para os nossos filhos. As crianças, que não sabem nada dos espíritos, escutam os cantos dos xamãs e depois querem ver os espíritos por sua vez. É assim que, apesar de muito antigas, as palavras dos xapirapë sempre voltam a ser novas.

Depoimento de Davi Kopenawa Yanomami, recolhido em 1998, na aldeia onde vive, e traduzido e editado pelo antropólogo Bruce Albert (Institut de Recherche pour le Développement, Paris). Disponível em: https://pib.socioambiental.org. Acesso em: nov. 2016.

O texto anterior apresenta uma explicação sobre a construção da memória pelo povo Yanomami e remete à prática da alfabetização em povos não indígenas. Conforme o narrador desse texto, a memória do seu povo é constituída 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia |
Q4010472 Português
Vou pelos passos das crianças gritar num sul mais
novo. Se demorar espere por mim.
Aqui as crianças estão escondidas e espreitam
o dia com seus pezinhos de lã.
Amanhã preparo o corpo
De perfume e água fria
e vou
rumo ao sul no rasto delas.
Talvez entretanto no pátio dos olhos tenha
Nascido a buganvília.

TAVARES, Paula. Amargos como frutos. São Paulo: Pallas, 2011. 

A obra de Paula Tavares, escritora angolana, é marcada pela guerra civil do seu país, ocorrida no processo de descolonização. Nesse contexto, a imagem da criança utilizada no poema é um modo de projetar um futuro político de  
Alternativas
Respostas
6361: D
6362: E
6363: D
6364: C
6365: E
6366: A
6367: A
6368: A
6369: D
6370: D
6371: E
6372: C
6373: A
6374: A
6375: C
6376: A
6377: D
6378: B
6379: C
6380: E